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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 80

Mesmo diante da ameaça, Sara não se intimidou. Naquele momento, tinha plena consciência de que, se não fosse por ela, Renato talvez não tivesse tido chance alguma. Quando ele chegou à fazenda, todos haviam ficado em estado de choque, sem reação, sem saber o que fazer.

— Você pode até pensar assim — disse, mantendo a voz segura —, mas saiba de uma coisa: se ele está numa sala de cirurgia agora, tendo a chance de lutar pela vida, é porque eu consegui trazê-lo até aqui a tempo.

Lorena a encarou como se estivesse vendo outra pessoa. Sara parecia diferente. Mais firme, mais altiva, menos disposta a abaixar a cabeça. Aquilo não a agradou nem um pouco. Não era assim que estava acostumada a vê-la.

Ainda assim, por mais que quisesse revidar, sentia que não era o momento. Toda a sua atenção estava voltada para Renato, para o que poderia acontecer a qualquer minuto naquela sala fechada.

— Escuta aqui, Sara — disse, respirando fundo —, é melhor você ir até a recepção agora mesmo e dizer que eu também tenho direito de receber notícias dele. Afinal, sou mais importante na vida dele do que você.

Por mais que não gostasse de admitir, sentiu o impacto das palavras. Havia uma verdade ali. Lorena conhecia Renato há muito mais tempo do que ela. Isso era algo que não podia negar.

Ainda assim, não respondeu de imediato. Apenas respirou fundo, ciente de que, naquele hospital, não estavam apenas disputando espaço, estavam lidando com limites, verdades desconfortáveis e um homem cuja vida, naquele instante, estava por um fio.

— Não estou aqui para disputar lugar nenhum com você, Lorena — disse, num tom duro.

— Então faça o que eu disse. Vá até a recepção, diga que sou a responsável por ele e fique de fora.

As palavras vieram como uma ordem.

— Você nem se importa com ele de verdade — continuou, fria. — Então fique de fora e deixe que quem realmente quer o bem dele cuide disso.

— Como você tem coragem de dizer que eu não me importo com o Renato, depois de tudo o que fiz? — retrucou, tentando não vacilar no tom da voz.

No mesmo instante, Lorena soltou uma gargalhada irônica, alta demais para o ambiente do hospital.

— Ah, me poupe — disse, com desdém. — Acha mesmo que vai me enganar com essa sua cara de sonsa?

Sara sentiu o rosto queimar.

— Eu sei muito bem que você não está nem aí para o Renato — continuou. — E não duvido nada que esteja torcendo para ele morrer naquela sala.

— Como ousa dizer isso?

Aquilo a deixou muito revoltada, pois sabia que não era verdade. Jamais desejaria a morte de alguém, ainda mais de um jeito tão cruel como aquele.

Mas Lorena não lhe deu espaço.

— Pare de bancar a santa, vagabunda! — disparou, sem baixar o tom. — Eu vi você. Vi muito bem como você e o capataz da fazenda estavam íntimos hoje, lá perto da nascente do rio.

As palavras atingiram-na como um tapa.

— As coisas não são do jeito que você está falando — Sara rebateu, sentindo a voz falhar, mas sem recuar.

— Ah, é mesmo? — Lorena respondeu, fria.

80: O que eu te fiz? 1

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