“Lucas Sinclair”
A reunião com os investidores se arrasta por três horas.
Três horas discutindo cláusulas, taxas e cronogramas que deveriam ter sido resolvidos em uma.
Quando tudo finalmente termina, já são 15h20.
Volto para a minha sala, afrouxo a gravata e me jogo na cadeira.
E, claro, minha mente decide exibir a cena que encontrei hoje pela manhã, quando não encontrei Oliver na cama dele.
Provavelmente mais um pesadelo. Mas dessa vez, ele não correu para o meu quarto, mas para o quarto da babá.
Aquela atrevida que resolveu me desafiar ontem à noite, só porque descobriu que sou casado.
Sim, eu poderia esclarecer as coisas para ela. Explicar como realmente meu relacionamento com Blair funciona.
Mas… é melhor assim.
Pelo menos com Ivy acreditando que tudo é real, alguém terá juízo e manterá as coisas como elas realmente devem ser: completamente profissionais.
Meu devaneio é interrompido pela porta sendo aberta sem cerimônia.
Owen entra com seu sorriso irritantemente confiante, segurando duas xícaras de café.
— Boa tarde, irmão — diz ele, largando uma xícara na minha mesa. — Achei que você fosse precisar disso depois daquela reunião.
— Com todo meu ser — murmuro, pegando o café.
Ele ri e se j**a na cadeira à minha frente, cruzando as pernas como quem está na própria casa.
Owen Hartley: meu advogado, melhor amigo e a única pessoa nesta cidade que se orgulha de me chamar de idiota sem piscar.
— Então — ele começa, tomando um gole —, cadê os contratos da subsidiária europeia? Preciso revisar antes da reunião de amanhã.
Franzo a testa.
— Contratos?
— Sim, Lucas. Contratos. Aqueles papéis chatos que mantêm sua empresa funcionando — diz ele, revirando os olhos. — Te pedi ontem. Você disse que traria hoje cedo.
— Estão… no meu escritório em casa — admito, massageando as têmporas. — Esqueci.
Owen me encara como se eu tivesse acabado de anunciar minha aposentadoria para virar influencer.
— Lucas Sinclair… esqueceu documentos importantes? — Ele arqueia a sobrancelha. — Anota aí: hoje é o fim do mundo.
— A manhã foi… complicada — murmuro, tomando um gole do café.
— Complicada como?
— Mais um pesadelo de Oliver — respondo, esfregando a mão no rosto. — Só que dessa vez, ele foi dormir com a babá.
Owen fica em silêncio por alguns segundos, só me observando.
— Hum — murmura, por fim. — Interessante.
— O quê?
— Nada — ele diz, sorrindo daquele jeito irritante. — Só que… nenhuma das outras teria feito isso, né?
Aperto o maxilar.
Porque ele está certo.
Nenhuma das outras teria deixado Oliver dormir com ela. Teriam seguido as regras, mantido a distância, talvez tivessem me acordado…
Mas Ivy…

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