Cap.148
— Só um pouco… um shot que tomei mais cedo, para coragem e o que fui obrigada a beber la dentro era um pouco mais forte. — ela admitiu, ofegante. Seus dedos ainda estavam entrelaçados em seu cabelo.
— É por isso que tá quase me sufocando? — ele provocou, um sorriso perigoso nos lábios, sentindo as mãos dela descerem para a gola de sua camisa, segurando-o com força.
Selene mordeu o lábio inferior, uma centelha de desafio voltando ao olhar.
— Você não gosta mais de mim? Tudo o que aconteceu entre a gente… tem que ser esquecido?
— Esquecer? — ele repetiu, a voz sumindo num sussurro áspero. A mão dele desceu de sua bochecha para seu pescoço, o polegar traçando a linha da sua mandíbula. — Impossível, Selene. Você tá marcada em mim.
Um sorriso vitorioso e vulnerável tocou os lábios dela.
— Então me leva pra casa.
A súplica era um fio de voz, mas Adon ouviu o duplo sentido. Em vez de atendê-la, seu olhar escureceu ainda mais, percorrendo-a com uma lentidão deliberada.
A blusa branca de botões, parte do uniforme, estava desalinhada do susto, com dois botões superiores abertos, revelando a sombra do decote e a curva dos seios.
A saia preta justa havia subido ainda mais durante a luta.
— Não — ele disse, simplesmente.
Num movimento fluido e surpreendentemente rápido, ele a guiou para trás. Selene caiu de costas no sofá de couro macio, um pequeno “oh” de surpresa escapando de seus lábios.
Ele então baixou a cabeça. Seus lábios não buscaram os dela imediatamente. Em vez disso, encontraram a curva suave de seu pescoço, onde o pulso batia rápido e furioso. Foi uma mordiscada suave, seguida pela suavidade da língua. Selene arqueou as costas, um gemido baixo e involuntário escapando de sua garganta. A sensação do corpo dele, duro e insistente entre suas pernas, mesmo através das roupas, era uma afirmação brutal de desejo.
— Você cheira a limão, açúcar queimado e medo — ele murmurou contra sua pele, seus lábios subindo em direção a sua orelha. — E a mim. Agora, você cheira principalmente a mim.
Sua mão, agora livre para explorar, deslizou da sua cintura para a lateral do seu torso, depois para a frente, seu polegar traçando a linha inferior do sutiã através do tecido fino da blusa.
Selene tentou manter um último resquício de racionalidade, mas seu corpo já havia se rendido, respondendo a cada toque com um tremor de pura necessidade. O álcool no seu sangue agia como um lubrificante para seus medos, soltando suas inibições, mas o que realmente a embriagava era ele, a segurança opressiva de seu abraço, a fome crua em seus olhos, a sensação inegável de que, naquele momento de total vulnerabilidade e posse, ela era tudo para ele.
O mundo lá fora, com sua música estridente e suas luzes piscantes, desapareceu.
Existia apenas o silêncio carregado da sala, o cheiro do couro e do desejo, o calor abrasador do corpo dele sobre o dela, e a promessa tácita e perigosa de que aquilo era apenas o começo de uma reconciliação que passaria, inevitavelmente, pelo fogo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Quarto errado, Mafioso certo!