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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 257

Olívia mal conseguiu responder. O nome escapou de seus lábios como um fio de voz, carregado de espanto, no meio do caos que ainda pulsava dentro dela.

De repente o mundo girou. A visão escureceu pelas bordas, o som da rua ficou distante, abafado, como se ela estivesse mergulhando debaixo d’água. As pernas fraquejaram.

— Olívia! — André a segurou a tempo, antes que ela caísse no chão.

O corpo dela cedeu completamente, mole, sem forças. As lágrimas ainda escorriam quando os olhos se fecharam.

— Olívia, respira… o que aconteceu?— murmurou, alarmado.

Sem pensar duas vezes, André a pegou no colo. Algumas pessoas pararam, observando, mas ele não deu explicações. Caminhou rápido até o carro estacionado ali perto.

Abriu a porta traseira com cuidado e deitou Olívia no banco de trás. Ela estava desacordada, o corpo mole, a respiração irregular. André ajustou o cinto com delicadeza e tocou de leve o rosto dela, tentando mantê-la consciente.

— O que você está fazendo aqui, sozinha? — disse, a voz baixa, tensa. — Vai ficar tudo bem.

Ela não respondeu.

André fechou a porta, deu a volta no carro e entrou pelo lado do motorista. Antes de ligar o motor, olhou para ela pelo retrovisor. O peito apertou ao vê-la imóvel ali atrás.

Em Nova York, na sala envidraçada da Trident Marine, Liam caminhava de um lado para o outro, o celular na mão. Ele tentou ligar de novo.

Chamou.

Chamou.

Caiu na caixa postal.

O maxilar dele se contraiu.

— Você não ficaria sem me atender. — a voz saiu baixa, dura. — Alguma coisa aconteceu.

Sem hesitar, discou outro número.

— Onde está a Olívia? — perguntou assim que a ligação foi atendida.

— Senhor, a dona Olívia entrou na agência. — respondeu o segurança. — Eu precisei ir ao banheiro, mas o outro ficou no carro.

O olhar de Liam escureceu imediatamente.

— O que ele está fazendo no carro e não ao lado dela? — a voz saiu fria, cortante.

— Senhor… ela não deixou a gente entrar com ela.

O silêncio durou um segundo. Apenas um.

— Quem dá as ordens aqui? — perguntou Liam, sem elevar o tom. — Eu… ou ela?

— O senhor… — respondeu o segurança, engolindo em seco.

— Então vai agora verificar o que está acontecendo. — ordenou. — Agora.

Liam desligou e jogou o celular sobre a mesa com força. Passou a mão pela nuca, os dedos pressionando a pele, tentando controlar a raiva crescente. O peito estava apertado demais.

Minutos se arrastaram como horas. O celular voltou a vibrar.

— Fala. — atendeu imediatamente.

— Senhor Liam… — a voz do segurança saiu trêmula. — Me desculpe, mas a dona Olívia não está mais na agência.

Liam parou de andar.

— Como assim, não está? — perguntou, devagar demais.

— O outro segurança… — hesitou. — Ele estava distraído mexendo no celular e não a viu sair.

O silêncio do outro lado da linha foi absoluto.

— Vocês estão demitidos. — disse Liam, sem qualquer inflexão na voz.

— A partir de hoje, cada porta fechada vai lembrar vocês de quem erraram ao subestimar.

André engoliu em seco e deu mais um passo à frente, estendendo a mão instintivamente, como se quisesse alcançá-la.

— Eu vou com ela. — disse, quase em súplica.

Uma enfermeira parou abruptamente e se virou para ele, levantando a mão num gesto calmo, porém firme, bloqueando sua passagem.

— O senhor tem algum grau de parentesco com a paciente? — perguntou, avaliando-o com atenção.

André hesitou por um segundo. O olhar se desviou, a respiração ficou irregular.

— Não… — respondeu, baixo, passando a mão pela nuca, claramente desconfortável.

A enfermeira assentiu, mantendo a postura profissional.

— Então o senhor precisa aguardar aqui. — disse, firme, mas educada. — Nós vamos cuidar dela agora.

— Mas eu a trouxe até aqui… — insistiu André, a voz falhando. Deu um passo à frente novamente, as mãos abertas num gesto de apelo.

— Nós chamaremos o responsável assim que possível. — respondeu a enfermeira, já voltando a andar. — Por favor, aguarde.

A maca seguiu pelo corredor, afastando-se rapidamente. André ficou parado no mesmo lugar, os braços caindo ao lado do corpo, assistindo Olívia desaparecer atrás das portas, com a sensação amarga de que, naquele momento, tudo o que podia fazer… era esperar.

Quase quatro horas depois, André estava sentado em uma cadeira ao lado da cama do hospital, de frente para Olívia. O celular descansava em sua mão, esquecido. Ela dormia profundamente, exausta, os traços mais serenos agora que o corpo finalmente cedia.

A porta do quarto se abriu sem fazer barulho.

Liam entrou em silêncio. Parou a poucos passos de André, observando a cena por um breve instante. O outro ainda estava de costas, alheio à presença dele.

Liam se aproximou devagar e se inclinou o suficiente para falar perto do ouvido dele, a voz baixa, fria, sem qualquer emoção.

— Você já pode ir embora. — disse Liam, sem dar espaço para resposta.

André se sobressaltou levemente. Virou o rosto para o lado, reconhecendo Liam de imediato. Houve um segundo de tensão silenciosa entre os dois.

— Vamos conversar lá fora. — sussurrou André, contido.

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