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Quarto errado, Mafioso certo! romance Capítulo 251

Cap.58

O Labirinto de Linho e Luxúria

POv atila.

Eu sempre me orgulhei do meu autocontrole. Como terapeuta, fui treinado para ser uma rocha; como um Corvo, fui forjado para ser gelo e conseguir selar os monstros que não devem ser soltos dentro de mim.

Mas ali, naquela cozinha, com a iluminação indireta acentuando cada curva de Katleia sob a minha própria camisa, eu sentia que minha fundação estava ruindo.

O mármore da bancada estava frio, mas o calor que emanava dela era capaz de derreter glaciares.

Ela estava sentada na mesa, as pernas balançando suavemente, e suas mãos, pequenas, delicadas e agora perigosamente ousadas, subiram para o meu rosto. Seus dedos traçaram a linha da minha mandíbula com uma reverência que me fez fechar os olhos por um segundo.

— Você é tão lindo, Átila... — ela sussurrou. A voz estava um pouco mais arrastada, a cadência alterada pelo vinho, mas os olhos... os olhos estavam focados em mim com uma intensidade que eu nunca tinha visto. — Faz eu pensar coisas... coisas sujas.

Meu coração deu um solavanco contra as costelas.

Uma descarga de adrenalina pura percorreu minha espinha. Eu segurei o pulso dela, não para afastá-la, mas para sentir a pulsação acelerada sob sua pele.

— É mesmo? — minha voz saiu como um rosnado baixo, quase animal. — Saiba que isso é ótimo. Porque você só deve pensar esse tipo de coisa comigo. Com mais ninguém. Entendido?

Ela não se intimidou. Pelo contrário, ela soltou um risinho abafado e começou a me analisar de cima a baixo.

O olhar dela era como um toque físico. Ela soltou o pulso da minha mão e deslizou a palma pelo meu tórax nu.

Eu segurei a respiração. Senti cada centímetro da textura da pele dela contra a minha. Ela desceu a mão lentamente, mapeando os músculos do meu abdômen, parando sobre os "gominhos" que saltavam devido à tensão.

Eu estava tentando, desesperadamente, manter a postura, mas a quimica é uma traidora silenciosa.

Senti meu corpo reagir de forma imediata e inegável. Meu membro começou a ganhar vida própria, pressionando contra o tecido da calça social.

— Katleia... — eu grunhi, fechando os olhos e inclinando a cabeça para trás enquanto ela continuava aquela exploração torturante. — Que diabos eu vou fazer com você? Não me provoque. Você não tem noção do perigo que está correndo.

— Sabe... — ela balbuciou, aproximando o rosto do meu peito, o hálito com aroma de uvas roçando minha pele — ...eu tive uma vontade.

— Diga... — eu respondi, com os dentes cerrados, tentando não a agarrar ali mesmo e acabar com aquela tortura.

Ela balançou os pés, animada, e um brilho de travessura infantil misturada com um desejo cru iluminou seu rosto.

— Eu quero ver você sem roupa.

Eu recuei um passo, quase tropeçando nos meus próprios pés. Soltei uma risada nervosa, totalmente desprovida de jeito. Eu, estava sendo deixado sem fala por uma garota de dezenove anos que mal aguentava duas taças de vinho.

— Nem pensar! — exclamei, sentindo o rosto esquentar — uma sensação que eu não experimentava há décadas. — Você está delirando. É o álcool falando por você.

— Não é não! — ela protestou, pulando da mesa com uma agilidade que me surpreendeu. — Por favor! Por favor, Átila! Eu quero ver o que tem por baixo dessa calça séria.

— Katleia, pare agora — eu disse, tentando recuperar a autoridade, embora minha voz estivesse rouca de desejo. — Eu sabia que ia me arrepender de te dar esse vinho. Você perdeu o filtro completamente.

— Eu disse que me responsabilizo pelos meus atos! — ela insistiu, parando na minha frente e fazendo um bico que era, simultaneamente, a coisa mais fofa e irritante do mundo. — Além disso, eu nem bebi tanto... eu estou consciente. Por favor! Só um pouquinho?

Eu suspirei, passando a mão pelo cabelo, sentindo-me derrotado pela lógica distorcida dela. Eu não podia permitir aquilo. Não por moralismo, mas porque eu sabia que, se eu ficasse nu na frente dela agora, não haveria força na Terra capaz de me impedir de possuí-la.

E eu ainda precisava que ela estivesse cem por cento lúcida para o que viria depois.

Sem dar aviso, eu me aproximei e a peguei pela cintura, jogando-a por cima do meu ombro como se fosse um saco de batatas, ou o tesouro mais precioso da minha coleção enquanto controlo os espasmos do meu corpo, pensar em matemática e contabilidade deve ajudar a derrubar o mastro.

— Átila! Me solta! — ela gritou, rindo e batendo de leve nas minhas costas.

Cap.58 1

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