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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 40

— Raquel?

Sua voz falhou ao ver a irmã sorridente, bebendo um drink no bar, ao lado de um homem alto e loiro.

Sem acreditar no que via, deixou o celular de lado e se levantou, indo em direção a eles. Aproximou-se sem ser notada de imediato; levou alguns instantes até que Raquel percebesse sua presença.

Quando a viu, o sorriso da irmã desapareceu por completo. Os olhos se arregalaram, como se tivessem acabado de ver um fantasma.

— Patinha… — Raquel sussurrou.

— Raquel, o que você está fazendo aqui? — Sara perguntou, aproximando-se mais, ainda incrédula.

O homem ao lado de Raquel olhou para ela com uma expressão confusa.

— Quem é essa, amor? — perguntou.

— Ninguém importante, não se preocupe — respondeu Raquel, largando o copo do drink no balcão.

“Ninguém importante”, a realidade de que a irmã sempre a tratou com indiferença a golpeou.

O homem loiro alternou o olhar entre as duas, claramente incômodo, mas depois ignorou, afastando-se para conversar com outras pessoas como se nada estivesse acontecendo.

— Ninguém importante? — Sara repetiu, com a voz baixa. — Sempre foi assim, não é mesmo?

Revirando o olhar, Raquel a segurou pelo braço e a puxou para um lugar mais afastado, onde poderiam conversar mais à vontade sem serem observadas.

— Não é hora para isso, Sara.

— Nunca é, não é? — Ela deu um passo à frente. — Você some, deixa todo mundo em pânico, e eu te encontro aqui, tomando sol, bebendo, como se nada tivesse acontecido.

— O que faz aqui?

— O que faço aqui? — Sara repetiu, incrédula. — Eu é que deveria perguntar o que você faz aqui depois de deixar todo o caos para trás.

— Para de drama.

— Drama? — Ela riu, sem humor. — Se você soubesse o que aconteceu depois que você fugiu de casa…

— Eu não quero saber! — Raquel cortou, rápida demais. — Eu não estou nem aí para o que aconteceu depois que saí. Como pode ver, estou ocupada demais sendo feliz e curtindo a vida que eu mereço.

— Como você consegue ser tão fria assim? — perguntou, descrente.

Impaciente, Raquel revirou os olhos.

— Ai, meu Deus… você sempre foi assim, exagerada. Tudo vira tragédia na sua cabeça.

— Exagerada? Você não conseguiu criar problemas só para si, mas para todos à sua volta. Você tem noção do inferno que estou passando por sua culpa?

— Ai, como você é chata — Raquel respondeu, zombando. — Sempre dramatizando tudo. O que faz aqui, hein? — questionou, estreitando os olhos. — Por acaso, nossos pais te mandaram me procurar?

— Quem me dera se fosse isso — Sara rebateu. — Quem me dera se o problema fosse apenas você.

Raquel franziu a testa.

— Então, o que é, afinal?

Avaliando a postura da irmã por alguns segundos, Sara se perguntou se valia a pena dizer o que estava acontecendo ou deixava a bomba estourar sozinha na hora certa.

Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Raquel se aproximou mais e tocou o rosto dela, analisando-a de perto.

— Espera… — disse, sorrindo de canto. — Você não está com aquela coisa feia no rosto.

Sara franziu o cenho.

— Os óculos — Raquel ironizou. — Por acaso está conseguindo enxergar sem eles agora?

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