Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 336

Londres havia nos recebido de volta com seu clima típico - céu cinzento, garoa fina e uma temperatura que me fez questionar por que alguém voluntariamente deixaria o calor brasileiro para voltar ao inverno inglês. Já fazia duas semanas desde nosso retorno, e a rotina havia se estabelecido novamente: trabalho na Bellucci durante o dia, noites tranquilas em casa com Ginger, e fins de semana organizando os primeiros detalhes do casamento.

O anel de noivado no meu dedo ainda parecia surreal às vezes. Eu me pegava olhando para ele durante reuniões, admirando como a luz se refletia no diamante, lembrando do momento perfeito na vinícola quando Nate havia se ajoelhado ao meu lado.

Ginger havia se adaptado perfeitamente de volta à vida londrina, embora eu suspeitasse que ela sentia falta dos vinhedos extensos e do clima mais quente do Brasil.

Naquela noite específica, estávamos deitados na cama após fazermos amor com a intensidade lenta e satisfatória que o frio inglês parecia inspirar. Meu corpo estava relaxado e aquecido contra o de Nate, nossa respiração começando a se normalizar enquanto eu aproveitava a sensação de completude que sempre sentia nesses momentos íntimos.

Sem perceber, minha mão havia encontrado seu lugar familiar sobre meu ventre, os dedos repousando suavemente sobre a pele ainda aquecida. Era um gesto tão automático, tão inconsciente, que eu nem me dava conta de fazê-lo até sentir Nate se mexer ligeiramente ao meu lado.

— Tenho uma surpresa para você — disse Nate baixinho, sua voz ainda carregada com o tom sonolento pós-sexo que eu adorava.

— Sei que dizem que mulheres são praticamente instantâneas — brinquei, virando ligeiramente a cabeça para olhá-lo com um sorriso travesso —, mas depois de toda essa agitação eu preciso de pelo menos cinco minutos.

Nate riu, aquela risada baixa e rouca que sempre me fazia derreter, mas balançou a cabeça.

— Não é esse tipo de surpresa — disse, se apoiando no cotovelo para me olhar melhor. — Quando viajamos, eu conversei com Christian sobre... sobre minha condição.

Senti meu coração dar um pequeno salto, uma mistura de curiosidade e apreensão. Raramente falávamos sobre a infertilidade dele de forma tão direta, apesar de ser um assunto que, de alguma forma, sempre pairava entre nós.

— Christian mencionou que a medicina evoluiu muito desde o começo dos anos 2000 — continuou Nate, sua voz ficando mais séria. — E que eu deveria visitar um médico. Um especialista em fertilidade.

— Nate, você não precisa fazer isso se for te frustrar — disse rapidamente, tocando seu rosto com ternura. A última coisa que eu queria era vê-lo passar por esperanças desnecessárias ou decepções médicas.

— Já fiz — disse ele simplesmente.

Aquelas duas palavras me fizeram sentar abruptamente na cama, completamente alerta. Puxei o lençol para cobrir o peito, meus olhos fixos nele enquanto processava o que havia dito.

— Como assim, já fez? — perguntei, minha voz saindo mais alta do que pretendia.

Nate se sentou também, passando a mão pelos cabelos num gesto que reconheci como nervosismo.

— Christian estava certo — disse cuidadosamente. — O diagnóstico que recebi quando criança foi um pouco fruto da medicina da época. Os métodos de avaliação eram mais limitados, menos precisos.

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