Cap.67
O coração dela disparou ao vê-lo ali, parado como se tivesse previsto o momento exato em que ela chegaria. Ele começou a caminhar lentamente em direção à porta, sem dizer nada, mas a presença dele era tão intensa que parecia preencher o espaço ao redor.
Brenda sentiu uma mistura de surpresa, tensão e algo mais profundo, um calor no peito que ela não conseguia explicar. Maxwell, percebendo a situação, fez um gesto discreto de recuo, mas manteve o sorriso educado, respeitando a tensão silenciosa que se formava entre os dois.
— Gabriel… — começou Brenda, sem saber exatamente o que dizer, e a voz soou baixa, quase um sussurro.
Ele se aproximou e parou a poucos metros, sem se mover. O olhar dele era intenso, avaliador, mas não hostil.
O silêncio se estendeu, carregado de expectativa. Talita, do lado, manteve-se quieta, observando, mas não ousou interromper.
Maxwell permaneceu ao lado, respeitoso, mas não escondia o desconforto crescente, como se estivesse percebendo que aquela não era uma simples chegada.
Brenda respirou fundo, sentindo o coração disparar. A tensão entre ela e Gabriel estava ali, palpável, quase física. Ela sabia que algo importante estava prestes a acontecer, que aquele momento poderia definir muito mais do que palavras poderiam expressar.
Gabriel, sem dizer nada, apenas estendeu a mão, chamando-a com um gesto discreto. O mundo parecia diminuir ao redor de Brenda, cada segundo se arrastando e, ao mesmo tempo, acelerando.
Ela hesitou, mas sabia que precisava decidir: seguir Maxwell ou se entregar à presença dele, mesmo sem saber onde aquilo poderia levá-la.
Talita percebeu a hesitação de Brenda e apenas sorriu de lado, compreensiva.
— Vá… vocês têm que conversar. — sussurrou quase inaudível, como se desse permissão silenciosa.
Brenda olhou para Maxwell, que apenas assentiu, mantendo a postura respeitosa, e então se voltou para Gabriel.
Ela respirou fundo, e com um passo decidido, caminhou até ele, sentindo o peso e a intensidade daquele encontro silencioso preencher cada espaço entre eles.
O ar parecia carregado, o tempo se esticava, e pela primeira vez naquele dia, Brenda sentiu que estava exatamente onde deveria estar, mesmo sem saber o que viria a seguir.
Gabriel não sabia o que dizer, o peito apertado, as palavras presas na garganta.
Brenda parou em frente a ele, os olhos brilhando de raiva, as mãos tremendo.
Maxwell, discretamente, tentou chamar Brenda para entrar, mas ela se moveu apenas alguns passos, sem desviar o olhar de Gabriel.
— Foi bom… fugir o tempo todo? — a voz dela tremeu, mas carregava fúria. — Foi bom fugir depois de ter sido um covarde, de não ter se pronunciado?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa impostora e o Magnata Sombrio.