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INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 182

Eduardo estava no corredor do hospital quando saímos do consultório.

Não era coincidência, Arthur tinha avisado que estaríamos lá, e o pai dele tinha arranjado um jeito de aparecer sem transformar aquilo numa visita formal. Estava de jaleco, com um prontuário na mão, como alguém que passou por ali a caminho de outra coisa, o que era quase convincente.

— E então? — Ele perguntou, olhando de um para o outro. — Está tudo indo bem?

Arthur me olhou. Eu sorri.

— Perfeitamente bem! E... o senhor vai ser avô de uma menina — disse.

Eduardo ficou parado por um segundo. Depois a postura toda de médico simplesmente foi para o espaço, e ele abraçou o filho de verdade, não o aperto rápido de homem que não sabe bem o que fazer com o próprio afeto, mas um abraço longo, com as costas do Arthur nas mãos dele. Depois se afastou e me abraçou também, com a mesma intensidade.

— Parabéns. — Disse, quando finalmente se separou dos dois, com os olhos brilhando de um jeito que ele provavelmente não ia admitir se alguém comentasse. — Uma menina.

— Uma menina. — Arthur confirmou, ainda sorrindo.

— Quero ser um avô presente. — Eduardo disse, olhando para mim. — Podem contar comigo para o que precisarem. Os dois. E ela.

Fiquei olhando para ele por um segundo.

— O Augusto passou pouco tempo na minha vida — comecei. — Mas foi importante de uma forma que não tem proporção com o tempo, uma forma que eu não consigo explicar, só sentir — fiz uma pausa antes de concluir. — Tenho certeza de que você vai ser assim pra Liz também.

— Liz. — Ele repetiu, baixinho, como se estivesse testando o nome. Depois assentiu devagar, como se tivesse chegado a uma conclusão. — Bonito nome.

Ficamos ali por mais alguns minutos, os três no corredor do hospital, e havia algo naquilo que era diferente dos outros momentos que eu tinha tido com o Eduardo.

— Vocês estão voltando para a fazenda hoje? — Ele perguntou, por fim.

— Amanhã de manhã. — Arthur disse. — Ficamos no hotel essa noite ainda, com o resto do pessoal. Alugamos um helicóptero, voltamos todos juntos.

— É que antes a gente vai no shopping. — Falei, sentindo o entusiasmo subindo de um jeito que eu não estava esperando, mas que estava completamente disposta a deixar subir. — Agora que sabemos o sexo, quero ver roupinhas, sapatinhos... estou animada.

— Boas compras então. — Eduardo deu um sorriso pequeno e genuíno. — E parabéns de novo. Para os dois.

O shopping ficava a alguns quarteirões do hospital. Entramos sem plano específico além de olhar — pelo menos era isso que eu tinha dito para o Arthur, quando na verdade eu já tinha uma lista mental que tinha começado a montar na maca do consultório assim que a médica confirmou que era menina.

O problema foi que Arthur também tinha uma lista.

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