Enquanto seguimos para o local do evento, observo as luzes da cidade passarem pela janela do carro, tentando me manter calma.
Lucas mantém a mão entrelaçada na minha, passando o polegar pela minha pele em movimentos lentos e tranquilizadores.
— Você está quieta — diz, baixinho.
— Estou nervosa — admito, me virando para encará-lo. — E se as pessoas me olharem torto, ou alguém fizer algum comentário maldoso?
— Então eu vou lidar com isso — ele responde, firme. — Ninguém vai te desrespeitar, Ivy. Especialmente ao meu lado.
Ele aperta minha mão, como se quisesse me manter ancorada aqui dentro.
— Você não fez nada de errado, isso já ficou claro — continua, com um leve sorriso. — E qualquer pessoa que pense o contrário… é problema dela, não seu.
— Eu só… não quero te envergonhar — digo, num fio de voz.
— Me envergonhar? — repete, sério demais. — Ivy, você é a mulher mais incrível que já conheci. Inteligente, corajosa, determinada. Você nunca poderia me envergonhar.
Minha garganta aperta e desvio o olhar, antes que as lágrimas apareçam e arruínem a maquiagem.
— Confie em mim — ele murmura, beijando minha mão. — Vai dar tudo certo.
Assinto, tentando acreditar.
O carro finalmente para em frente a um prédio imponente, todo iluminado. Um tapete vermelho se estende da entrada até a calçada, e há fotógrafos posicionados dos dois lados, com câmeras prontas.
Um arrepio percorre minha espinha.
— Droga — sussurro, sem perceber.
— Calma — ele diz, rindo baixo. — Você não precisa falar com ninguém. Só sorria, fique ao meu lado e ignore os flashes. Tudo bem?
— Certo — murmuro, engolindo em seco.
O motorista abre a porta e Lucas sai primeiro, ajeitando o paletó antes de se virar e estender a mão para mim.
Respiro fundo e aceito, saindo do carro com cuidado para não tropeçar no vestido.
Assim que piso no tapete vermelho, os flashes começam.
Click. Click. Click.
— Sr. Sinclair! — Um dos fotógrafos grita. — Aqui!
— Sr. Sinclair, olhe para cá!
— Podemos falar com sua acompanhante?
Meu coração dispara e ele aperta minha mão, me puxando para perto.
— Apenas sorria — ele sussurra no meu ouvido, mantendo um sorriso calmo e controlado enquanto caminhamos.
Eu tento fazer o mesmo, forçando um sorriso enquanto os flashes continuam.
Parece uma eternidade até chegarmos à entrada, mas finalmente entramos no salão.
E, meu Deus… é deslumbrante.
Lustres enormes pendem do teto altíssimo, iluminando o espaço com um brilho dourado. Mesas decoradas com arranjos florais se espalham pelo salão e, ao fundo, há um palco onde obras de arte estão sendo exibidas.
— Impressionante — murmuro, observando tudo ao redor.
— É — ele concorda, pegando duas taças de champanhe de uma bandeja que passa. — Mas também é entediante.
Rio baixo, aceitando a taça que ele me oferece.
— Então, por que você vem?


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