Olívia observou o tecido com atenção.
— Nossa, esse é um espetáculo. Vai lá experimentar.
Alguns minutos depois, Ísis saiu do provador, e a loja inteira pareceu parar por um segundo. O vestido dourado caía perfeitamente no corpo dela, valorizando suas curvas com elegância.
— E então? — perguntou Ísis, girando de leve diante do espelho. — Estou com cara de rica ou de faxineira disfarçada?
Olívia sorriu com aquele jeito dela.
— Está deslumbrante. Sério. Se eu fosse homem, te pediria em casamento agora.
Ísis riu, mas o brilho no olhar suavizou.
— Nunca mais vou me casar — murmurou, com um sorriso triste.
Olívia franziu o cenho, surpresa pela sinceridade repentina.
— O que aconteceu com ele, Ísis? Você é tão nova pra ser viúva…
Ísis respirou fundo, olhando o próprio reflexo no espelho.
— Eu tinha seis meses de casada. Ele era meu companheiro de palco — contou, a voz embargada, mas firme. — Nós fizemos faculdade juntos, ele era meu parceiro em tudo. O grande amor da minha vida. Um dia ele começou a sangrar pelo nariz, apareceram manchas roxas no corpo… — fez uma pausa curta. — Aí veio o diagnóstico: leucemia. Depois disso, foram só seis meses. Rápido, cruel, sem tempo pra entender nada.
O silêncio tomou conta do espaço. Até as vendedoras pareciam ter se afastado com respeito. Olívia aproximou-se devagar e pousou a mão sobre o braço dela.
— Eu sinto muito, Ísis. — disse baixinho. — Nem sei o que falar. Imagino o quanto você deve ter sofrido. Ou melhor, ainda sofre, né?
Ísis respirou fundo e sorriu com doçura.
— Tudo bem, Oli. — respondeu. — Não vou dizer que o luto passou, porque não passou. Mas aprendi a viver com ele. Já houve dias piores. Hoje eu só tento seguir da melhor forma possível. — forçou um sorrisinho e ergueu o queixo. — Com tudo isso, pelo menos descobri quem são os verdadeiros amigos. — olhou-se no espelho e deu um meio giro. — E quer saber? Vou levar esse vestido.
Ela voltou para o provador, e Olívia ficou por alguns instantes em silêncio, digerindo o que ouvira. Quando Ísis saiu, já com as roupas normais, estava mais leve.
— Vamos? — perguntou, animada.
Olívia assentiu.
— Vamos.
Ísis pagou o vestido, trocando algumas brincadeiras com a vendedora, e as duas saíram da loja. Do lado de fora, o sol refletia nos vidros dos prédios e o vento frio fazia Olívia arrepiar.
— Aproveitando que estamos aqui, quer ir a uma loja comigo? Ou está com pressa? — perguntou ela, tentando prolongar aquele momento de distração.
— Claro que quero! — respondeu Ísis. — Depois ainda vamos fazer um lanche, combinado?
As duas caminharam pela avenida, rindo e conversando, até entrarem em uma loja delicada de artigos infantis. O ambiente era acolhedor, com tons pastéis e cheiro de talco.
Olívia parou diante de uma vitrine de roupinhas brancas e sapatinhos minúsculos. Seus olhos marejaram.
— Eu quero comprar algumas coisas — disse com a voz embargada. — Quero revelar a gravidez pra minha família e pra de Liam. Sempre sonhei em fazer isso de um jeito especial. Meu pai… ele é louco pra ser avô.
Ísis sorriu, com ternura.
— Tem certeza de que era ela?
— Absoluta — respondeu Hérica, firme, mas sem ênfase exagerada. — Não cheguei a cumprimentá-la porque ela parecia distraída, entretida na conversa. Mas o que me chamou atenção… — fez uma pausa breve — é que ela estava sem aliança.
Frederico fechou o livro lentamente. O olhar endureceu, mas o tom permaneceu contido.
— Sem aliança… — repetiu em voz baixa, pensativo.
Hérica cruzou as mãos diante do corpo, um gesto contido.
— Pode não ser nada — apressou-se em dizer. — Talvez tenha tirado por desconforto ou esquecimento. Mas achei prudente avisar. Vai que houve algum mal-entendido entre eles.
Olga pousou o tricô no colo e respirou fundo.
— Tudo tem explicação, Frederico. Vamos aguardar Liam trazer a Olívia aqui. Não tire conclusões precipitadas.
— Liam que não tente me enganar — respondeu ele, firme. — Quero entender o que está acontecendo.
Hérica assentiu, concordando.
— É só preocupação sogro, na foto do casamento eles estavam tão felizes...
Frederico permaneceu em silêncio por alguns segundos. O semblante tenso, o olhar distante. De repente, levantou-se da poltrona e caminhou até a porta.
— Onde você vai, Frederico? — perguntou Olga, erguendo o rosto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...