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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 290

As semanas passaram depressa demais.

Sofia já não era a mesma garota tímida que entrou na MonteiroCorp semanas atrás. Agora, entrava nos corredores com pasta na mão, postura confiante e aquele brilho novo nos olhos — o brilho de quem tinha encontrado seu caminho.

No entanto… decisões difíceis também chegam com dias importantes.

Hoje era o dia de se despedir oficialmente do grupo Monteiro.

Eloise abraçou Sofia tão apertado que até atrapalhou a respiração.

— Eu tô tão feliz por você… — disse com a voz embargada. — E tão triste ao mesmo tempo.

Sofia riu.

— Elô…

— É sério! — Eloise insistiu. — Eu sempre soube que você ia brilhar, mas ver acontecendo assim… dá orgulho demais. Você é como nossa irmã mais nova.

Sofia respirou fundo para não chorar.

Foi quando Nathalia se intrometeu, cruzando os braços:

— Só não pode me abandonar e me deixar morando sozinha! Juro que eu te puxo de volta pelo cabelo se inventar moda!

Sofia riu e a abraçou também.

O elevador apitou.

As portas abriram.

Emma e Laís apareceram como duas fofoqueiras profissionais entrando em cena.

— Pera, pera, pera… — Emma disse, já abrindo os braços. — Eu vim DAR MEU ABRAÇO porque me recusoooo a aceitar que o nosso café na copa vai perder a sensatez da Sofia! Não aceito! Não aceito!

Sofia riu enquanto era praticamente esmagada por Emma e Laís ao mesmo tempo.

Elas ficaram ali, juntas, num abraço que parecia querer pausar o tempo.

— Eu amo vocês. — Sofia murmurou, sentindo o peito apertar gostoso.

— A gente também te ama sua ruivinha cheia de juízo. — Emma respondeu.

___

No escritório de Dante, Sofia brilhava mais a cada dia.

A mãe já tinha perguntado TRÊS vezes quando ela levaria Thomas para conhecer a família.

O irmão fofoqueiro contou tudo para os pais.

Mas Sofia evitava.

Ela sabia dos julgamentos.

Sabia das ideias rígidas.

Sabia das críticas que viriam.

E Thomas… era diferente demais do que os pais dela idealizavam.

Só pensar nisso já deixava o estômago dela apertado.

___

A véspera do grande dia chegou.

Sofia estava no ateliê onde Eloise, Emma, Laís e Nathalia estavam organizando detalhes dos vestidos e terno para o casamento.

Eloise estava radiante — e hormonal.

— Amanhã é o grande dia… — Sofia disse, segurando o braço da amiga. — Como você tá se sentindo, Elô?

Eloise se abanou com a mão.

— Ai, eu tô me segurando pra não chorar toda hora! E o pior é dormir longe do meu homem hoje! — fez bico, dramática.

Laís jogou uma almofada nela.

— Fica quieta, grávida fogosa!

Todas riram.

Sofia verificou o relógio.

— Preciso ir, meninas. Vou levar o terno do Thomas na delegacia antes de ir pra casa e tenho muito trabalho ainda hoje.

Emma estreitou os olhos como uma tia intrometida.

— Olha ela, toda apaixonada! Minha filha cresceu!

Sofia riu e mandou um beijo no ar, indo embora.

___

A delegacia estava movimentada.

Policiais entrando e saindo, rádios chiando, papelada, telefone tocando.

Sofia seguiu direto para a sala de Thomas com a mochila nas costas e o terno dele perfeitamente dobrado nos braços.

Ela bateu duas vezes e abriu.

— Thomas, eu só vim trazer o seu—

A frase MORREU na boca dela.

Bruna estava lá.

Sentada na mesa dele.

Pernas cruzadas.

A camisa alinhada demais.

A postura… confortável demais.

A confiança… alta demais.

E o olhar?

Direcionado demais.

E Thomas estava de pé, perto demais.

Sofia congelou por um segundo.

Bruna virou o rosto, analisando Sofia dos pés à cabeça, e abriu um sorriso educado, porém… calculado.

— Oi, Sofia. — ela disse.

Sofia engoliu seco.

Thomas deu um passo na direção dela.

— Oi, ruivinha. — disse, como se tudo estivesse normal.

Mas logo percebeu.

O jeito que Sofia ficou rígida.

O olhar dela fugindo da cena.

A tensão no maxilar.

Ciúme.

Machucado.

A primeira faísca de insegurança.

— Deixa eu explicar — Thomas começou.

Sofia levantou a mão imediatamente.

— Não precisa explicar. — disse rápido. — Eu só vim trazer o seu terno.

Ela entregou o cabide com tanta pressa que quase o deixou cair.

Bruna levantou-se da mesa, pegando uma pasta.

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