Olívia mal conseguiu responder. O nome escapou de seus lábios como um fio de voz, carregado de espanto, no meio do caos que ainda pulsava dentro dela.
De repente o mundo girou. A visão escureceu pelas bordas, o som da rua ficou distante, abafado, como se ela estivesse mergulhando debaixo d’água. As pernas fraquejaram.
— Olívia! — André a segurou a tempo, antes que ela caísse no chão.
O corpo dela cedeu completamente, mole, sem forças. As lágrimas ainda escorriam quando os olhos se fecharam.
— Olívia, respira… o que aconteceu?— murmurou, alarmado.
Sem pensar duas vezes, André a pegou no colo. Algumas pessoas pararam, observando, mas ele não deu explicações. Caminhou rápido até o carro estacionado ali perto.
Abriu a porta traseira com cuidado e deitou Olívia no banco de trás. Ela estava desacordada, o corpo mole, a respiração irregular. André ajustou o cinto com delicadeza e tocou de leve o rosto dela, tentando mantê-la consciente.
— O que você está fazendo aqui, sozinha? — disse, a voz baixa, tensa. — Vai ficar tudo bem.
Ela não respondeu.
André fechou a porta, deu a volta no carro e entrou pelo lado do motorista. Antes de ligar o motor, olhou para ela pelo retrovisor. O peito apertou ao vê-la imóvel ali atrás.
Em Nova York, na sala envidraçada da Trident Marine, Liam caminhava de um lado para o outro, o celular na mão. Ele tentou ligar de novo.
Chamou.
Chamou.
Caiu na caixa postal.
O maxilar dele se contraiu.
— Você não ficaria sem me atender. — a voz saiu baixa, dura. — Alguma coisa aconteceu.
Sem hesitar, discou outro número.
— Onde está a Olívia? — perguntou assim que a ligação foi atendida.
— Senhor, a dona Olívia entrou na agência. — respondeu o segurança. — Eu precisei ir ao banheiro, mas o outro ficou no carro.
O olhar de Liam escureceu imediatamente.
— O que ele está fazendo no carro e não ao lado dela? — a voz saiu fria, cortante.
— Senhor… ela não deixou a gente entrar com ela.
O silêncio durou um segundo. Apenas um.
— Quem dá as ordens aqui? — perguntou Liam, sem elevar o tom. — Eu… ou ela?
— O senhor… — respondeu o segurança, engolindo em seco.
— Então vai agora verificar o que está acontecendo. — ordenou. — Agora.
Liam desligou e jogou o celular sobre a mesa com força. Passou a mão pela nuca, os dedos pressionando a pele, tentando controlar a raiva crescente. O peito estava apertado demais.
Minutos se arrastaram como horas. O celular voltou a vibrar.
— Fala. — atendeu imediatamente.
— Senhor Liam… — a voz do segurança saiu trêmula. — Me desculpe, mas a dona Olívia não está mais na agência.
Liam parou de andar.
— Como assim, não está? — perguntou, devagar demais.
— O outro segurança… — hesitou. — Ele estava distraído mexendo no celular e não a viu sair.
O silêncio do outro lado da linha foi absoluto.
— Vocês estão demitidos. — disse Liam, sem qualquer inflexão na voz.
— A partir de hoje, cada porta fechada vai lembrar vocês de quem erraram ao subestimar.
André engoliu em seco e deu mais um passo à frente, estendendo a mão instintivamente, como se quisesse alcançá-la.
— Eu vou com ela. — disse, quase em súplica.
Uma enfermeira parou abruptamente e se virou para ele, levantando a mão num gesto calmo, porém firme, bloqueando sua passagem.
— O senhor tem algum grau de parentesco com a paciente? — perguntou, avaliando-o com atenção.
André hesitou por um segundo. O olhar se desviou, a respiração ficou irregular.
— Não… — respondeu, baixo, passando a mão pela nuca, claramente desconfortável.
A enfermeira assentiu, mantendo a postura profissional.
— Então o senhor precisa aguardar aqui. — disse, firme, mas educada. — Nós vamos cuidar dela agora.
— Mas eu a trouxe até aqui… — insistiu André, a voz falhando. Deu um passo à frente novamente, as mãos abertas num gesto de apelo.
— Nós chamaremos o responsável assim que possível. — respondeu a enfermeira, já voltando a andar. — Por favor, aguarde.
A maca seguiu pelo corredor, afastando-se rapidamente. André ficou parado no mesmo lugar, os braços caindo ao lado do corpo, assistindo Olívia desaparecer atrás das portas, com a sensação amarga de que, naquele momento, tudo o que podia fazer… era esperar.
Quase quatro horas depois, André estava sentado em uma cadeira ao lado da cama do hospital, de frente para Olívia. O celular descansava em sua mão, esquecido. Ela dormia profundamente, exausta, os traços mais serenos agora que o corpo finalmente cedia.
A porta do quarto se abriu sem fazer barulho.
Liam entrou em silêncio. Parou a poucos passos de André, observando a cena por um breve instante. O outro ainda estava de costas, alheio à presença dele.
Liam se aproximou devagar e se inclinou o suficiente para falar perto do ouvido dele, a voz baixa, fria, sem qualquer emoção.
— Você já pode ir embora. — disse Liam, sem dar espaço para resposta.
André se sobressaltou levemente. Virou o rosto para o lado, reconhecendo Liam de imediato. Houve um segundo de tensão silenciosa entre os dois.
— Vamos conversar lá fora. — sussurrou André, contido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...