Entrar Via

A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 212

“Ivy Collins”

Meu vestido ainda está na cadeira quando Lucas me puxa de volta pelo cinto do roupão. Sei que ceder significa um atraso, mas não me importo nem um pouco.

— Precisamos nos arrumar — digo, sem me afastar.

— Precisamos — ele responde, mas o tom está longe de realmente concordar.

Sorrio, sem conseguir evitar, fico nas pontas dos pés e o beijo.

Porque há uma versão de mim de um ano atrás que não reconheceria essa calmaria de um domingo de manhã. Não reconheceria a facilidade em relaxar, em não se preocupar com nenhum tipo de problema.

Mas hoje, há uma versão de mim que nunca imaginei.

Aquela que permite que o amor da minha vida passe a mão pelo meu cabelo ainda úmido e o deixe aprofundar o beijo como se tivéssemos todo o tempo do mundo, mesmo sabendo que não temos.

E que fica satisfeita com isso.

— Se a gente continuar assim… — murmuro, ofegante, enquanto ele me deita na cama.

— Vamos nos atrasar — ele completa, com um sorriso de lado que basicamente significa “e não me importo nada com isso”.

— E sua mãe vai me culpar por isso.

— Minha mãe sempre arranja um jeito de te culpar por alguma coisa, atrevida — ele murmura, dando de ombros.

Lucas volta a me beijar, lento o suficiente para que eu esqueça, por um momento, que existe um almoço, uma família esperando, um domingo inteiro acontecendo do lado de fora daquele quarto.

Cinco minutos. É sempre assim.

Cinco minutos que aparecem do nada no meio da correria que se instalou nos últimos meses, desde que as aulas na NYU começaram e os dias passaram a ter a pressa de quem precisa caber em dois lugares ao mesmo tempo.

Cinco minutos que Lucas sempre encontra e que eu aprendi a não desperdiçar um segundo sequer.

As batidas na porta interrompem nosso momento, claro. Três batidas rápidas e urgentes, que evidenciam a insatisfação de ter que fazer isso em vez de simplesmente invadir o quarto.

Lucas para de me beijar, suspira baixo e encara a porta trancada, hábito de pais que aprenderam que fechadura é o único recurso real contra a invasão de crianças impacientes.

— Mamãe? Papai? — A voz do Oliver vem abafada pela madeira, insatisfeita. — Eu já tô pronto!

Lucas abre a boca, mas fecho com um dedo antes que ele diga qualquer coisa.

— Sabe que ele não vai desistir — murmuro, rindo baixinho. — É melhor aceitarmos essa derrota com dignidade.

Lucas fecha os olhos por um segundo, como se estivesse se despedindo mentalmente dos próximos cinco minutos que não teremos.

Por fim, resmunga algo sobre ter sido traído pelo próprio filho e se levanta com aquele sorriso de lado que ainda me faz perder um pouco do foco, mesmo depois de tudo.

E é estranho como isso ainda acontece.

Como, no meio de tanta coisa que mudou, de tantos lugares novos, responsabilidades novas… algumas coisas continuam exatamente iguais.

Como nós.

Levanto da cama e ajeito o roupão, enquanto Lucas abre a porta.

Oliver logo corre para dentro, com a camisa azul com dois botões no lugar errado e o restante solto, o cabelo claramente não viu a escova hoje e uma meia listrada que nunca vi no pé esquerdo.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO