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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 15

Odete arregalou os olhos ao ouvir o que a mulher acabara de dizer e ficou paralisada por alguns segundos, me encarando como se esperasse que eu reagisse. Mas eu não disse nada. Afinal, o que poderia dizer?

Nem eu sabia o que estava fazendo naquela casa.

— O que está esperando? — Constança gritou, vendo que Odete não se movia.

— Estou indo agora mesmo, senhora — respondeu ela, saindo do quarto.

Apressada, Odete atravessou o corredor em direção à lavanderia dos empregados. Mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, foi surpreendida por Lorena, que bloqueou seu caminho com um olhar cortante, quase acusador.

— Onde pensa que está indo? — Lorena perguntou, curiosa.

— A senhora Constança pediu que eu pegasse um uniforme.

— Uniforme? — Arqueou uma sobrancelha, confusa. — Para quem? Por acaso vai chegar algum empregado aqui e eu não sei?

— Não é isso. Ela pediu que eu levasse para a senhorita Sara.

— Sara? — Surpresa, ela se aproximou mais. — A mulher que o Renato trouxe para casa ontem à noite, apresentando-a como a sua esposa?

— Isso mesmo.

— Como assim, Odete?

— Eu não sei te responder, mas neste exato momento a senhora Constança está no quarto da Sara… brigando com ela.

— Brigando? — A curiosidade de Lorena cresceu a cada palavra de Odete.

Sem querer prolongar mais a conversa, Odete caminhou até o armário onde ficavam os uniformes e procurou um que servisse no corpo magro de Sara. Pegou um, fechou o armário e estava prestes a sair, quando Lorena tomou o uniforme de suas mãos:

— Deixa que eu mesma levo. Preciso ver com meus próprios olhos o que está acontecendo naquele quarto.

Dizendo isso, Lorena correu pelo corredor em direção ao quarto. Ao entrar, parou abruptamente. O rosto de Sara estava vermelho, como se tivesse acabado de apanhar, e a expressão de dor no rosto dela se misturava com medo e indignação.

— Que bom que você está aqui, Lorena — disse Constança assim que a viu entrar no quarto. — Sei que, por a casa ser muito grande, às vezes alguns cômodos acabam sendo negligenciados. Por isso, a Sara vai ficar responsável por eles de agora em diante.

— Mas, senhora… — Lorena se aproximou, ainda encarando o rosto vermelho de Sara. — O senhor Renato sabe que está querendo colocar a esposa dele para fazer os serviços domésticos?

Mesmo receosa, Lorena assentiu.

— Tudo bem, senhora. Farei o que pediu.

— Mais uma coisa — disse Constança, aproximando-se mais dela. — Se ela terminar as tarefas antes do esperado, faça com que execute alguns serviços extras: dar comida aos porcos, limpar as fezes dos cavalos, sei lá! Use a sua imaginação.

Vendo que Constança não estava brincando quando queria humilhar Sara, Lorena sentiu um arrepio percorrer a espinha. Nunca havia testemunhado aquele lado maquiavélico da mãe de seu chefe.

Após sussurrar com a empregada, as duas se viraram para a porta do banheiro que se abria. Sara saiu dali já vestida com o uniforme, que parecia servir como uma luva.

Constança não deixou de sorrir e soltar uma indireta:

— Meu Deus, eu não pensava que podia ficar mais feia, mas vejo que a subestimei.

O comentário fez Sara erguer a cabeça e encará-la com o olhar magoado. Já bastava tudo o que ouviu da própria família ao longo da vida; agora, ver pessoas estranhas falando aquilo doía demais.

Mas ela não sabia como reagir, pois sentia que nada mudaria mesmo se gritasse por ajuda. Nunca em sua vida alguém apareceu para protegê-la, e não seria naquele lugar isolado que as coisas seriam diferentes.

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