Na manhã seguinte, o apartamento ainda estava mergulhado naquele silêncio típico de depois de uma noite longa. A luz do dia já entrava pelas frestas da janela, suave, quase tímida, iluminando a sala onde Sofia e Alana ainda ocupavam o sofá, meio acordadas, meio rendidas ao cansaço.
A porta se abriu devagar.
Laila entrou na ponta dos pés, tentando não fazer barulho, equilibrando uma cesta grande nas mãos. O plano era simples: passar direto, deixar aquilo na cozinha e desaparecer antes que alguém notasse.
Mas ela esqueceu de um detalhe importante.
Sofia.
— Bom dia — disse, levantando-se devagar, a voz ainda rouca de sono, mas atenta o suficiente para perceber qualquer movimento suspeito.
Laila congelou por um segundo antes de forçar um sorriso.
— Bom dia… desculpa, não queria acordar ninguém.
— Nada — respondeu Sofia, já se espreguiçando — já está na hora da gente levantar mesmo.
Ela cutucou Alana, que abriu os olhos com dificuldade, ainda processando onde estava.
Foi então que o olhar de Sofia desceu para as mãos de Laila.
E parou.
— O que é isso?
Laila seguiu o olhar dela e, sem alternativa, caminhou até a cozinha, apoiando a cesta no balcão.
— Mandaram entregar pra Lais.
Alana soltou um “hummm” arrastado, ainda sonolenta, mas claramente interessada.
Nesse momento, Lais apareceu na sala, com o cabelo preso de forma despretensiosa e o rosto ainda marcado pelo sono.
— Bom dia…
Se aproximou de Laila para dar um beijo rápido e, logo em seguida, seus olhos caíram sobre a cesta.
— O que é isso?
— Mandaram pra você — respondeu Alana, apoiando o queixo na mão, já mais desperta.
Lais se aproximou, curiosa, e pegou o cartão com cuidado, lendo rapidamente.
Antes que pudesse reagir, Eloise, Nathalia e Emma apareceram atrás dela, completando o cenário.
— Bom dia, meninas — disse Nathalia, animada demais para quem tinha dormido tão pouco.
— Dormiram bem? — perguntou Eloise, observando o estado geral do grupo.
Algumas responderam com um simples aceno de cabeça.
Laila, já mais à vontade, pegou um copo na cozinha e abriu a geladeira.
— Ontem teve festa do pijama? — comentou, rindo — achei que gente da meia-idade não fazia mais isso.
Eloise virou o rosto devagar, com um sorriso irônico.
— Olha como ela é engraçadinha…
— E podemos saber onde a senhorita passou a noite? — completou Nathalia, cruzando os braços.
Lais passou por ela rindo, já começando a organizar a mesa, mas Eloise percebeu um detalhe importante: o cartão desaparecendo discretamente dentro do bolso do roupão.
Guardado rápido demais para ser apenas um gesto sem importância.
Laila tomou um gole de água e respondeu, tentando manter a naturalidade:
— A Lais sabe.
— Mas eu não — rebateu Nathalia na mesma hora.
Laila riu, mas acabou cedendo.
— Fui fazer um trabalho… sabia que ia até tarde, então dormi por lá. A Lais conhece minha amiga.
O clima ainda estava leve.
Até Emma inclinar a cabeça, observando com mais atenção.
— Seu cabelo tá meio úmido… estranho.
Nathalia estreitou os olhos imediatamente.
— Também tô desconfiada. Quem é ele?
O sorriso de Laila travou.
O rosto perdeu a cor.
Alana levantou na hora, segurando o braço dela com leveza.
— Respira, Laila. Ela tá devendo.
Sofia cruzou os braços, entrando na brincadeira.
— Se isso fosse um tribunal, já dava pra considerar você culpada.
Lais observava a cena com diversão, mas resolveu intervir antes que aquilo saísse do controle.
— Tem algo que você queira me contar?
O tom foi leve.
Mas direto.
Laila soltou o ar, olhando de uma para outra, rendida.
— Poxa… seis contra uma é covardia.
— Tem menino no meio? — perguntou Eloise, sem rodeios. — Dormiu com ele ou só foi encontrar?
Laila virou o rosto para Lais, incrédula.
— Elas são sempre assim?
Lais riu, puxando uma cadeira.
— Senta, toma café e conta sua versão.
Laila revirou os olhos, mas acabou cedendo.
— Tá bom… eu me rendo. Fui trabalhar em uma festa… e o Henrique tava lá. Ele me levou pra casa dele. Só isso.
O silêncio que veio foi imediato.
Lais arregalou os olhos.
— Trabalhar, Laila? E já tá indo pra casa do Henrique?
Laila levantou as mãos, se explicando rápido.
— Eu toquei lá, fiz uns sons… o pessoal gostou e me chamaram. A grana era boa.
Lais começou a andar pela cozinha, organizando as xícaras com mais força do que o necessário.
— Você não precisa disso. Quero que você foque nos estudos.
A resposta de Laila veio mais baixa.
— Eu sei… mas achei que podia ajudar você. Aqui em casa.
Lais parou.
Respirou.
E caminhou até ela.
— Não mente pra mim, tá? — disse, mais suave agora. — E olha em volta… eu não tô mais sozinha.
Fez uma pausa curta, olhando para as amigas.
— Se eu precisar de ajuda, tenho cinco escravas aqui.
As risadas vieram na hora, quebrando qualquer tensão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...