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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 75

Quando terminou de comer, Sara agradeceu a Odete pela comida e pela companhia.

— Acho que vou voltar para o quarto agora — disse, levantando-se.

Odete a observou com atenção.

— Você não devia ficar tão isolada assim — comentou. — Há vários lugares lindos por aqui. Devia dar uma volta, tomar um pouco de ar.

Sara hesitou.

— O Renato me disse que há vários cães pela propriedade… — respondeu, lembrando-se imediatamente da forma como ele a havia ameaçado na noite em que chegaram ali.

Odete franziu a testa.

— Não se preocupe com os cães — explicou. — Eles ficam soltos apenas à noite.

Mesmo insistindo, Odete percebeu que Sara não parecia convencida.

— Tudo bem — disse, por fim. — Quando quiser, sabe onde me encontrar.

— Obrigada — respondeu, com um leve sorriso.

Despediu-se e seguiu pelo corredor em direção ao quarto mais uma vez, sentindo aquela conhecida sensação de recolhimento, como se o único lugar possível para existir naquela casa fosse entre quatro paredes.

Ao chegar, notou algo estranho: a porta estava semiaberta.

O coração acelerou no mesmo instante. Por um segundo, pensou que Renato pudesse estar ali. Preparou-se mentalmente para ignorá-lo, para passar direto, fingir que não o via. Mas, antes de entrar, ouviu um ruído diferente, vindo do closet.

Parou.

Aproximou-se em silêncio, com os passos cuidadosos. Do canto da porta, observou.

Era Lorena.

Ela estava de costas, segurando uma camisa de Renato nas mãos. Aquela cena, por si só, talvez não fosse estranha, afinal, Lorena cuidava das coisas dele. Mas algo ali chamou a sua atenção.

Enquanto segurava a camisa junto ao corpo, Lorena estava com os olhos fechados e a respiração irregular, gemendo baixinho. O tecido estava amassado entre os dedos, como se fosse algo precioso demais para ser solto. Havia uma intimidade doentia naquele gesto, algo que ultrapassava em muito os limites do aceitável.

A cena fez Sara congelar no lugar.

Ficou perplexa, assustada demais para reagir de imediato. O coração começou a bater acelerado, e um arrepio percorreu-lhe a espinha. Aquilo não era normal. Não era apenas zelo, nem cuidado exagerado com as coisas do patrão. Era obsessão.

Sara recuou um passo, em silêncio, mas acabou tropeçando em um dos sapatos de Renato, largado no chão. O ruído foi alto demais para passar despercebido.

No mesmo instante, Lorena se virou.

Os olhos das duas se encontraram.

Por um segundo, Lorena ficou imóvel, ainda com a camisa nas mãos. A expressão em seu rosto mudou rápido demais, surpresa, susto… e logo depois algo mais escuro, difícil de decifrar.

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