Entrar Via

INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 27

Olhei para as nossas mãos entrelaçadas.

Senti Arthur dar um aperto leve, discreto, do tipo que diz segura aqui por um segundo sem precisar de palavras.

— Sua... sua noiva? — A vendedora tinha perdido toda a compostura de uma vez. — Mas... mas ela nunca veio aqui antes e...

— E nunca virá novamente — Arthur respondeu, com uma calma que era mais cortante do que qualquer tom de voz elevado. — Assim como eu ou minha irmã.

— Mil perdões, senhor Sartori, podemos resolver isso com...

Ele não esperou ela concluir.

— Vamos embora.

— Mas... — murmurei, puxando levemente. — Eu realmente queria o colar.

— Não aqui.

Saímos. Arthur estava furioso de um jeito que eu ainda não tinha visto nele, diferente da raiva fria que ele usava comigo, que era calculada e pontual. Essa era uma raiva que ele estava claramente controlando com esforço, e ela aparecia nos passos largos e na mão que segurou a minha sem largar enquanto cortávamos o corredor do shopping.

— Por que você está tão nervoso?

— Porque eu odeio quando tratam pessoas com inferioridade com base em como elas aparentam.

Deixei escapar um risinho irônico que saiu antes que eu decidisse se era boa ideia.

— Não é exatamente o que você está fazendo comigo?

Ele parou no meio do corredor. Se virou para mim com uma expressão que eu não tinha visto antes, alguma coisa entre surpresa e incômodo.

— De onde você tirou isso?

— Ah, sei lá. Do fato de você ter vergonha de como eu me visto, de como eu falo... ou como eu respiro, mas tudo bem.

— Eu não tenho vergonha de você, Zara — ele disse, soando sincero.

— Então você finge muito bem — retruquei.

Ele soltou uma risadinha.

— Eu só não quero que você passe por situações como essa que acabou de passar. E não é só ser maltratada em uma loja. É ser maltratada dentro de um núcleo muito restrito de pessoas que não vão facilitar a sua vida se você não for... perfeita.

— Perfeita como a Genevieve — não consegui deixar de dizer.

— É. Algo assim.

— Claro — disse, revirando os olhos e tentando controlar aquela sensação estranha que eu não queria denominar porque dar nome às coisas as tornava reais. — Então tudo que você quer é o meu bem.

— Ah, não. Não mesmo. — Ele voltou a andar, ainda segurando minha mão, e eu fui junto porque não havia muita escolha. — Tudo que eu quero é o bem do meu padrinho. E aparentemente ele se importa muito com você, então eu preciso me importar também. Mas não tenho vergonha de você. Se era isso que você pensava.

Fiquei em silêncio por um segundo, processando aquilo.

— Geórgia e Genevieve vão procurar por mim. Onde você está me levando?

— Para comprar seu colar.

A loja se chamava Ella. Eu já tinha passado pela vitrine antes sem parar, daquele jeito que a gente passa por certas coisas sabendo que não são para você. Subimos para o segundo andar, onde uma placa discreta em dourado dizia Ella Deluxe, e o ambiente mudou de tom.

A vendedora veio ao nosso encontro com um sorriso que não tinha nada do olhar de diagnóstico rápido da outra.

— Senhor Sartori, seja bem-vindo novamente. — Ela se virou para mim. — E a senhorita é...?

— Zara.

— Minha noiva — Arthur acrescentou. — Vim escolher um presente para ela.

— Claro! Por que não se sentam? Vou buscar um champanhe.

Olhei para Arthur com os olhos arregalados. Ele confirmou com a cabeça como se aquilo fosse completamente normal, porque para ele provavelmente era.

Nos sentamos e ele finalmente soltou a minha mão. Instaurou-se um silêncio levemente constrangedor que nenhum dos dois fez questão de preencher até a vendedora voltar com uma bandeja.

Champanhe, canapés, docinhos e aquele clima de lugar onde as pessoas são tratadas como pessoas. Por mais que eu ainda estivesse satisfeita do almoço, não ia negar. Comi sem pensar duas vezes. Já Arthur, apenas ignorou a bandeja e a bebida.

Capítulo 27 1

Capítulo 27 2

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO