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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 486

Ao chegar à recepção do prédio, Lais endireitou os ombros e seguiu em frente. O ambiente era elegante, silencioso, organizado demais. Tudo ali gritava controle — o tipo de lugar onde nada acontecia sem aviso, sem horário, sem autorização. Ainda assim, ela seguiu em frente, mantendo a postura firme enquanto se aproximava do balcão.

— Bom dia. Eu vim falar com o Heitor Reis.

A assistente levantou os olhos lentamente, analisando Lais de cima a baixo antes de responder com um tom profissional, mas distante:

— A senhora tem horário marcado?

Lais segurou a paciência.

— Não. Mas pode avisar que é a Lais. Ele vai me atender.

A mulher manteve a expressão neutra, quase fria.

— Infelizmente, não posso autorizar a subida sem agendamento prévio.

Lais soltou o ar pelo nariz, já irritada.

— Já falei que vou ver o Heitor Reis. Liga para o assistente dele.

— Não posso — repetiu a funcionária, firme.

Por um segundo, Lais apenas a encarou, contendo a vontade de discutir. Revirou os olhos discretamente, cruzando os braços.

Foi então que uma voz conhecida surgiu ao lado.

— Tia Lais?

Ela virou o rosto na mesma hora, surpresa, e abriu um sorriso.

— Henrique!

O garoto se aproximou animado, e ela o puxou para um abraço rápido.

— Oi, garotão. Como você tá?

— Tô bem — respondeu ele, sorrindo. — Você veio ver o tio Heitor?

Lais soltou uma risada leve, apontando com o olhar para a recepção.

— Tô tentando.

Henrique acompanhou o olhar dela e entendeu na hora. Então se virou para a assistente, assumindo uma postura que, por um segundo, lembrou muito o próprio Heitor.

— Você sabia que essa linda mulher é a namorada do meu tio?

A funcionária piscou, claramente surpresa.

— E você sabe quem é o meu tio, né? — completou ele, com um leve tom de provocação.

O constrangimento foi imediato.

— Desculpa… a senhora poderia ter informado — disse a mulher, já pegando um crachá. — Pode subir.

Entregou o acesso para Lais com um sorriso forçado.

— Obrigada — respondeu Lais, com um leve sorriso de canto.

Ela segurou a mão de Henrique, e os dois seguiram em direção ao elevador.

Assim que as portas se fecharam, ela virou o rosto para ele, arqueando a sobrancelha.

— Sério? Namorada?

Henrique riu, sem o menor peso.

— Mais cedo ou mais tarde vocês vão ser.

— Só nos seus sonhos — respondeu ela, cruzando os braços.

— Nos meus, no do meu tio, da minha mãe… da minha avó — ele rebateu, contando nos dedos.

Lais balançou a cabeça, rindo.

— Tá bom, tá bom, garoto.

O elevador parou, e as portas se abriram.

Ela saiu primeiro, ajustando a postura, enquanto Henrique ficou logo atrás.

— Vou dar uma volta — disse ele, já se afastando. — Deixo meu tio aproveitar a sala com você.

Lais virou na hora.

— Henrique Reis…

O tom veio firme, mas sem perder o humor.

— Olha o respeito.

Ele só riu, entrando novamente no elevador antes que ela pudesse falar mais alguma coisa.

E, quando as portas se fecharam…

Lais ficou sozinha no corredor.

Sentiu o coração acelerar.

Lais parou por um segundo diante da porta, respirando fundo antes de bater. Não era nervosismo — ou pelo menos foi o que tentou convencer a si mesma —, mas havia algo diferente ali. Talvez fosse a decisão que tinha tomado. Ou talvez… fosse ele.

— Pode entrar.

A voz de Heitor veio firme do outro lado.

Ela girou a maçaneta e entrou.

O assistente, que estava ao lado da mesa, levantou-se imediatamente.

— Senhor, a senhorita Lais…

— Pode deixar — Heitor interrompeu, sem tirar os olhos dela.

O assistente assentiu e saiu da sala, fechando a porta atrás de si.

O silêncio que ficou foi diferente.

Mais carregado.

Heitor recostou-se na cadeira, cruzando os braços, analisando-a com um sorriso que já dizia tudo.

— Sem avisar… — comentou, com leve ironia. — Tô começando a achar que você gosta de me surpreender.

Lais deu alguns passos para dentro, mantendo a postura firme.

De novo.

O olhar dela encontrou o dele, o coração acelerando sem permissão.

— Heitor… — começou, mas a voz falhou levemente.

— Você entrou na minha sala… — ele murmurou, próximo demais. — achando que eu ia me comportar?

Ela soltou um meio sorriso, desafiando.

— Eu não disse isso também.

E foi o suficiente.

Ele não esperou mais.

A boca dele encontrou a dela em um beijo direto, intenso, sem espaço para dúvidas. Não havia pressa, mas também não havia delicadeza demais — era firme, seguro, carregado de tudo o que eles insistiam em não nomear.

As mãos dele continuavam na cintura dela, mantendo-a ali, como se não existisse outro lugar possível.

E, por um instante…

o mundo lá fora simplesmente deixou de existir.

Ele se afastou apenas o suficiente para olhar nos olhos dela, a respiração ainda misturada com a dela, o olhar mais escuro do que o normal.

— Então, oficialmente... somos amigos coloridos? — ele murmurou, a voz vibrando rente ao rosto dela.

Laís soltou uma risada baixa, sentindo a adrenalina percorrer o sangue.

— Amigos coloridos, então.

Mas não havia nada de leve no que veio depois.

O beijo que selou aquele acordo foi intenso, profundo, completamente fora de qualquer definição de “amizade”. Foi uma colisão de línguas famintas, um beijo quente que roubou o ar dos pulmões dela. Heitor não perdeu tempo. Com uma das mãos firme na nuca dela, a outra desceu para o decote do vestido, puxando o tecido com força para baixo até que a renda do sutiã não passasse de um detalhe inútil.

Ele mergulhou o rosto entre os seios dela, deixando o rastro de sua barba roçar na pele sensível, antes de subir para o pescoço, onde deixou mordidas possessivas que certamente deixariam marcas. O corpo dela respondeu sem hesitar, aproximando-se ainda mais, como se não existisse espaço suficiente entre os dois.

Com um movimento ágil, ele libertou os seios de Laís completamente.

— Você é deliciosa — ele rosnou, antes de envolver um dos mamilos com a boca, sugando e mordiscando com uma intensidade que fez Laís arquear as costas, os dedos cravando-se nos ombros largos dele.

Enquanto sua boca trabalhava com vontade nos seios dela, a mão de Heitor desceu pelo ventre, mergulhando por baixo da saia. Ele encontrou a calcinha de renda já encharcada, denunciando o estado dela. Com dois dedos, ele começou a acariciar a parte mais sensível, um movimento circular e preciso que a fazia tremer.

— Assim, Heitor... — ela gemeu baixo, a cabeça jogada para trás, os olhos cerrados.

Ele respondeu aumentando a pressão. Os dedos dele entravam e saíam de forma rítmica, explorando a umidade profunda, enquanto o polegar não dava descanso ao seu clitóris. O som da respiração pesada dele misturado aos gemidos dela preenchia o escritório.

— Quero ouvir você — ele pediu, a voz rouca de desejo. — Quero que sinta o que eu vou fazer agora.

Heitor se afastou dos seios dela e, com um movimento decidido, ajoelhou-se entre as pernas abertas de Laís. Ele afastou a lingerie para o lado e a encarou por um segundo antes de se entregar àquela intimidade.

A língua dele era experiente, traçando movimentos lentos e profundos que faziam Laís perder o contato com a realidade. Ela segurou o topo da cabeça dele, puxando-o contra si, enquanto os quadris dela buscavam desesperadamente por mais. A cada estocada da língua dele, o prazer subia como uma onda elétrica.

— Heitor... eu vou... vou gozar! — o aviso veio entre dentes, um grito sufocado.

O orgasmo a atingiu com força total, uma explosão que fez suas pernas tremerem violentamente. Heitor não parou até que o último espasmo diminuísse. Ele se levantou lentamente, um sorriso vitorioso no rosto, enquanto passava a língua pelos lábios, limpando o rastro do prazer dela.

— É — ele disse, a voz ainda carregada de tesão, observando-a recuperar o fôlego. — Esse tipo de amizade eu posso manter por muito tempo.

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