Entrar Via

INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 127

Quando Alícia saiu, tudo que consegui fazer foi me arrastar de volta para o quarto e me jogar na cama.

O sangramento não era tanto e eu sabia que isso podia ser comum nos primeiros meses, que manchas e sangramentos leves aconteciam e não significavam necessariamente o pior. Eu sabia isso intelectualmente, com a parte da minha cabeça que estava estudando medicina e tinha lido sobre isso em algum momento entre uma aula e outra. A outra parte — a parte que estava grávida, sozinha em um cativeiro e o corpo pedindo socorro — não estava muito interessada em dados estatísticos tranquilizadores.

A dor era o problema real. Vinha em pontadas irregulares e baixas, do tipo que começa como uma pressão surda no abdômen, quase tolerável, e então aperta com uma intensidade que faz a respiração prender por um segundo inteiro antes de soltar. Não era constante, o que de certa forma era pior, porque a irregularidade não me deixava me acostumar nem antecipar. Chegava, ficava, diminuía o suficiente para eu achar que estava passando, e voltava.

— Não vou te perder — murmurei, a mão na barriga. — Não vou.

Mas enquanto dizia aquilo, a parte mais prática da minha cabeça já estava calculando o problema imediato, porque sentimentalismo não resolvia nada e eu tinha dois problemas muito concretos além do sangramento.

O primeiro: o brutamontes na sala ia acordar em algum momento. E quando acordasse, não ia gostar nem um pouco de descobrir que tinha sido golpeado por mim. O segundo: o outro cara, que tinha saído para buscar cerveja, podia voltar a qualquer momento. E ele também não ia ter uma reação particularmente positiva ao encontrar o colega desmaiado e eu sozinha no quarto.

Me arrastei para fora da cama.

Fui até o homem no chão, agachei com a lentidão que me corpo permitia, e procurei pelo celular no bolso da calça. Estava lá — tela bloqueada, mas com leitor de digital. Peguei a mão dele, ela estava pesada e mole da inconsciência, e pressionei o polegar na tela.

Desbloqueou.

Me arrastei de volta ao quarto enquanto procurava pelo contato. Tinha vários números sem nome, só apelidos que eu não reconhecia. Mas havia um salvo como "Chefe" — o que, considerando as circunstâncias, era suficientemente óbvio.

Liguei enquanto me sentava na cama de volta.

Ele atendeu no segundo toque, a voz já carregada de irritação.

— É bom ser uma emergência...

— E é. — Minha voz saiu mais firme do que eu esperava que saísse. Ele se calou imediatamente ao me reconhecer. — Um dos seus homens está desacordado no chão. O outro saiu pra comprar bebida.

— Eles não seriam tão idiotas.

— Aparentemente são. — Fiz uma pausa antes de continuar. — Então, se sua intenção de fato era me proteger, eu não estou protegida no momento. Além disso, estou sangrando. Se alguém não me levar para um hospital agora, eu vou perder seu neto.

Escolhi as palavras com cuidado. Seu neto soava muito mais culposo do que meu filho. Eu podia não entender completamente como funcionava a cabeça do Marreta, mas sabia que sangue significava muito para ele. Não no sentido sentimental, de se importar de verdade. Mas no sentido de que atacar alguém do seu sangue era um ataque direto a ele. Uma afronta pessoal. E se eu estava ali porque ele me queria manter segura, mas no fim acabasse perdendo aquele bebê por descuido dos seus próprios homens, alguém teria marcado um ponto contra ele sem ele poder fazer nada.

Isso não ia agradar ao Marreta.

Do corredor, veio um gemido baixo. O homem estava recuperando a consciência.

— E aí? — insisti, o medo crescendo na mesma proporção em que a consciência do capanga voltava. — Estou esperando.

Capítulo 127 1

Capítulo 127 2

Capítulo 127 3

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO