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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 497

A segunda-feira começou diferente.

Ou, pelo menos, Lais decidiu que seria.

Ela acordou cedo, antes mesmo do despertador, e ficou alguns segundos encarando o teto, respirando fundo, como se estivesse reunindo forças que ainda não sabia se tinha. O corpo ainda estava cansado, a mente ainda pesada… ainda assim, havia uma decisão ali.

Ela não podia continuar daquele jeito.

Não por ela.

E nem pelo que agora carregava.

Levantou-se devagar, seguiu até o banheiro e deixou a água cair sobre o corpo por mais tempo do que o habitual. Não era só um banho — era uma tentativa silenciosa de se limpar de tudo que tinha ficado nos últimos dias.

Quando saiu, escolheu uma roupa simples, mas arrumada. Fez uma maquiagem leve, o suficiente para esconder o cansaço sem apagar quem ela era.

Se olhou no espelho.

— Primeiro passo… eu preciso de um emprego — murmurou, mais para si mesma do que para qualquer outra coisa.

A mão desceu automaticamente até a barriga.

Um gesto leve.

Mas cheio de significado.

Respirou fundo.

E saiu do quarto.

Na cozinha, o cheiro de café já preenchia o ambiente.

Laila estava ali, como sempre, concentrada no que fazia.

— Bom dia, irmã — disse Lais, entrando.

Laila levantou o olhar.

E, por um segundo, sorriu de verdade.

— Bom dia… — respondeu, observando melhor. — Que bom te ver assim. De pé… e linda.

Lais deu um pequeno sorriso.

— Preciso reagir.

Laila assentiu, satisfeita.

— Então começa comendo.

Apontou para a mesa.

— Antes de qualquer plano.

Lais se aproximou, pegou um pedaço de bolo e deu uma mordida.

Fechou os olhos por um instante.

— Tá divino… — comentou. — Gostei de ver você assim.

Laila riu.

— Eu sempre fui assim.

— Não… — Lais negou, ainda sorrindo. — Você tá mais leve.

O clima ficou confortável.

Simples.

Mas, como tudo naquela casa ultimamente… havia coisas que ainda precisavam ser ditas.

Lais apoiou o copo na mesa e olhou para a irmã.

— Laila… o que o Henrique estava fazendo aqui aquele dia?

Laila travou por um segundo.

Só um.

Lais percebeu.

— Da onde vocês se conhecem?

Laila desviou o olhar, mexendo distraidamente na xícara.

— Da faculdade… — respondeu, tentando parecer casual. — Nossas turmas fizeram um trabalho juntas e… a gente acabou conversando.

Fez uma pausa.

— Eu não sabia que ele era sobrinho do Heitor.

Lais assentiu lentamente.

— Entendi…

Mas antes que ela pudesse continuar, Laila completou, mais rápida:

— Mas fica tranquila. Já terminei qualquer coisa que tinha.

Lais franziu a testa.

— Oxi… por quê?

Laila cruzou os braços, mais firme.

— Porque ele é sobrinho do Heitor.

O silêncio veio.

Breve.

Mas suficiente.

— E o que isso tem a ver? — Lais perguntou, sem entender.

Laila soltou o ar.

— Eu não sei exatamente o que aquele homem fez… mas ele fez algo pra você. E, sinceramente? Se o tio é um canalha…

Deu de ombros.

— O sobrinho também deve ser.

Lais balançou a cabeça na mesma hora.

— Não, não… — disse, com convicção. — O Henrique é um menino bom. Educado. Adorável.

O olhar suavizou.

— A mãe dele… a avó… são pessoas incríveis.

Fez uma pausa.

— Ninguém deve ser julgado pelas atitudes do falecido.

Laila arqueou uma sobrancelha.

— Falecido?

Lais soltou um pequeno sorriso.

— Pra mim, é.

As duas riram.

Leve.

Rápido.

Mas sincero.

Lais voltou a encarar a irmã.

— Mas é sério… se você gosta do Henrique, dá uma chance de conhecer ele de verdade.

Laila mordeu o lábio, pensativa.

— Eu gosto… — admitiu, mais baixo. — Mas acho que peguei pesado.

Lais se aproximou um pouco mais.

— Às vezes, pedir desculpa já resolve metade do problema.

Fez uma pausa.

— O resto… vocês constroem.

Laila assentiu devagar.

Guardando aquilo.

— Vou pensar.

Lais sorriu.

Deu um beijo na testa da irmã e a abraçou.

— Agora eu preciso ir.

Pegou a bolsa.

— Vou procurar emprego. Me deseja sorte.

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