Olívia suspirou, balançando a cabeça.
— Agora estou entendendo seu jeito. Mas isso é perigoso! — disse, baixando a voz, o tom mais firme. — Você se mete com gente que você nem conhece! E se algum dia der errado, quem vai te salvar? Seu namorado leva de boa?
Ísis deu uma risadinha curta, mas o olhar manteve-se sério.
— Eu sei me cuidar, Olívia. — respondeu, firme. — E quer saber? Eu sou boa nisso. Sei ouvir, sei interpretar. Às vezes, os caras só querem conversar, acredita? Querem alguém que finja que se importa. Que dê atenção, principalmente quando querem reclamar das esposas. Isso é um bom nicho de negócio, sabia? E eu não tenho namorado, sou viúva!
Olívia ficou em silêncio por alguns segundos, tentando assimilar tudo. Depois, ajeitou o cabelo e disfarçou o tom, mudando de assunto.
— Então é pra isso que você vai hoje à noite? — perguntou, fingindo curiosidade, como quem queria tirar o foco de si mesma.
— Exatamente. — respondeu Ísis, com sinceridade. — Um cliente novo. Pagamento alto, risco zero, foi uma amiga que me indicou. — Deu um risinho tenso. — Espero que seja mesmo. Bom, até agora nunca deu ruim. E espero que continue assim.
Olívia suspirou.
— Eu nem sei o que dizer. — falou com pensativa.
— Não precisa dizer nada — respondeu Ísis. — Só não me olha como se eu fosse um monstro.
Olívia sorriu de leve, balançando a cabeça.
— Eu não estou te julgando, Ísis. Sério. Não tenho esse direito. Cada um faz o que precisa pra sobreviver. Na hora do sufoco, a gente nem pensa direito, simplesmente se agarra a primeira ideia que vem na cabeça, achando que é a solução do momento. Eu sei muito bem o que é isso!
Ísis sorriu, aliviada.
— Sabia que ia gostar de você. — disse, animada. — Pronto, desabafei. Agora é sua vez, senhora baú fechado a sete chaves.
Mas antes que Olívia pudesse responder, o motorista diminuiu bruscamente a velocidade.
— Que foi isso? — perguntou Olívia, assustada.
O homem olhou pelos espelhos, o semblante tenso.
— Tem dois carros pretos atrás da gente. E estão… tentando fechar a passagem.
Ísis virou-se rapidamente, o coração disparando.
— Ah, não… pensei que isso só acontecia em filme! — murmurou, arregalando os olhos. — Olha, se esses caras forem do FBI, espero que pelo menos me deixem tirar uma selfie antes de me prenderem.
Apesar do nervosismo, Olívia deixou escapar um riso curto e incrédulo.
Mas o alívio durou pouco.
Os veículos emparelharam com o Uber, bloqueando a passagem. A rua ficou estreita, o ar pesado. Homens de terno e gravata desceram, o olhar firme e postura de quem sabia o que fazia.
— Meu Deus… — murmurou Olívia, gelando.
Um dos homens bateu no vidro e, sem esperar resposta, abriu a porta.
— Senhora Olívia, pedimos que nos acompanhe, por favor.
— Por favor, não me mate! — exclamou ela com a mão no ventre, o medo estampado no rosto. — Quem são vocês?
— Segurança do senhor Liam Holt — respondeu o homem, firme. — Ele ordenou que a senhora imediatamente deixasse esse carro.
Olívia olhou para Ísis, incrédula.
— Ele mandou você me buscar? — gritou, furiosa. — Ele acha que é meu dono? Isso é um absurdo!
— Senhora, é uma ordem direta — respondeu o segurança, impassível. — Por favor, não nos coloque em posição desconfortável.
O motorista do Uber levantou as mãos, nervoso.
— Moças, preciso saber se continuo a corrida ou encerro aqui. Não posso ficar parado fechando a rua e perdendo dinheiro.
Ísis olhou para Olívia, assustada.
— Acho melhor você encerrar a corrida. Ele não vai deixar você continuar com motorista de aplicativo.
O carro seguiu em silêncio. Ísis olhou para ela, tentando aliviar a tensão.
— Olívia… eu sei que não é hora, mas… — deu um sorrisinho divertido. — Pelo menos agora nós estamos parecendo celebridades, né?
Olívia a encarou e, apesar de tudo, soltou um meio sorriso incrédulo.
— Ísis, você é impossível.
— Eu sei — respondeu ela, ajeitando o cabelo. — Mas pelo menos sou divertida.
Olívia encostou a cabeça no vidro, o olhar perdido na cidade. Lá fora, o mundo seguia normal, enquanto dentro dela o caos só crescia.
O motorista quebrou o silêncio com a voz prática de quem dirige e precisa de respostas.
— Senhora, pra onde a senhora vai exatamente? — perguntou, olhando pelo retrovisor.
Olívia olhou pra frente, o rosto ainda quente da humilhação, mas com um lampejo de rebeldia no olhar.
— Times Square — respondeu ela, direta.
Elas chegaram ao local pouco depois das três da tarde. O movimento na rua era intenso, vitrines chamativas por todos os lados. Ísis seguiu confiante na frente, empurrando a porta de uma loja luxuosa, e Olívia foi atrás.
Quando o segurança tentou acompanhá-las, ela se virou, o olhar afiado.
— Onde você pensa que vai? — perguntou firme, com o tom de quem não aceitava discussão.
O homem hesitou, claramente desconcertado, enquanto Ísis escondia o riso e puxava Olívia pelo braço, entrando de vez.
O ambiente era elegante, iluminado, com aroma de perfume caro misturado a tecido novo. Vendedoras se aproximaram com sorrisos ensaiados, e Ísis logo começou a circular entre as araras, como quem conhecia bem o lugar.
Olívia caminhava distraída, passando a mão nos vestidos e tentando parecer à vontade, quando uma voz soou às suas costas.
— Olívia?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato
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Liberem os próximos capítulos, estou extremamente ansiosa pra saber o desfecho, cada dia esse livro esta melhor....
Nossa que desfecho maravilhoso da Isís iurulll...
Libera mais páginas estou ansiosa . Apaixonada por cada capitulo...
Libera mais capítulos..... sofro de ansiedade kkkkk...
Eu não consigo colocar crédito. Já tentei 3 cartões...
Sera que existe liam na vida real super protetor?...
Liberem os próximos capítulos super ansiosa.... Liam e ta surpreendendo depois de ser tão mulherengo.......
195 desbloqueio da sequência desses capitulos...
Estou tento de ansiedade 🥺esperando o próximo episódio...