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Esposa impostora e o Magnata Sombrio. romance Capítulo 249

Cap. 64

— Espera… — murmurou, quase sem acreditar. — Essa é a vizinhança da minha mãe.

Donovan não respondeu de imediato, apenas manteve o olhar fixo na estrada.

— O que a gente tá fazendo aqui? — insistiu, com a voz trêmula.

Ele estacionou, virou-se levemente para ela e disse apenas.

— Você vai saber.

Talyta riu nervosa, tentando quebrar a tensão.

— O quê? Você tá me mandando embora? Eu já sou adulta para você me pegar pela mão e me levar de volta para a minha mãe.

Donovan suspirou, incrédulo, passando a mão pelo rosto antes de responder.

— Sério que você pensou isso? — disse, cético, como se fosse absurdo. E sem esperar mais, abriu a porta e saiu do carro.

Confusa, ela o seguiu. E então, a poucos metros, lá estava sua mãe, parada no portão, junto de duas crianças. Os filhos de Talyta.

Seu coração se partiu e se reergueu ao mesmo tempo. O ar lhe faltou quando os pequenos a viram e correram em sua direção, gritando "mamãe!" com os bracinhos abertos.

Ela se ajoelhou no chão de terra, abraçando-os com força, rindo e chorando ao mesmo tempo. Donovan observava à distância. Havia algo de intenso naquele olhar dele, como se testemunhasse uma parte dela que jamais tinha visto antes e que lhe interessava também como cada detalhe.

Depois de alguns minutos, entraram juntos. A mãe os recebeu com carinho, serviu café, e os meninos ficaram grudados em Talyta, contando as pequenas novidades do dia.

Mas, em um momento mais quieto, a mãe chamou Talyta para um canto da casa.

— Filha… — disse, com a voz cansada, tirando algumas folhas dobradas da gaveta. — Eu tô conseguindo cobrir algumas receitas, mas o menor… ele não tá bem, precisa de você... você.

Talyta pegou os papéis com as mãos trêmulas. Eram receitas médicas, exames, remédios caros demais.

E como se o destino ouvisse, o filho mais novo começou a tossir forte, o rosto ficando avermelhado. Ela correu até ele, o coração acelerado. A febre vinha junto, queimando sua pele.

— Meu Deus… ele tá com febre! — Talyta gritou, desesperada.

Donovan não hesitou.

— Vamos. — disse, erguendo a criança nos braços com firmeza.

No carro, Talyta chorava e tentava se acalmar com o filho nos braços, ele estava tao bem antes e de repente estava passando mal.

— Não… não é pra esse hospital. Ele não atende… é particular. A gente não tem como pagar.

Donovan manteve o olhar fixo na estrada.

— Até você conseguir atendimento em um público, pode ser arriscado. Eu não vou esperar.

Ela soluçou, sem conseguir responder.

Chegaram ao hospital particular, e a criança foi imediatamente atendida. Médicos correram, enfermeiros agiram rápido.

O contraste entre o pânico de antes e a eficiência da equipe fez Talyta desmoronar.

Ela caiu sentada em um banco no corredor, o rosto escondido nas mãos, chorando sem parar ao mesmo tempo que sentia um alivito tomar seu peito.

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