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INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 25

— Ah, sei... Não tenho motivos para ter ciúmes — respondi, com um risinho frouxo.

E não tinha mesmo.

Tudo o que eu e Arthur tínhamos era um belo contrato de casamento prestes a ser assinado pelas duas partes. Não tinha sentimentos envolvidos. Talvez um dia até pudesse ter. Claro, um sentimento de amizade e só isso! Amizade do tipo em que os dois estão ok com o outro saindo com outras pessoas enquanto cada um segue o papel que foi desenhado para ele dentro daquela família, daquele império.

Mas fora uma possível amizade futura e hipotética, não tinha absolutamente nada. Zero. Nenhum sentimento. Eu era uma pessoa assentimental. Se é que isso existe. Pois se não existia, acabava de existir. E era exatamente isso que eu era. Assentimental com relação a Arthur.

Já Genevieve... Genevieve não tinha sido nada comigo além de muito legal. Claro, tínhamos conversado pouco, mas ela era simpática, sorridente, sabia ouvir e sabia como escolher um peixe muito bem, aparentemente. Não tinha absolutamente nada que eu pudesse objetar em relação àquela mulher. Era impossível objetar. O que era quase irritante, porque teria sido muito mais simples se ela fosse detestável.

Ainda assim, quando eu e Geórgia voltamos à mesa e eu vi Genevieve e Arthur conversando animadamente, inclinados levemente um em direção ao outro com aquela familiaridade de quem já compartilhou espaço muitas vezes antes, meu coração deu um pequeno salto no peito.

Um salto idiota e completamente desnecessário que eu fingi não ter sentido e que pretendia ignorar pelo resto da minha vida.

Me sentei. Abri o guardanapo com mais atenção do que ele merecia, dobrei com cuidado, coloquei no colo (só porque foi isso que vi Geórgia fazendo). Olhei para o prato como se ele fosse a coisa mais interessante da mesa e comecei a degustar o melhor peixe que eu já tinha comido na vida, o que era simultaneamente uma experiência incrível e um problema, porque ficava difícil manter a cara fechada quando a comida estava daquele nível.

— E aí? — Genevieve perguntou, com um sorriso genuíno. — Gostou do peixe?

— Gostei. Só esse garfo que é meio esquisito.

— Garfo de peixe. Ele é assim para separar a carne sem quebrar.

Olhei para o talher. Depois para ela.

— Ah. Então ele é torto de propósito e não porque o restaurante precisa comprar talheres novos?

Geórgia soltou uma risada que não tentou segurar.

Arthur, sem tirar os olhos do prato, murmurou:

— Torto é o jeito com que você está segurando.

— Torto é o seu nariz — retruquei de volta, sem pensar.

Enquanto nós três caiamos na gargalhada, Arthur levou a mão ao próprio nariz com uma expressão levemente ofendida, os olhos arregalando como se eu tivesse dito um absurdo, enquanto murmurava:

— Não tem nada de torto aqui. Meu nariz é perfeito, obrigado.

Genevieve, ao lado dele, levou a própria mão ao nariz dele com um sorriso e disse:

— É sim, meu amor. Perfeitinho.

E me fez uma careta divertida, como quem está brincando com os dois ao mesmo tempo.

Mas eu não achei a cena nada divertida, e talvez não tenha conseguido disfarçar bem. Não porque eu não quisesse entrar no clima descontraído, mas porque havia alguma coisa naquele gesto casual, naquela intimidade de quem conhece o espaço de alguém e sabe exatamente até onde pode ir, que me deixou com um incômodo no peito que eu não sabia nomear e preferia não tentar.

Comi um pedaço de peixe com o garfo esquisito seguro da maneira errada e decidi que estava tudo bem.

Capítulo 25 1

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