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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 511

Na manhã seguinte, o apartamento ainda estava mergulhado naquele silêncio típico de depois de uma noite longa. A luz do dia já entrava pelas frestas da janela, suave, quase tímida, iluminando a sala onde Sofia e Alana ainda ocupavam o sofá, meio acordadas, meio rendidas ao cansaço.

A porta se abriu devagar.

Laila entrou na ponta dos pés, tentando não fazer barulho, equilibrando uma cesta grande nas mãos. O plano era simples: passar direto, deixar aquilo na cozinha e desaparecer antes que alguém notasse.

Mas ela esqueceu de um detalhe importante.

Sofia.

— Bom dia — disse, levantando-se devagar, a voz ainda rouca de sono, mas atenta o suficiente para perceber qualquer movimento suspeito.

Laila congelou por um segundo antes de forçar um sorriso.

— Bom dia… desculpa, não queria acordar ninguém.

— Nada — respondeu Sofia, já se espreguiçando — já está na hora da gente levantar mesmo.

Ela cutucou Alana, que abriu os olhos com dificuldade, ainda processando onde estava.

Foi então que o olhar de Sofia desceu para as mãos de Laila.

E parou.

— O que é isso?

Laila seguiu o olhar dela e, sem alternativa, caminhou até a cozinha, apoiando a cesta no balcão.

— Mandaram entregar pra Lais.

Alana soltou um “hummm” arrastado, ainda sonolenta, mas claramente interessada.

Nesse momento, Lais apareceu na sala, com o cabelo preso de forma despretensiosa e o rosto ainda marcado pelo sono.

— Bom dia…

Se aproximou de Laila para dar um beijo rápido e, logo em seguida, seus olhos caíram sobre a cesta.

— O que é isso?

— Mandaram pra você — respondeu Alana, apoiando o queixo na mão, já mais desperta.

Lais se aproximou, curiosa, e pegou o cartão com cuidado, lendo rapidamente.

Antes que pudesse reagir, Eloise, Nathalia e Emma apareceram atrás dela, completando o cenário.

— Bom dia, meninas — disse Nathalia, animada demais para quem tinha dormido tão pouco.

— Dormiram bem? — perguntou Eloise, observando o estado geral do grupo.

Algumas responderam com um simples aceno de cabeça.

Laila, já mais à vontade, pegou um copo na cozinha e abriu a geladeira.

— Ontem teve festa do pijama? — comentou, rindo — achei que gente da meia-idade não fazia mais isso.

Eloise virou o rosto devagar, com um sorriso irônico.

— Olha como ela é engraçadinha…

— E podemos saber onde a senhorita passou a noite? — completou Nathalia, cruzando os braços.

Lais passou por ela rindo, já começando a organizar a mesa, mas Eloise percebeu um detalhe importante: o cartão desaparecendo discretamente dentro do bolso do roupão.

Guardado rápido demais para ser apenas um gesto sem importância.

Laila tomou um gole de água e respondeu, tentando manter a naturalidade:

— A Lais sabe.

— Mas eu não — rebateu Nathalia na mesma hora.

Laila riu, mas acabou cedendo.

— Fui fazer um trabalho… sabia que ia até tarde, então dormi por lá. A Lais conhece minha amiga.

O clima ainda estava leve.

Até Emma inclinar a cabeça, observando com mais atenção.

— Seu cabelo tá meio úmido… estranho.

Nathalia estreitou os olhos imediatamente.

— Também tô desconfiada. Quem é ele?

O sorriso de Laila travou.

O rosto perdeu a cor.

Alana levantou na hora, segurando o braço dela com leveza.

— Respira, Laila. Ela tá devendo.

Sofia cruzou os braços, entrando na brincadeira.

— Se isso fosse um tribunal, já dava pra considerar você culpada.

Lais observava a cena com diversão, mas resolveu intervir antes que aquilo saísse do controle.

— Tem algo que você queira me contar?

O tom foi leve.

Mas direto.

Laila soltou o ar, olhando de uma para outra, rendida.

— Poxa… seis contra uma é covardia.

— Tem menino no meio? — perguntou Eloise, sem rodeios. — Dormiu com ele ou só foi encontrar?

Laila virou o rosto para Lais, incrédula.

— Elas são sempre assim?

Lais riu, puxando uma cadeira.

— Senta, toma café e conta sua versão.

Laila revirou os olhos, mas acabou cedendo.

— Tá bom… eu me rendo. Fui trabalhar em uma festa… e o Henrique tava lá. Ele me levou pra casa dele. Só isso.

O silêncio que veio foi imediato.

Lais arregalou os olhos.

— Trabalhar, Laila? E já tá indo pra casa do Henrique?

Laila levantou as mãos, se explicando rápido.

— Eu toquei lá, fiz uns sons… o pessoal gostou e me chamaram. A grana era boa.

Lais começou a andar pela cozinha, organizando as xícaras com mais força do que o necessário.

— Você não precisa disso. Quero que você foque nos estudos.

A resposta de Laila veio mais baixa.

— Eu sei… mas achei que podia ajudar você. Aqui em casa.

Lais parou.

Respirou.

E caminhou até ela.

— Não mente pra mim, tá? — disse, mais suave agora. — E olha em volta… eu não tô mais sozinha.

Fez uma pausa curta, olhando para as amigas.

— Se eu precisar de ajuda, tenho cinco escravas aqui.

As risadas vieram na hora, quebrando qualquer tensão.

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