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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 29

“Lucas Sinclair”

Desligo o celular e o coloco de volta sobre a mesa, ainda sem acreditar no que acabei de fazer.

Sair do trabalho mais cedo para comprar uma árvore…

Inacreditável.

Passo a mão no rosto, tentando organizar os pensamentos, quando a porta do escritório se abre sem a menor cerimônia.

Owen entra com alguns papéis nas mãos.

— Por que você nunca b**e na porta? — pergunto, seco.

— Nunca parei para pensar nisso — ele responde, se jogando na cadeira à frente da minha mesa. — E não vai ser agora que vou pensar.

Reviro os olhos e pego o telefone para solicitar à minha assistente que reagende meus compromissos.

Quando termino, Owen me encara como se eu tivesse acabado de anunciar que vou largar tudo e virar monge budista.

— O mundo está acabando e eu não fiquei sabendo? — pergunta, irônico. — Você acabou de desmarcar a reunião com o conselho e a ligação com Londres?

— Sim.

Ele cruza os braços, me estudando com aquela expressão analítica de advogado que dá nos nervos.

— Lucas, você nunca sai cedo. Nunca. Então me diz: que porra está acontecendo?

— Vou comprar uma árvore de Natal — respondo, ajeitando o paletó. — Ivy me ligou, disse que o Oliver quer e… eu permiti.

Silêncio.

Owen me encara como se eu tivesse acabado de dizer que vou à Lua.

— Árvore de Natal — murmura, processando. — Você vai sair cedo para… comprar uma árvore de Natal?

— Sim, Owen — respondo, revirando os olhos. — Pelo Oliver. Percebi que já adiei coisas demais com ele.

— Pelo Oliver… — repete, com um sorriso claramente debochado. — Vou fingir que acredito que você não quer só passar tempo com a babá.

— Ótimo, porque não tenho tempo para seus comentários — digo, me levantando. — Preciso ir. Eles já devem estar chegando.

Sigo em direção à saída, e Owen vem atrás até o corredor, ainda com aquele sorriso convencido no rosto.

— Sabe, irmão — ele diz, parando na porta da sala dele. — Quando você finalmente parar de querer resistir ao charme da babá, me avisa. Quero poder dizer “eu avisei”.

— Vai se foder.

Ele ri e entra na sala, enquanto sigo em direção ao elevador. Mas, claro, ele não ia parar por aí.

— Ah, Lucas — chama, colocando a cabeça para fora da porta. — Divirta-se com as compras de Natal.

Levanto o dedo do meio e entro no elevador privativo, encostando na parede espelhada.

Owen está errado. Estou fazendo isso pelo Oliver. Só pelo Oliver.

— Não tem nada a ver com a Ivy — resmungo, ajeitando a gravata. — Nada a ver.

Assim que saio do elevador, ouço a voz de Oliver ecoando pelo saguão.

— PAPAI! PAPAI, A GENTE VAI COMPRAR A ÁRVORE!

Viro a tempo de vê-lo correndo na minha direção, com Ivy logo atrás, tentando alcançá-lo.

— Oliver, espera!

Me abaixo e o pego no colo.

— Oi, campeão.

— OI, PAPAI! Você vai comprar a árvore com a gente? De verdade?

— De verdade, filho.

Ivy finalmente nos alcança, ofegante, com as bochechas coradas pelo esforço e alguns fios ruivos escapando do rabo de cavalo.

— Desculpa — ela diz, ainda recuperando o fôlego. — Ele saiu correndo assim que viu você.

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