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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 8

Quando a última peça virou cinzas, ele sorriu. Um sorriso satisfeito, sombrio… como se aquilo fosse o auge de sua vingança.

— Enquanto eu não encontro aquela traíra… — murmurou, virando-se lentamente para mim — vou me contentar em descontar toda a minha raiva em tudo que me faça lembrar dela.

Aquela frase me deu arrepios.

— E agora… o que vou vestir? — perguntei, ainda assustada com a ameaça.

— Vou pedir que arranjem algumas peças para você — respondeu com um tom casual demais. — Já que pelo seu rosto… aposto que as suas roupas não são nada bonitas — zombou, se afastando.

Aquele comentário me desmontou. Como se não bastassem os insultos que ouvi a vida inteira dentro de casa, agora eles estavam vindo de um completo estranho.

— Vamos logo! — A voz dele ecoou, ríspida.

Caminhei até a sala. Ele já estava parado na porta de saída.

— Não posso sair desse jeito — falei, apontando para o roupão que usava.

— Ou é assim… ou é nua. Você escolhe — finalizou, saindo sem olhar para trás.

Peguei minha pequena bolsa, a única coisa realmente minha que minha mãe havia enviado, e o acompanhei. Nunca me senti tão acuada na vida. Eu não via nenhuma luz, nenhum caminho. Só medo.

Entrei no veículo ainda vestida com o roupão e me sentei ao lado de Renato, que estava concentrado no celular, digitando sem parar. Tive vontade de olhar para a tela, descobrir o que ele tanto escrevia… mas o medo de ser pega foi maior. Virei o rosto para a janela e me calei.

Alguns minutos depois, chegamos ao aeroporto. Mas, para minha surpresa, o automóvel não parou no terminal. Seguiu direto até a pista de pouso, onde um jatinho nos esperava.

Um jato particular.

Eu sabia que Renato era muito rico. Minha irmã jamais se relacionaria com alguém “comum”. Mas ver aquilo com meus próprios olhos… foi outra coisa. Assustador. Quase surreal.

Subimos a bordo. Assim que entramos, uma comissária nos recebeu, ela olhou para Renato com um sorriso cordial, enquanto lançou um sorriso forçado para mim, me olhando com desdém. Tentou disfarçar… mas eu percebi. Claro que percebi.

Renato se sentou do outro lado, longe de mim. Continuou digitando, impassível como se eu não existisse, até o avião decolar.

A comissária serviu uma bebida para ele. Depois veio até mim com outra taça. Quando estendi a mão para pegar, senti o olhar de deboche dela. Aquilo doeu. Muito. Mas, como sempre… engoli e me calei.

Não fazia ideia de onde ficava a tal casa de campo. Nem do que me esperava lá. Tudo o que pude fazer foi orar, em silêncio, para que nada de mal acontecesse. Para que, em algum momento, ele percebesse que eu não tinha culpa de nada. E me libertasse.

O avião pousou à noite, numa pista particular em meio a uma enorme fazenda. Um veículo nos aguardava. Ainda vestida com o roupão, fui alvo de mais alguns olhares. Já estava acostumada a ser humilhada, mas aquele dia… estava sendo um dos piores da minha vida.

Estava frio. Meu corpo tremia. Renato percebeu… mas não fez nada.

Quando o veículo parou em frente à mansão iluminada por luzes quentes, me dei conta de onde eu estava.

A área lateral da casa era coberta, com um telhado alto de madeira escura e colunas de pedra bruta que sustentavam a estrutura. Algumas lanternas pendiam do teto, lançando uma luz amarelada que deixava o ambiente ainda mais quieto.

Renato desceu. Eu o segui em silêncio. Por mais assustador que ele fosse… naquele momento, ele era a única coisa conhecida ao meu redor.

Assim que chegamos à entrada, uma mulher, que devia ter no máximo uns trinta anos, nos recebeu.

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