Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 334

~ Nathaniel ~

A manhã nas serras gaúchas havia amanhecido perfeita - céu azul sem nuvens, temperatura amena e uma brisa suave que carregava o aroma das parreiras maduras. Anne havia sugerido um passeio pela propriedade, e eu havia concordado imediatamente, feliz por ter tempo a sós com ela longe da agitação familiar.

— Vem, quero te mostrar meu lugar favorito para ler — disse Anne, pegando minha mão e puxando-me em direção as vinícola.

Ginger trotava alegremente atrás de nós, ocasionalmente parando para investigar algum cheiro interessante ou perseguir uma folha que a brisa havia derrubado. Seu entusiasmo canino era contagioso e me fazia sorrir enquanto observávamos ela descobrir um território completamente novo.

Anne estava radiante, claramente emocionada por estar de volta ao lugar que havia se tornado um refúgio para ela após o casamento de Zoey. Seus olhos brilhavam enquanto me guiava pelas instalações.

— Ali é onde eu costumava me sentar para ler nas tardes — disse, apontando para um banco de pedra posicionado sob uma árvore frondosa. — A sombra é perfeita e dá para ouvir os pássaros cantando.

Caminhamos entre as fileiras de parreiras carregadas de uvas maduras, seguindo os caminhos de terra batida entre as videiras. Anne ia contando pequenas histórias sobre sua adaptação à vida na vinícola durante os meses que morou ali, os funcionários simpáticos que havia conhecido, as tradições familiares que havia observado durante as colheitas.

— E esse é o mirante — disse, apontando para uma pequena elevação onde uma pérgola de madeira estava coberta por parreiras entrelaçadas. — A vista é incrível, especialmente no pôr do sol. Zoey e eu subíamos lá para conversar quase todas as tardes.

Caminhamos por quase uma hora, Anne compartilhando memórias e eu apreciando vê-la tão relaxada e em casa. Foi quando ela parou abruptamente no meio do caminho e me olhou com uma expressão ligeiramente envergonhada.

— Estou fazendo papel de boba, não estou? — perguntou, passando a mão pelos cabelos num gesto que reconheci como sinal de nervosismo.

— Por que você diz isso? — perguntei, genuinamente confuso com sua mudança súbita de humor.

— É claro que você já esteve aqui milhares de vezes antes — disse, balançando a cabeça como se estivesse se repreendendo mentalmente. — Você é o melhor amigo do Christian e simplesmente o COO da Belucci. Aqui estou eu, te mostrando tudo como se fosse novidade.

— Não estive aqui tantas vezes assim — respondi honestamente, tentando tranquilizá-la. — E nunca com você me mostrando seus lugares especiais.

— Nate — disse Anne, me dando um olhar cético —, você esteve aqui no casamento de Christian e Zoey. Mesmo que na época a gente nem tivesse se notado...

— Claro que eu te notei — interrompi imediatamente, lembrando vividamente daquele dia. — Mas na época você estava comprometida. Eu não olharia duas vezes para a namorada de outro homem.

Anne me deu um soquinho leve no ombro, fingindo indignação.

— Não notou nada! — protestou, mas estava sorrindo. — E ainda assim, você já conhece toda a propriedade. Estou aqui te apresentando lugares que você já viu dezenas de vezes.

— É mais interessante ver tudo pelos seus olhos — disse sinceramente, tocando seu rosto suavemente.

Seu sorriso se suavizou e ela se inclinou me beijar.

— Você sempre sabe o que dizer — murmurou.

— Nem sempre — admiti. — Mas com você, parece mais fácil.

Continuamos caminhando até chegarmos a uma clareira pequena entre as parreiras, com vista panorâmica para os vales verdes que se estendiam até o horizonte. Era um lugar tranquilo e isolado, perfeito para nosso piquenique planejado.

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