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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 512

Os dias passaram com uma calma estranha, quase enganosa, até que finalmente chegou o dia da consulta.

Lais saiu do elevador ajustando o vestido azul que marcava delicadamente o corpo. O decote discreto valorizava o colo, e o tecido acompanhava as curvas com suavidade, deixando a barriga ainda mais evidente. Não era chamativo — mas era impossível não olhar. Havia algo nela que tinha mudado, algo que ia além da gravidez.

Era presença.

César já estava à espera, encostado no carro, elegante como sempre, com aquela postura tranquila de quem parecia nunca estar com pressa. Assim que a viu, o olhar dele se demorou um pouco mais do que o necessário, absorvendo cada detalhe.

— Bom dia, Lais… você está radiante.

Ela sorriu, um pouco sem jeito com o elogio, mas sem negar o efeito que ele causava.

— Bom dia… obrigada.

Ele abriu a porta para ela com naturalidade, esperando que se acomodasse antes de dar a volta e entrar também. Assim que se sentou, deu uma leve ordem ao motorista, e o carro começou a se mover.

Por alguns segundos, o silêncio foi confortável.

— Obrigado por me deixar participar — disse ele, com um tom mais sincero do que formal.

Lais virou o rosto, encontrando o olhar dele por um instante.

— Não precisa agradecer…

Mas não completou.

Porque, no fundo… ela também não sabia exatamente o que aquilo significava.

A consulta foi tranquila.

Rápida, até.

Mas suficiente para mudar o clima.

César acompanhou tudo com uma atenção que não era forçada. Observava o monitor, fazia perguntas pontuais, se inclinava levemente quando a médica mostrava algo, como se realmente quisesse entender cada detalhe.

Quando o som do coração do bebê preencheu o ambiente, ele ficou em silêncio.

Completamente.

O olhar preso na tela.

Um leve sorriso se formando, quase involuntário.

E, por um momento… parecia alguém completamente diferente do homem calculado e seguro que costumava ser.

A médica finalizou o exame com um sorriso tranquilo.

— Está tudo certo… mas eu recomendo mais descanso, Lais. Nada de exageros.

Ela assentiu.

Sabia que aquilo não era tão simples quanto parecia.

Já do lado de fora, César abriu a porta para ela novamente, esperando que saísse com calma antes de sugerir, quase casual:

— Quer tomar um café? Tem um lugar aqui perto que eu gosto… o pão com queijo é perfeito.

Lais hesitou por um segundo, ajeitando a bolsa no ombro.

— Não precisa… você já tirou tempo demais pra mim hoje.

Ele sorriu de leve.

— Nunca é tempo demais quando a companhia vale a pena.

A resposta veio fácil.

Natural.

Sem esforço.

E, dessa vez, ela não recusou.

O carro parou poucos minutos depois, em frente a uma pequena padaria que Lais reconheceu imediatamente. Já tinha estado ali antes, em outra época, em outra fase… quando tudo ainda parecia mais simples.

Desceu com cuidado, sentindo o peso do corpo mais evidente, e César automaticamente estendeu a mão para ajudá-la. Ao subir os pequenos degraus da entrada, ele segurou sua mão com firmeza, enquanto a outra pousava levemente na lateral da cintura, guiando sem invadir.

O gesto foi natural.

Mas íntimo demais para passar despercebido.

E foi exatamente nesse momento…

que tudo mudou.

Porque, quando atravessaram a porta—

ele apareceu.

Saindo.

Com um copo de café na mão.

Heitor.

O impacto foi imediato.

O tempo não parou de verdade.

Mas pareceu.

— Lais…

A voz dele veio firme.

Baixa.

Inconfundível.

Ela congelou.

O corpo travou antes mesmo da mente conseguir reagir.

César sentiu.

O toque na cintura ficou mais atento, mais presente, como um instinto silencioso de proteção, mesmo sem entender completamente o motivo.

Heitor não tirou os olhos dela.

Nem por um segundo.

Mas então…

o olhar dele se desviou.

Foi para César.

E ficou.

Algo ali não encaixava.

Não era só o fato de ela não estar sozinha.

Era ele.

A postura.

O jeito.

A sensação estranha de reconhecimento que surgiu sem aviso.

Heitor estreitou levemente os olhos, tentando puxar da memória aquilo que não estava completo.

Ele conhecia aquele homem.

Tinha certeza.

Só não sabia… de onde.

O silêncio entre os três se estendeu por alguns segundos.

Pesado.

Carregado.

Prestando a explodir.

E, pela primeira vez desde que tinha decidido se afastar…

Heitor percebeu.

Ele não tinha saído daquele jogo.

Só tinha chegado atrasado.

O silêncio que se formou entre os três não foi longo.

Mas foi suficiente.

Suficiente para pesar.

Suficiente para dizer mais do que qualquer palavra.

Heitor manteve o olhar preso em Lais, absorvendo cada detalhe como se tentasse confirmar algo que ainda não conseguia aceitar por completo. A imagem dela ali, diferente, mais madura, com a barriga evidente… não encaixava com a última lembrança que ele tinha.

E isso incomodava.

Muito.

Mas não foi isso que mais incomodou.

Foi a mão.

A mão de César ainda permanecia na cintura dela, firme e natural demais… íntima além do que Heitor estava disposto a aceitar.

O maxilar de Heitor travou por um segundo.

Quase imperceptível.

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