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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 28

Os últimos dias foram… diferentes.

Depois da conversa com Blair na segunda de manhã, aproveitei os poucos minutos que tinha e liguei para o banco, ainda tremendo.

Negociei e consegui pagar uma parte significativa da dívida da casa. O suficiente para impedir o leilão.

Por enquanto.

Guardei mil dólares para emergências, mas… bem, uma parte acabou indo para roupas.

Não por mim, claro. Foi a Tiffany quem praticamente me arrastou para uma loja no Brooklyn na quarta-feira, durante minha tarde de folga.

Ela me avaliou de cima a baixo e foi direta:

— Ivy, eu te amo, mas essas roupas são caipiras demais para Manhattan!

Claro que tentei protestar e argumentar. Mas, no fundo, eu sabia que ela tinha razão.

Já tinha percebido os olhares atravessados dos outros funcionários da casa. Minhas calças jeans desbotadas e blusas simples não combinavam com a elegância silenciosa da mansão.

Então cedi.

Comprei algumas peças básicas, mas nada extravagante, só o suficiente para não parecer que acabei de sair de uma cidadezinha do interior de Ohio.

Mesmo que tenha sido exatamente isso.

— IVY, OLHA! AQUELA CASA TEM LUZES VERMELHAS! — A voz de Oliver me traz de volta à realidade.

Ele pula e aponta para tudo enquanto voltamos do parquinho, após aproveitar algumas horas da tarde desta sexta-feira.

— Estou vendo, astronauta — respondo, sorrindo, enquanto ele puxa minha mão.

— E AQUELA TEM UM BONECO DE NEVE GIGANTE!

Sigo o gesto dele e, de fato, há um boneco de neve inflável exagerado ocupando quase todo o jardim de uma das mansões.

Ele caminha em silêncio por alguns passos, observando tudo ao redor.

— Ivy, a gente pode montar a árvore de Natal lá em casa?

Franzo as sobrancelhas, processando a pergunta.

Árvore de Natal.

Agora que ele mencionou… a mansão Sinclair está completamente neutra. Nenhuma decoração, nenhuma luz.

Nada indica que o Natal esteja a poucos dias de distância.

— Por que você não montou para seus pais? — pergunto, curiosa.

Oliver chuta uma pedrinha na calçada, fazendo um biquinho.

— Eu perguntei pra Blair, mas ela disse que não tem paciência nem tempo pra montar uma árvore.

— E seu pai?

— Ele sempre diz “depois, depois, depois” — Oliver imita a voz grave de Lucas, e não consigo segurar uma risada. — Mas o depois nunca chega!

Meu peito aperta um pouco. É só uma criança de quatro anos pedindo algo simples. Por que eles não conseguem tirar alguns minutos para fazê-lo feliz?

— Vou ver o que posso fazer, tá? — digo, apertando a mão dele.

Ele sorri, animado, e isso é o suficiente para eu decidir que vou fazer acontecer.

De alguma forma.

Assim que chegamos em casa, vou direto procurar a Sra. Mallory. A encontro no corredor do segundo andar, supervisionando a troca dos lençóis.

— Sra. Mallory? — chamo, hesitante, e ela olha por cima do ombro.

— Sim, Srta. Collins?

— Eu… queria saber sobre as decorações de Natal — começo, meio nervosa. — Oliver perguntou se pode montar uma árvore, e eu não soube o que responder.

Ela solta um suspiro baixo.

— Não montamos árvores aqui há anos.

— Por quê?

28. Um Pedido Simples 1

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