Os dias foram passando em uma mistura estranha de tranquilidade e expectativa. Christian estava constantemente ocupado, dividindo seu tempo entre resolver as questões da investigação, tocar os negócios da Bellucci, e principalmente acompanhar Giuseppe nas consultas médicas frequentes. O pós-operatório estava indo melhor do que qualquer um havia esperado - Giuseppe seguia religiosamente todas as orientações médicas e estava se recuperando com uma energia impressionante para alguém de oitenta e três anos.
Eu havia entrado oficialmente na vigésima oitava semana de gestação, o que significava que estava no início do sétimo mês. Minha barriga estava visivelmente maior agora, e o bebê se mexia com uma frequência e intensidade que às vezes me surpreendia. Era como se ele estivesse ansioso para conhecer o mundo - ou talvez apenas impaciente como o pai.
A festa de inauguração da linha Épure estava marcada para o próximo final de semana, e minha equipe havia trabalhado incansavelmente para garantir que tudo fosse perfeito. Seria o primeiro grande evento público da Bellucci desde todo o escândalo com Eduardo e a Vale do Sol, e queríamos que fosse absolutamente memorável por todos os motivos certos.
Na manhã daquela quarta-feira, eu tinha consulta pré-natal e ultrassom agendados. Era uma das consultas mais importantes, pois o médico faria uma avaliação completa do desenvolvimento do bebê nesta fase crucial da gestação.
— Amor, me desculpa muito mesmo — disse Christian durante o café da manhã, sua expressão genuinamente contrariada. — Eu queria muito ir com você, mas Giuseppe tem aquele exame cardíaco de controle hoje, e ele fica nervoso quando vai sem mim.
— Christian, está tudo bem — respondi, tocando sua mão sobre a mesa. — Anne vai comigo, você sabe que ela adora essas consultas tanto quanto você. E Giuseppe precisa de você agora.
— Tenho acompanhado todas as consultas desde o início — ele disse, parecendo genuinamente chateado consigo mesmo. — Não queria perder justamente essa.
— Você não está perdendo nada importante — menti um pouco, sabendo que na verdade essa consulta poderia ser especial por um motivo que ele não sabia. — É só uma consulta de rotina. Giuseppe é prioridade agora.
Christian se levantou, veio até minha cadeira e beijou o topo da minha cabeça, depois se abaixou e beijou minha barriga.
— Você se comporta para a mamãe hoje, está bem? — disse para o bebê, provocando um movimento em resposta, como sempre acontecia quando ele falava.
Algumas horas depois, Anne e eu estávamos na clínica, assistindo ao monitor do ultrassom onde nosso bebê aparecia em detalhes cada vez mais nítidos. Dr. Montenegro, meu obstetra, estava fazendo todas as medições necessárias e verificando cada aspecto do desenvolvimento.
— Está tudo perfeito, Zoey — disse ele, sorrindo enquanto movia o transdutor pela minha barriga. — O bebê está no tamanho ideal para a idade gestacional, todos os órgãos se desenvolvendo normalmente, placenta bem posicionada...
— Dr. Montenegro — disse, tentando soar casual, embora meu coração estivesse acelerado. — Eu sei que nas últimas consultas sempre perguntou se queríamos saber o sexo e sempre dissemos que não... mas hoje estou pensando diferente.
— Ah! — Dr. Montenegro riu, claramente lembrando das nossas recusas anteriores. — Mudou de ideia? Depois de resistir bravamente por tantos meses?"
Olhei para Anne, que estava praticamente saltitando na cadeira de ansiedade.
— Na verdade... você poderia colocar em um envelope? Para eu abrir com Christian?
— É claro! — ele disse, já pegando um papel.
Anne segurou minha mão enquanto o médico colocava a informação, lacrava o envelope e me entregava com um sorriso conspiratório.
— Tenho certeza de que vocês vão ficar muito felizes — disse, piscando de forma misteriosa.
Durante todo o caminho de volta para casa, eu segurei o envelope como se fosse o tesouro mais precioso do mundo. Anne tentou me convencer pelo menos quinze vezes a abrir "só uma espiadinha", mas eu resisti heroicamente.
Quando Christian chegou em casa no final da tarde, eu estava no nosso quarto, sentada na cama com o envelope nas mãos e o que provavelmente era o sorriso mais suspeito e travesso do mundo estampado no meu rosto.
— Como foi a consulta? — perguntou, se aproximando e notando imediatamente minha expressão. — E por que você está com essa cara de quem aprontou alguma coisa?
— A consulta foi perfeita — respondi, balançando o envelope na frente dele. — E eu sei que concordamos em esperar para só saber o sexo na hora do nascimento...
Christian parou de tirar a gravata, seus olhos se fixando no envelope.
— Zoey...
— Mas eu não resisti — continuei rapidamente. — Porém eu não abri! Está aqui, lacrado, esperando.
— O pequeno Matteo — disse, tocando minha barriga.
Christian riu através das lágrimas.
— Você nunca me contou como acabou sendo Christian — disse, curiosa. — Um nome tão inglês para um Bellucci.
Christian riu, passando a mão pelos cabelos.
— Meus pais nunca se importaram muito com as tradições da família, especialmente quando Lorenzo era COO da divisão europeia e viveu por tantos anos em Londres — explicou. — Eles queriam um nome que 'soasse internacional', que fosse bem aceito tanto no Brasil quanto na Europa.
Ele fez uma pausa, sua expressão ficando mais séria.
— Você sabe que meus pais nunca foram muito de se importar com família... Sempre preocupados com negócios, viagens, reuniões... Prometo que não vou cometer esse erro com Matteo.
Christian se inclinou e beijou minha barriga suavemente.
— Você vai ter um papai presente, pequeno Matteo — murmurou contra minha pele. — Vou estar em cada momento importante da sua vida. E você vai crescer sabendo exatamente quão amado é.
Senti lágrimas escorrerem pelo meu rosto, tocada pela promessa sincera que ele estava fazendo ao nosso filho.
— Matteo Giuseppe Bellucci — disse em voz alta, testando como soava. — Perfeito.
Christian me puxou para seus braços, me abraçando cuidadosamente por causa da barriga.
— Perfeito — concordou, beijando minha testa. — Assim como você. Assim como nossa família.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Tem previsão pra sair o resto dos capítulos?...
Renata é a pior das vilãs até agora. Sem escrúpulo nenhum! Usar criança para fazer o mal, e pior… a própria filha… :’(...
Eu amo esse casal!!!! Que lindos!...
Parei no 636 e não consigo mais lê . Alguém pra me ajudar ? Como faço...
Algumas pessoas falaram que ela ainda está escrevendo o livro, eu até entendo essa parte, mas ela deveria só lançar um “episódio” com novos personagens qd tivesse condições de liberar alguns capítulos por dia. Acho que ela deve ter tirado férias ou aconteceu algo, mas seria de bom tom ela informar aos leitores. Qd acaba a história de um personagem ela sabe deixar um recadinho e pedir para passar para história seguinte, não era nada demais dar uma satisfação aos leitores....
Compromisso nenhum com os leitores, verdadeiro desrespeito....
Como quer que indique e compartilha algo com esse total desrespeito…faz nós leitores gastar dinheiro e no fim não faz atualizações, e quando fizer vai soltar 2 capítulos…...
Até agora nada , será que vai ser mais um dia sem capítulos novos? As histórias são boas , mais falta soltar mais capítulos por dia . Falta de planejamento e falta de respeito pelos leitores que pagam pra ler as histórias , se não fosse pago ótimo mais como é pago , isso não é nada legal ....
Pelo q parece só vai ser liberado mais capítulos se for compartilhado, acima está descrito. Quanto mais compartilhamentos e leituras mais rápido será liberado mais capítulos. Desrespeito com quem todos os dias espera por um novo capítulo e como disse uma leitora q entrou 20 vezes. Ou seja estamos todos os dias fazendo a leitura e ansiosas p os próximos e isso não conta?...
Cadê os novos capítulos. A autora esqueceu de postar?...