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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 219

“Sophia Sinclair”

Eu deveria estar dormindo. Deveria estar descansando da viagem, da noite mal dormida e de todo o caos que virou minha vida nas últimas semanas.

Em vez disso, estou aqui, no meio do quarto, deslizando pelo chão branco com as pantufas de pelúcia cor-de-rosa que minha mãe me deu de presente de aniversário, como se o mundo lá fora não existisse.

Dançar é uma das poucas coisas que sempre me acalmam. Quando danço, consigo esquecer aquela mensagem. Consigo deixar de pensar que estou presa aqui. Ignorar o homem armado que agora mora na minha casa.

Fecho os olhos por um momento e giro devagar, deixando a música ditar o ritmo do meu corpo. Mas, quando abro os olhos novamente… dou de cara com Blake parado na porta entreaberta.

Nossos olhos se encontram e, por um instante, o olhar dele parece… diferente. Mais demorado, mais atento.

Como se não estivesse apenas verificando o ambiente, mas me vendo de verdade. Ou talvez eu só esteja imaginando, porque esse homem se tornou tão impenetrável que nem sei mais distinguir.

Será mesmo só impressão minha?

Franzo as sobrancelhas, cruzando os braços devagar, sem desviar os olhos dos dele.

— Gostou do show, Sr. Reeve? — pergunto, inclinando a cabeça, fingindo não estar envergonhada por ter sido pega. — Ou só está conferindo se eu não fugi pela janela?

— Ronda de segurança — responde, no mesmo tom neutro de sempre. — A porta estava entreaberta.

— Que perigo — murmuro, dando um passo na direção dele. — Uma mulher sozinha, dançando no próprio quarto. Realmente, uma ameaça séria.

— Portas abertas são falhas de segurança quando não estou por perto — diz, simplesmente. — Independente do que a senhorita esteja fazendo.

— Claro. Porque alguém poderia invadir, me encontrar dançando e decidir me olhar como…

— Alguém poderia invadir — ele corta, sem alterar o tom. — O resto é irrelevante.

— Engraçado… — digo, sorrindo de lado. — Porque, por um segundo, achei que você estava olhando por outro motivo.

Silêncio.

Por um instante, tenho a impressão de que ele vai dizer alguma coisa diferente. Que vai reagir de alguma maneira que confirme minha impressão. Algo que quebre essa pose irritante de controle absoluto.

Mas não vem. Blake continua sendo… Blake.

— Se eu estivesse olhando por outro motivo, a senhorita não teria dúvidas.

Abro a boca para responder, mas não consigo. Porque, claro, ele vira as costas e se afasta, como se a conversa tivesse terminado no momento exato em que ele decidiu.

— Ei — chamo, dando um passo na direção dele. — Eu ainda não terminei.

— Mas eu terminei — responde, sem sequer olhar para trás.

A porta se fecha com um clique baixo, me deixando com vontade de gritar.

Por que ele sempre precisa sair com a última palavra?

Fico um tempo ao telefone com a minha mãe e com o meu pai. Depois faço uma videochamada com a Ivy, mato a saudade dos meninos, ouço mais recomendações do meu irmão…

Quando termino meu banho, são quase 22h. O cansaço do dia finalmente cobra seu preço, mas decido ir até a cozinha buscar água antes de me deitar.

Saio do quarto descalça, vestindo apenas uma camisola branca de seda, e sigo pelo corredor escuro até a cozinha.

Não vejo sinal do robô de terno. Provavelmente está em algum canto escuro, recarregando a bateria para entrar em modo proteção total amanhã.

Rio sozinha, abrindo a geladeira. Pego uma garrafa de água e me viro para voltar, mas, antes que eu entre no quarto, a porta do banheiro do corredor se abre.

Blake sai de lá com os cabelos ainda úmidos do banho. Sem camisa, só com uma calça de moletom cinza e uma toalha jogada no ombro.

A luz do banheiro destaca o contorno do peito largo, dos ombros definidos, das gotas de água que escorrem pelo abdômen e desaparecem na cintura da calça.

Por dois segundos inteiros, esqueço completamente o que estava fazendo. Esqueço da água na minha mão, do quarto logo atrás, de absolutamente tudo.

Meu olhar desce sem pedir permissão, percorrendo aquele corpo que parece ter sido esculpido por alguém que claramente sabia o que estava fazendo.

Engulo em seco e balanço a cabeça. Finalmente desvio o olhar, só para encontrar a porta do quarto ao lado do meu aberta e a mala dele lá dentro.

Meu estômago dá um salto.

— Você… — começo, e minha voz sai mais alta do que eu pretendia. — Você vai mesmo ficar no quarto ao lado do meu?

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