O jantar seguiu entre risadas, interrupções e comentários atravessados que pareciam surgir de todos os lados ao mesmo tempo.
O garçom mal conseguia acompanhar os pedidos, porque a cada nova sugestão alguém tinha uma opinião diferente, e ninguém fazia questão de esconder isso.
— Eu já falei que nome forte é essencial — Eloise insistia, apoiando o cotovelo na mesa. — Nada de nome sem presença.
— Presença? — Nathalia rebateu. — A criança não vai comandar uma empresa quando nascer, Eloise.
— Mas pode começar bem — ela devolveu, sem perder o sorriso.
— Eu gosto de nomes mais delicados — Emma entrou na conversa. — Que tenham significado.
— Eu gosto de nomes curtos — Sofia completou. — Práticos.
— Eu gosto de não ter que opinar — Augusto murmurou, tomando um gole do vinho.
A mesa caiu na risada.
Heitor observava aquilo tudo por alguns segundos, encostado na cadeira, o olhar alternando entre Laís e o grupo ao redor. Havia um certo caos ali, mas também… algo que ele não tinha há muito tempo.
Pertencimento.
Mesmo que fosse conquistado à força.
Ele se inclinou levemente para frente, apoiando as mãos na mesa.
— Posso falar?
Ninguém respondeu.
Mas todos olharam.
— Obrigado.
A voz dele veio calma, firme, sem arrogância.
— Eu entendo que vocês querem ajudar… — fez uma pausa breve — mas escolher o nome do meu filho é uma missão minha e da mãe dele.
Silêncio.
Curto.
Intencional.
Os olhos dele buscaram os de Laís.
— Nossa.
Não “meu”.
— Nosso.
Algo na forma como ele disse aquilo fez o ambiente mudar por um segundo.
Sutil.
Mas perceptível.
Nathalia estreitou os olhos, analisando.
Eloise cruzou as pernas, observando com mais atenção.
Laís sustentou o olhar.
E não corrigiu.
— Então… — Heitor continuou, com um leve sorriso — sugestões são bem-vindas. Interferência… nem tanto.
Thiago soltou uma risada.
— Ele está aprendendo.
— Está tentando sobreviver — Thomas corrigiu.
A mesa voltou a se encher de comentários, mas agora havia um limite invisível ali. As provocações continuavam, porém mais leves, mais controladas.
E, no meio de tudo aquilo…
Laís ria.
De verdade.
Sem se conter.
Sem se esconder.
A mão dela repousava sobre a barriga de forma quase automática, os olhos brilhando, o corpo relaxado de um jeito que não acontecia há dias.
Radiante.
Feliz.
Heitor percebeu.
E ficou em silêncio.
Apenas olhando.
Porque, naquele momento, não precisava de mais nada.
Algum tempo depois, entre um comentário e outro, Laís se levantou.
— Vou ao banheiro.
— Espera, eu vou com você — Nathalia disse, já levantando.
— Eu também — Sofia completou.
— A gente vai em bando mesmo — Emma riu.
Eloise apenas levantou, pegando a bolsa.
— Claro que vai.
No banheiro, o clima leve continuou. Comentários, risadas, provocações baixas demais para serem ouvidas do lado de fora.
Quando terminou, Laís foi a primeira a sair.
E foi aí que o corpo dela travou.
No corredor, a alguns metros de distância…
Uma silhueta.
Parada.
Familiar demais.
César.
Ele não parecia surpreso.
Não parecia perdido.
Apenas… observava.
Os olhos dele encontraram os dela com precisão.
Diretos.
Sem desviar.
Sem disfarçar.
Por alguns segundos, o mundo pareceu encolher ao redor.
O som do restaurante ficou distante.
O tempo… mais lento.
Então ele virou.
E foi embora.
Sem dizer nada.
Sem se aproximar.
Sem explicar.
Laís franziu a testa, sentindo algo desconfortável apertar o peito.
— Isso não pode ser coincidência… — murmurou, quase para si mesma.
— O que não pode ser coincidência?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...