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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 6

Sara Lemos

Quando senti os lábios daquele homem tocarem os meus na igreja, meu estômago revirou. Juro que por pouco não vomitei ali mesmo. Nunca havia beijado alguém antes… e justo o noivo da minha irmã seria o primeiro? A única coisa que eu queria naquele momento era desaparecer. Fugir dali. E, pelo jeito, ele também, porque quando me puxou para fora da igreja, eu mal tive tempo de reagir.

Minha única sorte foi ele segurar minha mão. Se não tivesse feito isso, eu teria tropeçado no primeiro degrau.

Agora, num lugar que eu não conhecia, meu coração bateu tão forte que parecia prestes a pular da garganta. E tudo piorou quando ele se aproximou do meu ouvido e sussurrou a coisa mais obscena que já ouvi na vida. Ele queria… consumar aquilo?

Me afastei dele no mesmo instante, quase tropeçando no próprio vestido. Mesmo sem conseguir ver seu rosto nitidamente, eu sabia que ele não gostou da minha reação.

— Eu… eu não sei o que está pensando — disse, tentando soar firme, embora minha voz tenha tremido. — Mas eu não vou fazer isso.

— Como não? — ele retrucou, com a voz baixa, mas afiada como navalha. — Você é minha esposa, não é?

— Eu não sou. E você sabe muito bem disso.

— Sei — ele admitiu, seco. — Dá para ver na sua cara que você não tem nada da Raquel. Mas se teve coragem de entrar naquela igreja, vai ter que ter coragem de arcar com as consequências.

— Eu fui obrigada! — respondi, com mais força do que eu mesma esperava.

— Ah, tá… — ele zombou, rindo sem humor. — A coitadinha foi obrigada.

— Estou falando sério. Meus pais me forçaram a entrar ali. Eu nunca quis isso!

Ele se aproximou, e sua voz engrossou de um jeito que me fez estremecer.

— Eu não me importo com nada disso. Está me ouvindo? Nada. Não quero saber se você entrou por vontade própria ou a chutes. Tudo o que sei é que alguém vai pagar pelos erros da Raquel.

E até que eu a encontre… você vai carregar esse fardo.

Sem pedir permissão, ele me puxou pelo braço e me arrastou para o interior da casa. Meu coração disparou. Quis gritar, correr, implorar… mas não havia ninguém ali por mim. Eu estava sozinha. Completamente à mercê de um homem que eu mal conhecia, mas que já me causava pavor.

Quando percebi que ele começou a rasgar o meu vestido, algo dentro de mim despertou. Em um impulso de puro instinto, vesti a maior coragem que encontrei dentro de mim e chutei, com toda a força do mundo, o meio das pernas dele.

— Porra! — ele gritou, se curvando e se afastando de mim com raiva nos olhos.

Não sei se foi a melhor decisão que já tomei… mas foi a única que consegui tomar naquele momento. Pela primeira vez desde que tudo começou, eu senti que tinha algum controle. Mesmo que fosse por alguns segundos.

Ele parecia ainda mais furioso, mas não disse nada. Apenas se afastou, com os punhos cerrados e o maxilar travado.

Aproveitei o momento. Com o coração batendo no peito como um tambor desgovernado, fui tateando pelas paredes, procurando desesperadamente a saída. Quando minhas mãos tocaram a maçaneta da porta… o sangue gelou nas minhas veias.

Estava trancada.

— Acha mesmo que pode fugir de mim? — ele disse, surgindo novamente atrás de mim. — Você não vai sair daqui… até que eu diga que pode.

— Por favor… — implorei. — Eu não tenho culpa do que a minha irmã fez…

— Cala a boca! — ele gritou, o som da sua voz fez minha espinha encolher. — Eu não quero ouvir a sua voz, entendeu?

6: Predador e presa 1

6: Predador e presa 2

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