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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 38

Já em repouso na casa de campo, Sara começou a sentir uma leve melhora na visão. Aquilo a animou. Pela primeira vez em dias, teve a sensação de que algo bom realmente estava acontecendo, apesar de todas as circunstâncias.

Sem muito o que fazer ali, pegou a bolsa e encontrou seu celular. Desde que chegou àquele lugar, o aparelho havia ficado descarregado.

Como de costume, Odete apareceu no quarto para trazer a refeição. Assim que a viu, Sara teve uma ideia.

— Odete, será que poderia me ajudar com uma coisa?

— Claro. Do que precisa?

— De um carregador para este celular — disse, mostrando o aparelho.

Odete observou a entrada do carregamento e sorriu.

— Sei exatamente onde posso arranjar um. Já volto.

Ela saiu do quarto e, alguns minutos depois, retornou com o carregador. Sem perder tempo, Sara conectou o celular à tomada. Não demorou muito para que a tela se acendesse e as notificações começassem a surgir, uma atrás da outra.

Havia várias mensagens de seus pais.

Onde você está, Sara?

O que o Renato disse para você?

Tente convencê-lo a continuar nos ajudando, já que cumprimos com o nosso acordo.

O aperto no peito veio na mesma hora. Em nenhuma das mensagens havia preocupação. Todas estavam carregadas de cobrança, interesse e pressa, como se ela fosse apenas uma peça que precisava cumprir o combinado, não uma filha desaparecida.

Aquilo com certeza a deixou desanimada, e um misto de emoções tomou conta dela. Como seria a sua vida quando retornasse para casa? A ideia de não voltar ficava cada vez mais forte e, inevitavelmente, pensou na proposta de Humberto.

No entanto, sua mente logo a trouxe de volta à realidade: antes de Humberto, havia Renato. E ele ainda esperava por uma resposta.

Ela ainda estava perdida nos próprios pensamentos quando ouviu a batida leve na porta. Não chegou a responder. Talvez por distração, talvez porque, de algum modo estranho, já soubesse quem estava do outro lado.

A porta se abriu devagar.

Renato entrou sem pressa, como se estivesse mapeando o local. Ela levantou o rosto, surpresa, e o viu parado a poucos passos da cama. Pela primeira vez desde a cirurgia, conseguiu enxergá-lo com mais nitidez.

Ele não disse nada de imediato. Apenas a observou.

Sentiu o desconforto crescer. Não era o silêncio comum. Era aquele tipo de silêncio que pesa, que invade o espaço, que faz o corpo reagir antes da mente.

— Como está se sentindo hoje?

— Melhor — respondeu, ajeitando-se melhor na cama. —Já consigo enxergar com mais nitidez.

Ele assentiu lentamente, mas continuou ali. O olhar dele desceu, discreto, analisando-a. Sem os óculos, o rosto de Sara parecia diferente. Mais aberto, visível e bonito. Ele percebeu isso de imediato, ainda que não dissesse em voz alta.

O que realmente o incomodou, porém, foi a roupa.

O vestido simples que Lorena havia comprado caía mal. Largo demais em alguns pontos, reto demais em outros. Não acompanhava as curvas que ele já conhecia, curvas que havia visto em um momento inesperado e que ficaram gravadas em sua memória com uma clareza incômoda. Aquela roupa escondia mais do que mostrava, como se tivesse sido escolhida exatamente para apagar qualquer traço de feminilidade.

Renato estreitou levemente os olhos.

— Essas roupas… — começou, sem concluir a frase.

— O que tem elas? — Sara perguntou, sentindo o tom mudar.

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