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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 12

“Lucas Sinclair”

A reunião com os investidores se arrasta por três horas.

Três horas discutindo cláusulas, taxas e cronogramas que deveriam ter sido resolvidos em uma.

Quando tudo finalmente termina, já são 15h20.

Volto para a minha sala, afrouxo a gravata e me jogo na cadeira.

E, claro, minha mente decide exibir a cena que encontrei hoje pela manhã, quando não encontrei Oliver na cama dele.

Provavelmente mais um pesadelo. Mas dessa vez, ele não correu para o meu quarto, mas para o quarto da babá.

Aquela atrevida que resolveu me desafiar ontem à noite, só porque descobriu que sou casado.

Sim, eu poderia esclarecer as coisas para ela. Explicar como realmente meu relacionamento com Blair funciona.

Mas… é melhor assim.

Pelo menos com Ivy acreditando que tudo é real, alguém terá juízo e manterá as coisas como elas realmente devem ser: completamente profissionais.

Meu devaneio é interrompido pela porta sendo aberta sem cerimônia.

Owen entra com seu sorriso irritantemente confiante, segurando duas xícaras de café.

— Boa tarde, irmão — diz ele, largando uma xícara na minha mesa. — Achei que você fosse precisar disso depois daquela reunião.

— Com todo meu ser — murmuro, pegando o café.

Ele ri e se j**a na cadeira à minha frente, cruzando as pernas como quem está na própria casa.

Owen Hartley: meu advogado, melhor amigo e a única pessoa nesta cidade que se orgulha de me chamar de idiota sem piscar.

— Então — ele começa, tomando um gole —, cadê os contratos da subsidiária europeia? Preciso revisar antes da reunião de amanhã.

Franzo a testa.

— Contratos?

— Sim, Lucas. Contratos. Aqueles papéis chatos que mantêm sua empresa funcionando — diz ele, revirando os olhos. — Te pedi ontem. Você disse que traria hoje cedo.

— Estão… no meu escritório em casa — admito, massageando as têmporas. — Esqueci.

Owen me encara como se eu tivesse acabado de anunciar minha aposentadoria para virar influencer.

— Lucas Sinclair… esqueceu documentos importantes? — Ele arqueia a sobrancelha. — Anota aí: hoje é o fim do mundo.

— A manhã foi… complicada — murmuro, tomando um gole do café.

— Complicada como?

— Mais um pesadelo de Oliver — respondo, esfregando a mão no rosto. — Só que dessa vez, ele foi dormir com a babá.

Owen fica em silêncio por alguns segundos, só me observando.

— Hum — murmura, por fim. — Interessante.

— O quê?

— Nada — ele diz, sorrindo daquele jeito irritante. — Só que… nenhuma das outras teria feito isso, né?

Aperto o maxilar.

Porque ele está certo.

Nenhuma das outras teria deixado Oliver dormir com ela. Teriam seguido as regras, mantido a distância, talvez tivessem me acordado…

Mas Ivy…

Olho para a sala de estar, estranhando o sofá sem almofadas.

— O que…? — murmuro, franzindo a testa. — Então é assim que a casa fica quando eu não estou?

Sigo a música infantil e as risadas até a sala de brinquedos do Oliver.

E, quando olho pela porta entreaberta… a cena é completamente inesperada.

O cômodo parece outro.

Todos os brinquedos estão empurrados para um canto, enquanto todas as almofadas da sala estão espalhadas pelo chão, formando um “circuito de obstáculos”.

E no meio daquele caos organizado… Ivy.

A babá está descalça, com a blusa branca meio torta e os cabelos ruivos soltos, pulando de almofada em almofada enquanto Oliver ri alto demais.

Pelo visto, Ivy tem o superpoder de despertar risadas genuínas no meu filho.

— MAIS RÁPIDO, IVY! — ele grita, firme em cima de uma almofada. — A LAVA TÁ SUBINDO!

— ESTOU INDO O MAIS RÁPIDO QUE POSSO! — ela berra de volta.

É quando Ivy pula para a próxima e se desequilibra. Ela abre os braços e as pernas para recuperar o equilíbrio, a saia sobe demais… e meu corpo reage antes do meu cérebro.

Porque as sardas nas coxas, as mesmas que tracei com meus dedos naquela noite, aparecem novamente.

Elas descem pelo pescoço, somem por baixo da blusa… e reaparecem nas pernas. Delicadas. Espalhadas pela pele clara. Subindo pelas coxas exatamente como imaginei dezenas de vezes desde aquela noite.

Aperto o maxilar, tentando obrigar meu cérebro a se lembrar de tudo o que me obriga a mantê-la longe:

Quinze anos mais nova que eu. Minha funcionária. A babá do meu filho.

Mas, mesmo com tudo isso… é impossível desviar o olhar.

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