Entrar Via

A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 127

O cheiro de baunilha invade a cozinha enquanto passo a espátula pelas laterais da tigela, ignorando a presença rígida da Sra. Mallory ao meu lado.

A governanta me observa como se eu estivesse cometendo um delito imperdoável, só porque decidi fazer um bolo.

Ela abre a boca assim que despejo a massa na forma, provavelmente pronta para me repreender pela terceira vez, mas se cala quando ouvimos a porta da frente se abrir.

— Ivy! — Oliver grita, vindo correndo da sala. — O papai chegou!

— Já? — murmuro, olhando para o relógio.

São apenas cinco e meia. Lucas costuma chegar bem mais tarde, mas, considerando a reunião que ele teve hoje com o pai da Blair…

Peço à Sra. Hargrove que leve o bolo ao forno e vou para a sala. Lucas está tirando o paletó, com a gravata frouxa no colarinho e uma expressão… exausta.

— Oi — digo, me aproximando. — Como foi?

Ele me puxa para seus braços imediatamente, escondendo o rosto no meu pescoço.

— Exatamente como eu esperava — murmura contra a minha pele.

— Tão ruim assim? — pergunto, acariciando as costas dele.

— Não foi ruim — responde, se afastando um pouco para me encarar. — Foi… previsível.

Franzo a testa, apreensiva, mas antes que eu consiga perguntar mais alguma coisa, Oliver vem correndo e puxa a mão do pai.

— Papai, vem ver! A Ivy tá fazendo bolo de chocolate!

Lucas sorri, acariciando os cabelos do filho.

— Já vou, campeão. Só preciso conversar com a Ivy primeiro, tudo bem?

Oliver concorda com a cabeça e volta correndo para a cozinha.

Lucas segura minha mão e me leva até o escritório, fechando a porta rapidamente.

— O que aconteceu? — pergunto, enquanto mil cenários passam pela minha cabeça.

Ele solta um suspiro, passa a mão pelos cabelos e se senta na beirada da mesa.

— Alfred está completamente insatisfeito — diz, direto ao ponto. — E usou a multa do contrato que rompi como pretexto para ir até a empresa deixar isso bem claro.

Meu estômago se contrai enquanto ele descreve a reunião, que mais pareceu uma audiência informal.

Então, quando ele menciona o valor da multa com a mesma naturalidade de quem comenta o preço do café, meu queixo praticamente toca o chão.

Cinquenta milhões. Meu Deus.

— Lucas… — começo, sentindo a culpa pesar no peito. — Você não precisava chegar a tanto. Cinquenta milhões é…

— Dinheiro — ele corta, segurando meu rosto entre as mãos. — Só isso. E eu posso pagar sem afetar nada.

— Mas…

— Sem “mas” — ele interrompe outra vez e beija minha testa. — Alfred vai tentar me atingir de outras maneiras, eu sei. Só que não vai conseguir, porque já me antecipei.

— Você tem certeza? — pergunto, ainda inquieta.

— Absoluta — murmura, com um sorriso confiante. — Então, para de carregar esse peso, ok? Ele não é seu.

Assinto, tentando me convencer.

Ele me abraça outra vez, e ficamos alguns segundos em silêncio, como se o mundo lá fora pudesse esperar.

127. Ela Seria Capaz? 1

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO