Entrar Via

A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 32

A manhã da véspera de Natal chega com o céu cinzento típico de dezembro.

A neve cai lá fora enquanto dobro as roupas de Oliver e as guardo na mochila em forma de estrela.

— Ivy, posso levar o foguete? — ele pergunta, já segurando o presente que Sophia lhe deu.

— Pode — respondo, sorrindo. — Assim você mostra para todo mundo, que tal?

— ISSO!

Pulando de empolgação, ele coloca o foguete de outra mochila, junto com os outros brinquedos.

— O que mais você quer levar? — pergunto, fechando o zíper. — Já terminei aqui.

Ele para, pensando seriamente.

— Posso levar o Homem-Aranha? — pergunta, com os olhinhos brilhando. — O vovô vai adorar conhecer ele.

Meu coração aperta com a ideia. Deixá-lo levar o boneco do Liam seria passar o Natal oficialmente soz…

— E ele também vai me fazer lembrar de você, Ivy — ele completa, usando chantagem emocional sem o menor pudor.

Suspiro, mordendo o lábio para conter as lágrimas, e assinto.

— Você promete cuidar bem dele?

— Prometo! — diz, cruzando os dedos. — Juro juradinho!

— Então pode levar.

Oliver praticamente voa até meu quarto e volta pouco depois, segurando o boneco. Com todo cuidado, ele o guarda na mochila e fecha o zíper.

— Prontinho! — exclama, colocando a mochila nas costas. — Ivy, por que você não vai comigo?

— Já falamos sobre isso, lembra? — digo, me abaixando na frente dele. — Vou passar o Natal com uma amiga. E você vai se divertir tanto lá que nem vai sentir minha falta.

— VOU SIM!

— Eu também vou sentir sua falta — respondo, sorrindo. — Mas é só por um pouquinho, tá? Quando você voltar, a gente brinca de novo.

Ele faz um biquinho contrariado, mas acaba concordando.

Ouço passos no corredor e, segundos depois, Blair surge à porta.

A loira veste um casaco de pele branco, a bolsa pendurada no braço e uma expressão que praticamente grita “não queria ir, mas não tenho escolha”.

— Oliver, vamos — ela diz, sem nem olhar para mim. — O motorista está esperando.

Oliver assente e me lança um último olhar, enquanto Blair pega a mochila com as roupas.

— Feliz Natal, Ivy.

— Feliz Natal, astronauta — murmuro, sentindo o aperto no peito aumentar.

Ele sai correndo pelo corredor e Blair o segue sem dizer uma palavra.

Sem um “Feliz Natal”. Sem um “obrigada por arrumar as coisas dele”.

Sem nada, claro.

Ouço as vozes deles descendo as escadas e, pouco depois… silêncio.

Volto para o meu quarto e pego o celular da mesinha de cabeceira.

Há uma mensagem de Tiffany.

“IVY! Última chance! Minha avó está fazendo peru recheado e guardou seu lugar na mesa. Vem para Ohio! Ainda dá tempo!”

Fico encarando a mensagem por um longo momento.

Eu poderia ter ido. Isso me impediria de passar o Natal sozinha.

Mas a ideia de voltar para Ohio, de estar tão perto da minha antiga casa, de ver tudo aquilo de novo, de lembrar da minha mãe, do sumiço de Liam, me paralisa.

As memórias e a dor ainda estão muito frescas.

Respiro fundo e respondo.

“Oi, Tiff! Adoraria ir, mas realmente não deu. Se divirta com a sua família e não esquece de me mandar fotos da torta de maçã da sua avó. Feliz Natal!”

Bloqueio o celular e o jogo sobre a cama.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO