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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 31

Os dias após a montagem da árvore passam em uma rotina estranhamente confortável.

Oliver acorda todas as manhãs e corre direto para a sala de estar, como se precisasse confirmar que a árvore ainda está lá, inteira.

Lucas chega tarde todas as noites, mas sempre passa pela sala antes de subir, lançando um olhar rápido para a árvore iluminada.

E eu… evito ficar sozinha com ele.

Não desço mais depois das dez, não circulo pela casa depois que Oliver dorme. Não crio oportunidades para conversas que não deveriam existir.

Porque estou com medo.

Medo de acabar dizendo algo errado. Medo de me trair e acabar me deixando levar pelas minhas vontades. Medo desse emaranhado confuso que se instalou na minha cabeça.

Não entendo que tipo de casamento é esse. Um casamento em que quase não há diálogo, no qual o marido passa o dia fora e a esposa age como se estivesse sozinha no mundo.

Talvez o casamento realmente seja aberto.

Mas, ainda assim, ele é casado.

Minha razão não me deixa esquecer isso.

Mesmo assim, meu coração dispara quando o vejo. Meu rosto esquenta quando ele me olha, quando meus pensamentos me trazem as lembranças do toque dele.

E toda vez, meu estômago se contrai num nó absurdo que não deveria existir.

Porque isso é errado.

Porque eu preciso parar. Preciso me esquecer de vez da noite em que minha boca esteve na dele, mas… por que é tão difícil esquecer disso?

Amanhã é véspera de Natal e estou na sala de brinquedos, ajudando Oliver a montar uma nave espacial de Lego, quando a Sra. Mallory aparece à porta.

— Srta. Collins — diz com sua habitual formalidade. — O Sr. Sinclair gostaria de falar com você. Quando puder.

Meu coração acelera na mesma hora.

— Comigo?

— Sim — ela responde, já se afastando.

Oliver nem levanta o olhar, concentrado demais tentando encaixar uma peça minúscula.

— Astronauta, vou ali rapidinho, tudo bem? — digo, me levantando. — Consegue continuar sozinho?

— CONSIGO! — responde, confiante.

Saio da sala e sigo pelo corredor em direção ao escritório, tentando controlar a ansiedade que sempre surge quando Lucas me chama.

É só trabalho.

Provavelmente algo sobre o Oliver.

Nada demais.

Afinal, ele não vai me demitir assim, quase no Natal… certo?

Paro diante da porta, respiro fundo e bato duas vezes.

— Entre — a voz dele vem grossa do outro lado da porta.

Abro e o encontro atrás da mesa, com a postura impecável de sempre. Ainda assim, há algo diferente em sua expressão. Mais leve.

Talvez seja o espírito de Natal.

— Senta — diz, indicando a cadeira à frente.

— Aconteceu alguma coisa? — pergunto, me sentando. — Fiz algo errado?

— Não, Ivy. Só queria te avisar sobre o Natal.

Solto o ar devagar enquanto ele se recosta na cadeira.

— Vamos passar o Natal na casa que meus pais têm em Greenwich — explica. — Minha irmã, meus pais, tias, primos… todos estarão lá e Oliver vai ficar bem distraído. Então achei melhor te dar folga.

Assinto, absorvendo a informação.

Folga no Natal. Alguns dias longe dele.

Isso deveria ser um alívio… certo?

— Ah… obrigada — digo, um pouco sem jeito. — Eu não esperava.

— Mas… — ele hesita, e é estranho vê-lo hesitar. — Se você pode ir, se quiser.

Levanto o olhar, surpresa.

— Ir?

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