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Meu noivo Morreu e me deixou para o Inimigo romance Capítulo 347

Capítulo 347 – Senhora Sterling

Evelyn

O estampido ecoou no quarto como um trovão. O corpo do primeiro homem tombou antes mesmo de terminar de erguer a arma. O segundo caiu em seguida, um buraco no meio da testa.

Minha respiração saía arfada, mas minhas mãos não tremiam mais, estavam firmes. Eu atirei, não hesitei, do jeitinho que aprendi.

— Evie… — Alessa me chamou, respirei fundo.

— Alguém, por favor, fecha a porta, com chave. — Eu disse antes de responder a Alessa, e Lyu correu até lá. Ela ficou olhando para os dois corpos no chão. Vivi entregou minha filha a Cat e foi até lá com Lyu.

— Eu te ajudo, Japa. — As duas empurraram os corpos, e logo fecharam a porta. Maria, pelo susto, havia se agarrado a Rosa, que segurava Aurora nos braços com o corpo tenso, mas os olhos carregados de fúria.

— Evie. — Alessa me chamou novamente.

— Eu tô bem, não são os primeiros e garanto que não serão os últimos. — respondi tentado parecer confiante.

— E agora? — perguntou a Rosa.

Por um instante, ficamos todas em silêncio tentando digerir o que aconteceu, as pessoas que saberiam exatamente o que fazer haviam saído. Peguei meu celular, e vi que estava sem sinal.

— Jo… — chamei, e ela logo entendeu.

— Estamos sem sinal. Nada de conexão, nada de rede. Alguém ativou um bloqueador.

— Que maravilha. — Aline respondeu com o pequeno Jack no colo.

Respirei fundo. Malditos Blacks. Maldito Lorenzo. Malditos… terroristas.

— Ok, meninas, os rapazes devem estar a caminho, mas ficar aqui dentro talvez não seja muito prudente. — eu falei.

— Sair com três bebês, uma criança e uma puérpera também não é muito, Evie. — Cat me disse.

— Além do mais, somente você, Alessa e Lila sabem atirar. E estamos em doze pessoas e quatro crianças. — Aline completou.

— Chloe e eu temos treinamento, podemos ajudar nisso. — Mia disse.

— Eu também sei. — Vivi, que estava ainda ao lado da porta, disse. — Sou do Texas. — Ela riu e eu também, meu pai disse a mesma coisa quando me ensinou a atirar. — E o Peppe também me deu umas aulas na última semana. Não tenho prática como vocês… mas consigo segurar se alguém aparecer.

Vivi disse com a voz baixa e meio envergonhada.

— Ficou me atormentando por eu estar saindo com Owen enquanto você está com Giuseppe? — Lila perguntou divertida, e Vivi virou um verdadeiro pimentão.

O momento não era ideal, mas nenhuma de nós resistiu e acabamos rindo.

— Isso é obra da Evie. — Jo disse.

— Quero todos os meus meninos felizes, e minhas meninas são perfeitas para eles — Eu disse com confiança.

Não havia nada que pudéssemos fazer por eles. A única saída era continuar. Fechamos a porta atrás de nós e seguimos em direção aos elevadores.

Quando chegamos, as luzes estavam apagadas, mas a porta estava aberta. Tentei acionar o botão, nada. O painel com os andares piscava intermitente, sem resposta. Mia havia ido até os outros.

— Travados. — ela constatou.

— Escadas, vamos tentar elas. — falei, e corremos até as portas de emergência. Puxei a barra metálica. Nada. Trancada. Nós quatro forçamos para abrir… mas foi inútil.

Olhei para as meninas. O silêncio pesava.

— Estamos presas e sem comunicação. — eu disse, mas o impacto caiu sobre elas como um martelo. Chloe quebrou o silêncio.

— Evie, o que fazemos agora?

Minhas mãos começaram a tremer. O suor frio escorreu pela nuca. Fechei os olhos por um instante, respirando fundo. E então a lembrança veio, clara como fogo: a voz dele, o olhar dele.

"Mostra para eles, senhora Sterling."

Abri os olhos. O medo cedeu lugar a algo maior. Firmei os pés no chão, ergui o queixo e encarei minhas amigas.

— Esperamos até meu noivo chegar. — disse com um sorriso lento surgindo nos lábios.

— Enquanto isso, se esses cretinos ousarem aparecer… eu mostro para eles o poder de uma Sterling.

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