No entanto, eu não sou um homem que precisava de ajuda em relação à minha vida e, consequentemente, à minha vingança. Seja lá o que minha mãe estivesse planejando, não irei permitir que ela siga em frente.
— Eu notei o seu sorrisinho, dona Constança — zombei. — Sei que já deve estar calculando algo, mas quero deixar claro uma coisa: não quero que se meta nos meus assuntos. Está me ouvindo?
Ela me encarou, surpresa, e o sorriso morreu lentamente de seus lábios.
— Nunca quis me intrometer na sua vida, Renato. Você sabe disso muito bem. Sempre te apoiei em tudo o que quis inventar, até mesmo quando não concordava com os seus caprichos.
— Então espero que continue assim, mãe — respondi, firme. — Para o seu próprio bem.
Ignorando minha mãe, caminhei até o armário e procurei alguma roupa decente para sair. Com ela em casa, tudo o que eu queria era escapar. Precisava pensar na minha vida dali para frente, e as cobranças e perguntas dela certamente não me permitiriam fazer isso.
— Filho… — ela me acompanhou, sem se importar se eu estava me vestindo. — Sei que você não precisa da minha ajuda para nada, mas preciso saber ao menos como se sente.
Parei por alguns segundos e a encarei sério.
— Olha para o meu rosto e tente decifrar o que estou sentindo!
Ela engoliu em seco e tentou manter a postura.
— Tudo bem, não vou te perturbar. No entanto, saiba que não irei embora até ver que você está bem.
— Mãe, a senhora não tem mais o que fazer? — perguntei, irritado.
— Nada é mais importante que você, Renato. Você sabe disso. Desde que me divorciei do seu pai, sempre priorizei você.
— Pois já sou um homem crescido e sei tomar minhas decisões. Sugiro que se liberte dessa responsabilidade e faça como meu pai: vá procurar alguém e seja feliz.
— Não insinue isso! Você sabe que não tenho intenção de me relacionar com ninguém — disse ela, ofendida.
— Pois deveria. Assim me deixava em paz.
— Tudo bem, já entendi — ela se afastou, voltando para o quarto. — Você está nervoso com aquela mulherzinha que te enganou e agora quer descontar em mim, não é mesmo?
— Não estou descontando nada! — bradei. — A senhora veio num momento errado. Se tivesse paciência e esperasse eu me acalmar, poderíamos conversar com mais calma, sem conflitos.
— Eu só me preocupei, Renato! Acha que, como mãe, eu deveria ficar de braços cruzados vendo algo muito errado acontecer?
— Já disse, não sou mais um garotinho, mãe! — respondi seguro. — Sou um homem!
— Não importa. Eu me preocupo com você e sempre será assim.
Cansado daquela cobrança, terminei de me vestir e a encarei nervoso.
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Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa substituta: Prometo te odiar!