Ao chegar à recepção do prédio, Lais endireitou os ombros e seguiu em frente. O ambiente era elegante, silencioso, organizado demais. Tudo ali gritava controle — o tipo de lugar onde nada acontecia sem aviso, sem horário, sem autorização. Ainda assim, ela seguiu em frente, mantendo a postura firme enquanto se aproximava do balcão.
— Bom dia. Eu vim falar com o Heitor Reis.
A assistente levantou os olhos lentamente, analisando Lais de cima a baixo antes de responder com um tom profissional, mas distante:
— A senhora tem horário marcado?
Lais segurou a paciência.
— Não. Mas pode avisar que é a Lais. Ele vai me atender.
A mulher manteve a expressão neutra, quase fria.
— Infelizmente, não posso autorizar a subida sem agendamento prévio.
Lais soltou o ar pelo nariz, já irritada.
— Já falei que vou ver o Heitor Reis. Liga para o assistente dele.
— Não posso — repetiu a funcionária, firme.
Por um segundo, Lais apenas a encarou, contendo a vontade de discutir. Revirou os olhos discretamente, cruzando os braços.
Foi então que uma voz conhecida surgiu ao lado.
— Tia Lais?
Ela virou o rosto na mesma hora, surpresa, e abriu um sorriso.
— Henrique!
O garoto se aproximou animado, e ela o puxou para um abraço rápido.
— Oi, garotão. Como você tá?
— Tô bem — respondeu ele, sorrindo. — Você veio ver o tio Heitor?
Lais soltou uma risada leve, apontando com o olhar para a recepção.
— Tô tentando.
Henrique acompanhou o olhar dela e entendeu na hora. Então se virou para a assistente, assumindo uma postura que, por um segundo, lembrou muito o próprio Heitor.
— Você sabia que essa linda mulher é a namorada do meu tio?
A funcionária piscou, claramente surpresa.
— E você sabe quem é o meu tio, né? — completou ele, com um leve tom de provocação.
O constrangimento foi imediato.
— Desculpa… a senhora poderia ter informado — disse a mulher, já pegando um crachá. — Pode subir.
Entregou o acesso para Lais com um sorriso forçado.
— Obrigada — respondeu Lais, com um leve sorriso de canto.
Ela segurou a mão de Henrique, e os dois seguiram em direção ao elevador.
Assim que as portas se fecharam, ela virou o rosto para ele, arqueando a sobrancelha.
— Sério? Namorada?
Henrique riu, sem o menor peso.
— Mais cedo ou mais tarde vocês vão ser.
— Só nos seus sonhos — respondeu ela, cruzando os braços.
— Nos meus, no do meu tio, da minha mãe… da minha avó — ele rebateu, contando nos dedos.
Lais balançou a cabeça, rindo.
— Tá bom, tá bom, garoto.
O elevador parou, e as portas se abriram.
Ela saiu primeiro, ajustando a postura, enquanto Henrique ficou logo atrás.
— Vou dar uma volta — disse ele, já se afastando. — Deixo meu tio aproveitar a sala com você.
Lais virou na hora.
— Henrique Reis…
O tom veio firme, mas sem perder o humor.
— Olha o respeito.
Ele só riu, entrando novamente no elevador antes que ela pudesse falar mais alguma coisa.
E, quando as portas se fecharam…
Lais ficou sozinha no corredor.
Sentiu o coração acelerar.
Lais parou por um segundo diante da porta, respirando fundo antes de bater. Não era nervosismo — ou pelo menos foi o que tentou convencer a si mesma —, mas havia algo diferente ali. Talvez fosse a decisão que tinha tomado. Ou talvez… fosse ele.
— Pode entrar.
A voz de Heitor veio firme do outro lado.
Ela girou a maçaneta e entrou.
O assistente, que estava ao lado da mesa, levantou-se imediatamente.
— Senhor, a senhorita Lais…
— Pode deixar — Heitor interrompeu, sem tirar os olhos dela.
O assistente assentiu e saiu da sala, fechando a porta atrás de si.
O silêncio que ficou foi diferente.
Mais carregado.
Heitor recostou-se na cadeira, cruzando os braços, analisando-a com um sorriso que já dizia tudo.
— Sem avisar… — comentou, com leve ironia. — Tô começando a achar que você gosta de me surpreender.
Lais deu alguns passos para dentro, mantendo a postura firme.
De novo.
O olhar dela encontrou o dele, o coração acelerando sem permissão.
— Heitor… — começou, mas a voz falhou levemente.
— Você entrou na minha sala… — ele murmurou, próximo demais. — achando que eu ia me comportar?
Ela soltou um meio sorriso, desafiando.
— Eu não disse isso também.
E foi o suficiente.
Ele não esperou mais.
A boca dele encontrou a dela em um beijo direto, intenso, sem espaço para dúvidas. Não havia pressa, mas também não havia delicadeza demais — era firme, seguro, carregado de tudo o que eles insistiam em não nomear.
As mãos dele continuavam na cintura dela, mantendo-a ali, como se não existisse outro lugar possível.
E, por um instante…
o mundo lá fora simplesmente deixou de existir.
Ele se afastou apenas o suficiente para olhar nos olhos dela, a respiração ainda misturada com a dela, o olhar mais escuro do que o normal.
— Então, oficialmente... somos amigos coloridos? — ele murmurou, a voz vibrando rente ao rosto dela.
Laís soltou uma risada baixa, sentindo a adrenalina percorrer o sangue.
— Amigos coloridos, então.
Mas não havia nada de leve no que veio depois.
O beijo que selou aquele acordo foi intenso, profundo, completamente fora de qualquer definição de “amizade”. Foi uma colisão de línguas famintas, um beijo quente que roubou o ar dos pulmões dela. Heitor não perdeu tempo. Com uma das mãos firme na nuca dela, a outra desceu para o decote do vestido, puxando o tecido com força para baixo até que a renda do sutiã não passasse de um detalhe inútil.
Ele mergulhou o rosto entre os seios dela, deixando o rastro de sua barba roçar na pele sensível, antes de subir para o pescoço, onde deixou mordidas possessivas que certamente deixariam marcas. O corpo dela respondeu sem hesitar, aproximando-se ainda mais, como se não existisse espaço suficiente entre os dois.
Com um movimento ágil, ele libertou os seios de Laís completamente.
— Você é deliciosa — ele rosnou, antes de envolver um dos mamilos com a boca, sugando e mordiscando com uma intensidade que fez Laís arquear as costas, os dedos cravando-se nos ombros largos dele.
Enquanto sua boca trabalhava com vontade nos seios dela, a mão de Heitor desceu pelo ventre, mergulhando por baixo da saia. Ele encontrou a calcinha de renda já encharcada, denunciando o estado dela. Com dois dedos, ele começou a acariciar a parte mais sensível, um movimento circular e preciso que a fazia tremer.
— Assim, Heitor... — ela gemeu baixo, a cabeça jogada para trás, os olhos cerrados.
Ele respondeu aumentando a pressão. Os dedos dele entravam e saíam de forma rítmica, explorando a umidade profunda, enquanto o polegar não dava descanso ao seu clitóris. O som da respiração pesada dele misturado aos gemidos dela preenchia o escritório.
— Quero ouvir você — ele pediu, a voz rouca de desejo. — Quero que sinta o que eu vou fazer agora.
Heitor se afastou dos seios dela e, com um movimento decidido, ajoelhou-se entre as pernas abertas de Laís. Ele afastou a lingerie para o lado e a encarou por um segundo antes de se entregar àquela intimidade.
A língua dele era experiente, traçando movimentos lentos e profundos que faziam Laís perder o contato com a realidade. Ela segurou o topo da cabeça dele, puxando-o contra si, enquanto os quadris dela buscavam desesperadamente por mais. A cada estocada da língua dele, o prazer subia como uma onda elétrica.
— Heitor... eu vou... vou gozar! — o aviso veio entre dentes, um grito sufocado.
O orgasmo a atingiu com força total, uma explosão que fez suas pernas tremerem violentamente. Heitor não parou até que o último espasmo diminuísse. Ele se levantou lentamente, um sorriso vitorioso no rosto, enquanto passava a língua pelos lábios, limpando o rastro do prazer dela.
— É — ele disse, a voz ainda carregada de tesão, observando-a recuperar o fôlego. — Esse tipo de amizade eu posso manter por muito tempo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...