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INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 62

O calor do capô chegava através do jeans, mas não era esse o calor que estava me incomodando.

A mão dele vagava pelo meu corpo com uma lentidão calculada que parecia projetada especificamente para me tirar do sério, e eu tinha desistido de fingir que não estava funcionando. Ele estava duro contra mim, e aquilo era uma informação que meu corpo processou antes da minha cabeça, me fazendo apertar os dedos na camisa dele e puxar mais para perto numa lógica completamente própria.

O beijo aprofundou. As mãos dele subiram pela minha cintura, pelos meus quadris, e quando os dedos chegaram entre as minhas coxas ele parou, encostou a boca na minha e murmurou contra os meus lábios:

— Belo dia para escolher usar calça jeans.

Ri antes de conseguir impedir, e ele riu junto, e por um segundo aquilo foi a coisa mais gostosa do mundo — estar ali, rindo contra a boca de alguém, sem cerimônia nenhuma.

Voltamos a nos beijar.

Mas em algum momento, alguma parte do meu cérebro ainda em modo prático mandou um sinal de alerta.

— Você é louco — murmurei contra os lábios dele. — A gente não pode fazer isso aqui.

— Por que não?

— Olha em volta.

Ele parou. Fez um gesto de olhar para os dois lados da estrada com uma seriedade teatral que não enganava ninguém. Voltou a me beijar.

Eu deixei por mais alguns segundos porque eu sou humana e ele sabia o que estava fazendo.

Mas então o empurrei de leve.

— Arthur! Pode aparecer alguém.

— Aqui? Impossível. Não vai aparecer ninguém nessa estrada.

Me beijou de novo, e eu quase deixei.

— Arthur. — Empurrei mais firme. — Não. É loucura.

Ele parou. Ficou com a testa encostada na minha, respirando um pouco mais rápido do que o normal, os dedos ainda na minha cintura mas sem pressão.

— Por que você causa isso em mim? — ele murmurou.

— Isso o quê?

— Me fazer perder a cabeça assim. — Uma pausa. — Mesmo com... mesmo com tudo o que preciso pensar sobre você, as coisas só evaporam.

Algo mudou no meu peito.

— Coisas? Que coisas?

Ele abriu a boca.

E foi quando os dois homens saíram da mata.

~ ARTHUR ~

Eu os vi antes de Zara.

Dois vultos saindo das árvores com os rostos cobertos. Um deles com a arma apontada direto para ela.

— Perdeu, playboy! Cai fora do carro!

Vi Zara congelar, e meu corpo reagiu antes da minha cabeça terminar de processar a situação.

— Tudo bem. — Mantive a voz no mesmo tom que usava em emergências. Calma. Firme. Sem espaço para pânico. — Podem levar tudo.

Fui me movendo enquanto falava, puxando Zara pela cintura, deslizando ela do capô e me colocando entre ela e a arma num movimento de proteção que eu não conseguia não fazer.

Eu estava com raiva, é claro. Raiva de estar naquela situação, raiva da arma, raiva do Maverick que tinha superaquecido no pior momento possível. Mas eu tinha noção suficiente para saber que raiva não se negocia com arma. A única forma de proteger ela era aceitar.

— Passa o celular — o homem ordenou.

Entreguei o meu sem hesitar.

— O meu tá no carro — Zara disse ao lado de mim, e eu notei que a voz dela saiu mais firme do que eu esperava.

— A chave?

Capítulo 62 1

Capítulo 62 2

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