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Meu noivo Morreu e me deixou para o Inimigo romance Capítulo 318

Capítulo 318 – Ainda é amor

Amira

Eu não devia amar Brandon Anderson, eu sei. Mas esse sentimento que carrego comigo… Ainda é amor.

E eu amo todos os seus lados, o bom e o ruim, suas fases, seus surtos, seu jeito, tudo nele. Brandon e eu nos conhecemos no dia em que fugi do reduto dos extremistas, ele me deu comida, abrigo e a promessa de que sempre estaria comigo. Não como um homem, mas como um amigo.

Começamos a Hydra juntos. Quando se vem de onde eu venho, se vive o que eu vivi, na sua cabeça, para sobreviver tudo é válido.

E na minha e na de Brandon, o dinheiro era nossa sobrevivência, e para consegui-lo usamos todos os métodos, ele e eu somos movidos às oportunidades. E na guerra, uma excelente surgiu, e nós dois só a aproveitamos.

Era correta? Claro que não. Mas como eu disse, usamos a oportunidade, e não obrigamos ninguém. No entanto, quando Sterling nos denunciou, foi exatamente isso que o General disse: “ninguém as obrigou.” e fim da história.

Só que em minha relação com Brandon, eu sempre quis mais que amizade, e ele me dava exatamente o que eu queria. Até que Evelyn apareceu, e por mais que eu conseguisse estar com ele na cama, nunca consegui estar em seu coração, não do jeito que eu gostaria.

Mas tudo bem, como Alexander Sterling me disse um dia: “Nem sempre conseguimos o que queremos.”, e ele está certo, porque o amor do Brandon, eu nunca tive.

Jeff pensa que não sei onde Brandon está, o que anda fazendo, mas eu sempre sei. Até quando o cretino fingiu sua morte, eu sabia. Só que não adianta ir atrás dele, não com tanta coisa acontecendo.

Mas quando recebi a ligação de Jordan, junto com todas as informações sobre os cretinos que mataram a minha família…

“É, querido, parece que vamos ter que nos ver.”

E nos vimos…

Mas ele não é mais o homem que conheci, existem vestígios, mas é somente isso. Só que não foi isso que me incomodou.

— Alessa, minha mulher e mãe do meu filho.

Filho… Brandon vai ter um filho.

“Parabéns.”

Foi a única coisa que consegui responder. Porque a dor me consumiu, meu sonho é ser mãe, mas nunca fui abençoada. Então decidi procurar um médico.

“Seu corpo carrega sequelas.”

Foi o que ele disse.

“Depois de ser espancada dia após dia, e violentada noites e noites, seu corpo não resistiu.”

Aqueles malditos, me tiraram minha família, minha infância e meu sonho de ser mãe.

Mas as lamentações deixamos para os Deuses e Santos que existem. A mim, não resta lamentar, e sim lutar, até ver cada um deles… mortos.

Só que eles não brincam em serviço, e apareceram na casa do Sterling, e pior, querem levar uma criança, uma garotinha linda e inocente assim como eu fui um dia. Eles querem destruí-la.

Mas isso não vai acontecer… não enquanto eu respirar.

— A Maria que ir com o papai… — a menina disse, agarrada a mim.

— Prometo que logo estaremos com seu papai — respondi, depositando um beijo em sua cabecinha.

A ajeitei bem em meu colo, e senti uma fisgada. Minha roupa já estava encharcada de sangue. Vamos lá, Amira, não é seu primeiro tiro, e nem será o último.

Olhei para o homem que mantinha a arma apontada para mim.

— Para onde estamos indo?

— Saberá quando chegar — respondeu. Ele não tinha sotaque, seu inglês era limpo, provavelmente era americano.

— Ah, sabia que era americano — eu disse, me sentando na cama que havia no canto do quarto, e colocando a pequena ali. — Me diz, Jhony, o que os bons ventos trouxeram.

— O que quer dizer?

— Bem, para um americano, cujo país envia homens corajosos todos os dias para a guerra, para combater cretinos dos quais você está trabalhando agora. É preciso bons ventos, para que estivesse aqui.

Senti uma leve tontura, era meu corpo cobrando a perda de sangue. Mas eu não podia ceder, ainda não.

— Para quem acha que trabalho? — ele me perguntou com uma confusão genuína.

— Acho? — levantei da cama, e fui até ele. — Ah, não, querido, não acho, tenho certeza.

— Eu trabalho para Blackwater — ele me respondeu se hesitar.

— Sim, e a Blackwater trabalha para… — mas antes que eu concluísse, a porta se abriu, e por ela passou um senhor, alto, com o ar de arrogância e olhar de imponência.

— Guardate qui — ele começou. — Parece que finalmente conhecerei mia bisnipote.

Lembrei da história que a pequena Jo nos contou mais cedo, e olhando a cicatriz no rosto do velho, a certeza me bateu.

— Bom… — eu disse, retornando ao lado da pequena que ainda dormia, me sentei passando o braço por ela, um simples gesto, mas que o velho pareceu entender. — Até onde sei, para se ter bisneta, é necessário ter neto. — Um sorriso brincou em meus lábios, daqueles que desconcertam homens como ele, que sempre se acham no controle.

— E você, falso Lorenzo Mancini. Ao que sei, não tem.

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Boa tarde meninas, um agora, e mais tarde teremos as atualizações normais.

Beijo no coração de vocês, e obrigado por acompanharem a história.

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