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INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 183

O quarto estava decorado com azul e rosa. Balões por todo lado, fitas nas paredes, docinhos numa mesa perto da janela, e uma bandeirola pendurada no teto que dizia "É menino ou menina?". No meio de tudo aquilo estavam Geórgia, Thomas, Alícia, Samuel, Júlia, e Eduardo, todos com aquela expressão de felicidade pura e genuína.

Arthur parou na entrada com as sacolas ainda nas mãos, olhando para aquilo tudo.

— Meu pai não quis dizer se era menino ou menina — Geórgia cruzou os braços com uma indignação que não conseguia esconder o sorriso embaixo.

— Achei que vocês mereciam ter uma festa de chá revelação. — Eduardo disse, com aquela voz de quem está justificando uma decisão meio boba. Mas não era nada boba. — Ainda que improvisada.

— Você organizou tudo isso em tão pouco tempo? — perguntei, genuinamente impressionada.

Eduardo meneou a cabeça e disse:

— Eu queria, mas não sou lá muito bom em organização de festa.

Ele apontou discretamente com a cabeça para um canto que eu não tinha visto da porta, parcialmente escondido atrás de um balão maior. E lá estava a Claire, com um prato de docinhos nas mãos e um sorriso discreto no rosto. O sorriso dela que eu tinha aprendido a distinguir como genuíno depois de muito tempo achando que não existia.

— Espero que goste — disse.

— Tá perfeito. — Respondi, sorrindo de volta com aquele entendimento silencioso que a gente vai construindo com pessoas difíceis quando decide, aos poucos, que o difícil não precisa ser o único adjetivo que as define.

A festa seguiu com aquela leveza que acontece quando as pessoas certas estão no mesmo lugar depois de um período em que não havia muito espaço para leveza nenhuma. Comemos os docinhos, jogamos aquele jogo ridículo de adivinhar o tamanho da barriga com um barbante (que eu ganhei indignadamente porque todo mundo exagerou muito no comprimento) e dançamos como crianças ao som de músicas infantis que fizeram parte da infância da maioria ali. A Geórgia improvisou um quiz sobre bebê que ninguém levou a sério, mas todo mundo respondeu com aquela competitividade desnecessária de grupo que está se divertindo de verdade.

Em determinado momento a Claire se levantou, posicionou-se perto do bolo e apenas disse, sem precisar elevar a voz para ser ouvida:

— É hora de cortar o bolo.

O bolo, que estava no centro da mesa, era branco por fora, sem nenhuma indicação do que havia dentro, aquele mistério de confeitaria que só existe para ser revelado no momento específico. A Claire posicionou a faca e fez um gesto para mim e para Arthur.

Arthur ficou atrás de mim, colocou a mão sobre a minha e juntos pressionamos a faca para baixo.

O recheio era rosa. Nós já sabíamos, é claro. Mas nossos amigos não.

— EU VOU TER UMA SOBRINHA! — Geórgia gritou antes que o bolo tivesse terminado de ser cortado.

— E eu vou ter uma afilhada. — Thomas disse, logo depois, como quem está anunciando algo que para ele já era fato consolidado há algum tempo.

Todo mundo riu, porque o convite oficial claramente ainda não tinha sido feito. Mas todo mundo sabia que ia ser Thomas. Porque Arthur queria que seu melhor amigo estivesse na vida da Liz da mesma forma que o Augusto tinha estado na dele, com aquela presença constante de quem não é família de sangue mas é família de escolha, que às vezes é o tipo mais sólido de família que existe.

Capítulo 183 1

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