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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 220

Sem pressa, Blake me observa de cima a baixo, e juro que vejo algo mudar no maxilar dele por uma fração de segundo.

— Sim.

Sim. Uma palavra simples, mas com força suficiente para me desestabilizar completamente.

— Não. De jeito nenhum — digo, balançando a cabeça. — Tem um apartamento inteiro ao lado cheio de seguranças. Você pode dormir lá. Ou no sofá. Ou no chão da sala. Em qualquer lugar que não seja a parede do meu quarto!

— Protocolo de proximidade, Srta. Sinclair — responde, calmo demais. — Meu trabalho é ficar perto o suficiente para reagir em segundos se algo acontecer.

— Ficar perto? — solto uma risada incrédula. — Isso já é invasão de espaço pessoal em nível avançado! Eu mal aguento você no mesmo apartamento, e agora vamos dividir uma parede? E se eu roncar? E se eu falar dormindo? E se eu decidir dançar pelada no meio da noite só para te irritar?

Ele inclina ligeiramente a cabeça, como se estivesse considerando seriamente a possibilidade.

— Então recomendo que pense bem antes de tirar a roupa e transformar isso em um problema.

Abro a boca para responder, mas nada sai. Porque, de repente, fico hiperconsciente do fato de ele estar sem camisa, a poucos metros da minha porta.

Do fato de que ele vai estar ali a noite inteira. Do outro lado da parede. Perto demais.

Engulo em seco, apertando a garrafa de água contra o peito como se ela pudesse me proteger.

Blake parece perceber meu silêncio, ou talvez só queira encerrar a conversa, e passa por mim, indo em direção ao quarto.

— Boa noite, Srta. Sinclair.

Ele entra no quarto dele sem esperar resposta, fechando a porta com aquele clique calmo e irritante.

Fico parada no corredor por mais alguns segundos, com o coração batendo forte demais para alguém que só foi pegar água.

Uma parede. Só uma parede entre nós.

A realidade me faz puxar o ar com força. Porque, não importa o quanto eu tente, parece que não vou conseguir escapar dele tão fácil. Nem de dia, nem de noite.

Finalmente entro no meu quarto e fecho a porta, me encostando nela por um segundo, como se precisasse me lembrar onde estou.

— Ridículo, Sophia — resmungo, me afastando da porta. — É só uma parede.

Com um homem irritante, controlador e completamente sem noção de espaço pessoal do outro lado dela.

Caminho até a cama, deixo a garrafa de água na mesa de cabeceira e me jogo debaixo do cobertor, como se isso fosse, de alguma forma, resolver o problema.

Desligo o abajur, fecho os olhos e fico em silêncio… por dois segundos. Logo ouço passos vindo do outro lado.

Depois, o som de algo sendo encostado na parede. Uma porta abrindo, fechando. O leve rangido de madeira.

Prendo a respiração sem perceber.

Sério? Eu realmente estou fazendo isso?

Reviro os olhos no escuro e me viro para o outro lado da cama, puxando o cobertor até o queixo.

— Ignora. Só ignora, Sophia.

Mas não dá.

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