Capítulo 328 – Tipos de amor (parte 1)
Alessa
Cheguei na sala, estava uma bagunça. Todos falavam ao mesmo tempo, um vai e vem de gente, Lena estava agarrada à Maria e Enzo, os meninos todos sendo recebidos por suas mulheres. Meus olhos varreram o ambiente em busca dele, mas não o encontrei.
Mas ela sim.
Estava agarrada a um homem alto, cabelo castanho em um corte militar, barba bem feita e olhos azuis intensos. Os músculos se evidenciavam na camiseta, que parecia até um número menor. Caramba, o cara era bonito!
Os olhos dele saíram de avaliar o lugar e se fixaram nela. Já os dela, se fixaram em mim. Pensei em me envolver com a minha família, ir até a minha sobrinha e saber como estava, mas não consegui me mexer. Foi então que senti braços me envolvendo por trás.
— Você demorou, achei que não fosse vir me receber. — Brandon disse.
— Tenho certeza que, se eu não tivesse vindo… — Virei meu rosto para encará-lo. — Você superaria. — Algo brilhou nos olhos dele, eu vi.
— Qual o problema?
— Me diz você, existe algum problema? — rebati a sua pergunta.
— Enzo falou com você? — saí dos seus braços.
— Não, por quê? Ele tem algo a me dizer? — Tentei manter meu tom o mais firme que consegui.
Brandon segurou minha mão e começou a me arrastar pelo corredor.
— O que está fazendo? — perguntei irritada.
— Indo para o nosso quarto. — me respondeu seco.
— Pra quê? Quero ver minha sobrinha, meu irmão. — puxei minha mão, me desvencilhando dele. — Vamos para o quarto depois.
Ele veio até mim e, sem aviso, me jogou em seus ombros.
— TÁ MALUCO, BRANDON!! OLHA O BEBÊ!! — comecei a gritar.
— Ele não vai se machucar, está muito bem guardado na sua barriga.
— Você é tão cretino, sabia disso?
— Sei, e parece que hoje é o dia de me desculpar pelas minhas cretinices.
Brandon abriu a porta do nosso quarto, entrou, fechou a porta com a chave, caminhou comigo até a cama e me jogou nela. Tirou a camiseta que estava suja de sangue, mas percebi que ele não tinha ferimentos, então não era dele.
Brandon deitou sobre mim, sua boca tomou a minha com uma urgência que eu não lembrava sentir há tanto tempo. Aquele beijo era bruto, possessivo, mas ao mesmo tempo cheio de uma fome que incendiava meu corpo.
— Brandon… — tentei protestar, mas a voz saiu falha quando a mão dele deslizou pela lateral da minha coxa, subindo com firmeza.
— Primeiro a gente faz amor, baby, depois a gente conversa. — ele disse contra os meus lábios.
Suas mãos me prenderam contra o colchão, e quando percebi já estava sendo despida sem nenhuma delicadeza. Meu vestido foi arrancado às pressas, meu sutiã ele desabotoou sem eu nem perceber, e minha calcinha sumiu entre os lençóis. Ele se afastou só para me olhar. Os olhos azuis escurecidos, os músculos tensionados, respiração pesada… meu marido em seu estado mais puro: bruto, letal, desejando me destruir e me adorar ao mesmo tempo.
— Te amo, hoje, amanhã e sempre. — ele disse baixo, cada palavra como um selo. — E eu vou te provar isso agora.
Sua boca desceu pelo meu pescoço, sugando, mordendo, marcando como se cada ponto da minha pele tivesse que carregar a assinatura dele. Arfei quando seus dedos encontraram o caminho entre minhas pernas, sem piedade, como se quisesse arrancar de mim cada som, cada reação.
— Brandon… — gemi alto, arqueando o corpo.
Ele riu com a boca ainda em mim.
— Isso… quero ouvir sua voz, baby.
Não tive tempo nem de raciocinar, porque ele se posicionou e me penetrou de uma vez só. Meu grito foi abafado pela boca dele, e então o ritmo começou: forte, rápido, possessivo. A cada investida, meu corpo parecia perder o controle, entregue completamente a ele.
Ele franziu o cenho.
— Do que está falando?
— Você me entendeu, Brandon, e acho bom você ser sincero comigo.
— Ela é minha amiga.
— Acha mesmo que sou idiota? Eu amo cada um dos meus amigos, mas não surto, como você surtou quando ela foi ferida e levada pelos homens do Lorenzo.
— Alessa… — ele começou, mas o interrompi.
— A VERDADE, BRANDON ANDERSON! — gritei.
— EU JÁ TE DISSE!! — ele rebateu.
— Não. — neguei com a cabeça. — Não é só isso, e você sabe.
Ele suspirou pesado, se afastando um pouco. Sentou-se com as pernas para fora da cama, de costas pra mim, como se fosse difícil demais me encarar.
— Eu percebi hoje que… — ele começou. — Existem tipos diferentes de amor, Alessa. — sua voz saiu rouca. — Eu amei a Rachel como irmã, a Evie como refúgio… e a Amira… — fez uma pausa longa, dolorosa. — A Amira eu nunca soube nomear. Pra mim era só sexo, conexão. Na minha cabeça, era como se houvesse um ímã que sempre me levava até ela, e só.
— Agora você sabe? Hoje, exatamente hoje, você percebeu que era amor.
Ele virou para me encarar.
— Sim... foi hoje, Alessa. Foi exatamente hoje que eu tive a certeza do meu amor.
— Amor pela Amira? — perguntei sem vacilar, mesmo com o coração sangrando. — Então foi hoje, que você descobriu que a amava??
(CONTINUA...)

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