Assim que saiu da Royal, Nathália entrou em um táxi.
O celular vibrou quase imediatamente.
Ela atendeu.
— Onde você está? — a voz de Agatha veio direta.
— Oi… estou indo pra empresa. — respondeu.
Do outro lado da linha, Ana gritou ao fundo:
— Natháliaaaa!
Ela sorriu de leve.
— Desculpa… eu esqueci. Em dez minutos eu chego. Talvez quinze.
— Melhor a gente se encontrar no shopping. — Agatha sugeriu. — Acho que facilita pra todo mundo. O que acha?
Nathália olhou pela janela do carro.
— Ok. — concordou. — É melhor mesmo.
Desligou.
Encostou a cabeça no vidro e respirou fundo.
Abriu o aplicativo de mensagens.
No grupo das meninas, digitou:
> "SOS. Preciso de vocês."
Sofia foi a primeira a responder:
> "Se foi presa, não fala nada até eu chegar."
Nathália respondeu na hora:
> "Pra hoje, só falta isso."
Emma mandou um emoji rindo.
Lais escreveu:
> "O que aconteceu?"
Eloise apareceu logo em seguida:
> "Estou pronta. Onde é o incêndio?"
Nathália digitou:
> "Vejo todas vocês no shopping em 15 minutos. No máximo 20."
Lais respondeu:
> "Impossível, senhora."
Nathália arqueou a sobrancelha, mesmo sozinha no táxi.
> "Lais está sumida. Lais nunca pode. O que tá acontecendo?"
> "Muito trabalho." — veio a resposta seca.
> "Não aceito."
Nathália digitou.
> "Então todas agora no shopping."
Alana entrou na conversa:
> "Mas o que tem de tão urgente no shopping?"
Eloise rebateu:
> "Se for roupa para o baile, vem aqui em casa."
Nathália respirou fundo antes de responder:
> "Minhas meias-irmãs estão me esperando no shopping. Eu não consigo fazer isso sozinha."
A resposta de Eloise veio quase imediata:
> "Merda. Por que você não avisou antes? Em 20 minutos chego."
Lais mandou:
> "Vou tentar sair agora."
Sofia:
> "Quinze minutos chego."
Alana:
> "Tô longe uns 30 minutos. Mesmo assim, vou."
Emma apareceu por último:
> "Se eu não for, tem problema?"
Nathália sorriu.
> "Emma Rocha, pode vir."
Emma respondeu com um emoji entediado.
Ela sabia.
Assim que as meninas a vissem, perceberiam.
Algo estava errado.
Mas ainda não era o momento de falar.
Ainda não.
Quando Nathália chegou ao shopping, as meias-irmãs já estavam lá, esperando perto da entrada.
Ana foi a primeira a falar.
— Até que enfim. — cruzou os braços, fingindo impaciência. — Não sabia que você era atrasada.
Anabela soltou uma risada baixa.
Nathália abriu um sorriso meio sem graça.
— Eu esqueci. — confessou. — Quase nunca me atraso.
— Quase nunca. — Agatha repetiu, rindo. — Vamos entrar.
Nathália deu um passo atrás.
— Calma. Eu convidei minhas amigas. — explicou. — Vocês vão adorar.
Agatha observou Nathália por um segundo, depois olhou para Ana e Anabela antes de falar, com cuidado.
— Nathália… calma. — disse gentil. — A gente não morde. É tudo novo pra você… mas pra nós também.
Fez um gesto leve com a mão.
— Talvez ache que para gente seja mais fácil, por sermos três irmãs. Mas nunca imaginamos… uma meia-irmã surgindo assim, do nada.
Anabela assentiu.
— É novo pra nós também. — completou. — E não precisa ser forçado. Não precisamos começar com rótulo nenhum. Podemos começar como colegas. Conhecidas que estão se aproximando.
Ana concordou.
— Isso. — disse. — Conhecidas. Sem pressão.
Nathália soltou o ar devagar.
— Tá bom… — disse. — Eu chamei as meninas porque tô apavorada. Vocês são ricas… eu pensei que fossem mimadas. — fez uma careta. — Desculpa.
Agatha caiu na risada.
— Que desaforo. — disse divertida. — Nós, mimadas?
Olhou para as irmãs e depois voltou para Nathália.
— Filha do Jorge Lemann… — balançou a cabeça. — Dá pra ver que você realmente não conhece nosso pai.
As três riram juntas.
— CHEGUEI! — anunciou. — E já aviso que se isso virar drama, eu vou pedir uma bebida forte.
Emma se aproximou rápido de Alana, como se quisesse desviar o foco.
— Você demorou cunhada. — disse, puxando conversa. — Pensei que não vinha.
Nathália observou.
Guardou.
Agatha bateu palmas de leve.
— Muito bem. — disse animada. — Agora que todo mundo chegou… eu acho né.
Todas olharam.
— Tem mais amigas chegando pra salvar vocês da convivência com as irmãs… — apontou para si, Ana e Anabela — ou já podemos começar oficialmente a tarde de compras?
Ana inclinou a cabeça, fingindo cálculo.
— Pensando bem… cinco contra três. — deu de ombros. — Vocês pensaram bem antes de aceitar isso, talvez a gente que não pensou.
Todas caíram na risada.
— A gente gosta de emoção. — Eloise respondeu. — E de cartão de crédito alheio.
— Ei! — Agatha fingiu indignação. — Calma lá.
— Brincadeira. — Sofia completou. — Ou não.
Riram de novo.
O clima estava… fácil.
Natural.
Eloise se inclinou para Nathália enquanto as outras levantavam.
— Elas parecem legais. — sussurrou. — Um pouco assustadoras, mas legais. Acho que dá pra dar uma chance.
Nathália balançou a cabeça, sorrindo de canto.
— São arrogantes. — murmurou de volta. — Mas eu prometi dar uma chance.
Eloise arqueou a sobrancelha.
— Olha ela… madura.
— Não se acostuma. — respondeu, rindo.
E assim, sem grandes discursos…
sem expectativas exageradas…
a tarde das meninas começou.
Lojas.
Provadores.
Sapatos jogados no chão.
Comentários maldosos sobre roupas feias.
Elogios sinceros.
Risos altos demais.
E, no meio de tudo isso, Nathália percebeu algo novo crescer.
Não certeza.
Não confiança total.
Mas a sensação de que…
talvez…
ela não estivesse tão sozinha quanto pensava.
E, às vezes…
isso já era mais do que suficiente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...