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Meu noivo Morreu e me deixou para o Inimigo romance Capítulo 329

Capítulo 329 – Tipos de amor (parte 2)

Alessa

A minha perguntava não sangrava só meu coração, sangrava a minha alma. Mas eu comecei, e agora vou até o fim.

— Respondi Anderson, foi hoje que você descobriu que seu sentimento por ela é amor de verdade?

— Não foi isso que descobri — ele me rebateu.

— Não? — perguntei com ironia. — Você acabou de me dizer que hoje teve certeza do seu amor.

— Certeza do meu amor por você. — ele retrucou. — Nunca tive dúvidas sobre te amar, mas hoje tive certeza de que você é a mulher da minha vida, a mulher com quem quero passar cada segundo do meu respirar. E, se for pra não ser assim, eu nem ao menos quero viver, porque eu não respiro sem você.

Me calei, absorvendo suas palavras, o coração em guerra entre acreditar e duvidar.

— Brandon… eu não quero migalhas. — sussurrei. — Eu não vou aceitar menos do que mereço.

Ele voltou a sentar ao meu lado, segurou meu rosto com força, me obrigando a encará-lo.

— Nunca te entreguei migalhas. Sempre te dou tudo que eu sou. Eu amo, ou amei, Amira sem nem ao menos aceitar esse sentimento. Não me orgulho do que vou dizer, mas a ela sim entreguei migalhas, o que sobrava dos meus sentimentos, ou dos que eu acreditava que existiam.

Brandon passou o nariz pelo meu rosto, e fechei os olhos por reflexo.

— A você, baby, eu sempre dei tudo. Você, Alessa Anderson, sempre me teve por completo. Me perdoa se em algum momento demonstrei o contrário.

Tirei meu rosto de suas mãos e o encarei.

— Ouviu o que me disse, Brandon? Que teve diferentes amores, e eu acredito nisso, pois existem amores de todos os tipos. — Me afastei dele. — Amor de irmão, como o que sentiu por Rachel. O refúgio da Evie, que é o amor confortável, porto seguro, mas que sabemos bem que não foi um sentimento romântico.

Ele me olhava atentamente, respirava devagar, como se não quisesse que nem mesmo sua respiração me interrompesse naquele momento.

— E a Amira que é o amor da sua vida.

— Alessa, você realmente ouviu o que eu disse.

Dei um sorriso para ele.

— Sim, perfeitamente. Você disse que ama, ou amou, Amira. — respondi.

— E agora amo você. — ele me rebateu.

— Não, Brandon, você não me ama. Porque, por mais que existam diferentes tipos de amor, desse que você diz que sentiu por Amira só existe um. E se agora diz que me ama, essa conta não fecha.

— Como assim? — me perguntou confuso.

— Amor não acaba, Brandon. Paixão, desejo, isso sim passa. Mas amor não. Então, ou você nunca amou Amira, ou é a mim que você não ama!

— Baby… — ele disse, mas pude ver a confusão em seus olhos.

O brilho nos olhos dele mudou. Eu não consegui discernir que brilho era, mas não me importei, só continuei.

— Amor é respeito e liberdade. O verdadeiro amor não prende, mas escolhe. É “eu quero estar com você” e não “eu preciso estar com você”. Então, querido, ele não pode ser o ímã que te leva a Amira, e nem o ar que sou para você respirar.

Uma lágrima escorreu pelo rosto dele, e eu a sequei.

— Amor, Brandon, não poderia ser um único sentimento nem se ele quisesse ser. — eu ri, e ele me acompanhou. — Ele é um laço de sentimentos, uma junção de vários deles. É amizade, companheirismo, paixão, desejo, parceria de vida, até rivalidade saudável.

Passei a mão pelo rosto dele e a descansei ali. Brandon virou o rosto e deu um beijo carinhoso na palma da minha mão.

— E o mais importante de tudo: ele é tudo isso, somente entre um homem e uma mulher. Sabe por quê?

Ele negou com a cabeça.

— Porque é no momento em que se encontra essa pessoa, que se escolhe ser um só.

Tirei minha mão do seu rosto, olhei bem no fundo dos seus olhos azuis.

— Agora me diz, Brandon. Agora que sabe o que é amor… quem você ama?

Ele não piscou, não titubeou, muito menos hesitou. Brandon segurou meu rosto entre suas mãos e, com a voz embargada, disse:

— Você. Foi sempre você!

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