Edgar entrou no quarto em silêncio, fechando a porta com cuidado atrás de si. A luz baixa criava sombras suaves pelo ambiente e revelou Laura saindo do closet, vestindo uma camisola leve e elegante, que acompanhava o corpo com naturalidade.
— Ela dormiu, Nego? — perguntou em voz baixa, os olhos atentos e cheios de cuidado.
Edgar assentiu, aproximando-se devagar, os passos contidos para não quebrar a calma do ambiente.
— Pediu pra eu deitar um pouco com ela… — disse, também em tom baixo. — Pegou no sono rápido.
Ele fez uma breve pausa, observando Laura por alguns segundos, como se quisesse registrar aquela imagem. Depois, perguntou.
— Por que você saiu do quarto?
Laura cruzou os braços com suavidade, apoiando o peso em uma das pernas.
— Porque era um momento de pai e filha — respondeu com naturalidade. — E eu quero que ela me veja já bem acordada. Não sei qual vai ser a reação dela.
Edgar sorriu de leve, um sorriso curto, compreensivo.
— Tudo bem.
Ele caminhou até a cama e lançou um olhar rápido para o pijama cuidadosamente dobrado sobre o colchão. Passou a mão pela barba de leve e soltou um meio sorriso divertido.
— Vou ter esse tratamento todos os dias? — perguntou, com o canto da boca erguido e o olhar provocador.
Laura apoiou o quadril na cômoda, cruzou os braços novamente e o encarou com aquele sorriso seguro que só ela tinha.
— Sei que sou meio doidinha às vezes… — disse, com humor contido — mas sei cuidar do meu maridão muito bem. Então vai se acostumando. — Ela se aproximou um pouco mais, diminuindo a distância entre os dois. — Tem coisas que não vão ser feitas por empregada. Vai ser a sua Felícia.
Edgar riu baixo. Puxou-a pela cintura com naturalidade e deu um selinho demorado, daqueles que carregam intenção. Em seguida, inclinou-se e deixou um beijo lento no pescoço dela.
— Adorei essa camisola… — murmurou. — E você está ainda mais cheirosa.
Laura riu leve, passando a mão pelo braço dele.
— As minhas coisas simplesmente brotaram no closet, como num passe de mágica. — respondeu, sorrindo. — Isso é medo de eu mudar de decisão? — Perguntou brincando, mas adorando em ver a rapidez dele. — Ou será medo de outro negão, gostosão me conquistar.
— Você só tem olhos pra mim, Felícia — disse ele, aproximando-se o suficiente para que ela sentisse sua presença antes mesmo do toque. O polegar roçou de leve o queixo dela, erguendo-lhe o rosto. — E eu sou o único que sabe exatamente como fazê-los se perder de prazer. — Um sorriso lento surgiu em seus lábios, carregado de certeza. — E isso, é postura de homem que sabe o que quer. — inclinou-se, deixou um beijo breve, provocador. — Vou tomar um banho rapidinho, vida.
Ele entrou no banheiro. Minutos depois, saiu apenas com a toalha presa à cintura.
— Amanhã nós vamos almoçar na casa do seu avô — disse enquanto pegava uma roupa.
Laura, sentada na cama e mexendo no celular, parou no mesmo instante. O polegar ficou suspenso no ar antes de ela levantar o olhar.
— Tudo bem — disse, com um leve aceno de cabeça. — Meu veinho já mandou mensagem pedindo explicações.
Edgar começou a se vestir e, em seguida, sentou-se ao lado dela. Laura o observou por um segundo, avaliando cada gesto, antes de falar, séria e direta.
— Te conheço, Nego… — disse em voz baixa, sustentando o olhar. — O que aconteceu quando você entrou pra pegar a Luna?
Ele respirou fundo, inclinou o corpo e apoiou a cabeça no colo dela, fechando os olhos por um instante.
— Eleonor estava me esperando — disse, enfim, a voz baixa, contida, carregada de tensão.
Laura respirou fundo, passando os dedos devagar pelo cabelo dele.
— O que aquela mulher te falou?
Edgar começou a contar.

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