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Quarto errado, Mafioso certo! romance Capítulo 253

Cap.60

O Espetáculo do Desejo

POv Katleia)

O calor que emanava de Átila era algo que eu nunca imaginei que um corpo humano pudesse produzir.

Era como se ele fosse um motor em rotação máxima, e eu estava ali, no epicentro de toda aquela energia.

Quando ele envolveu minha mão com a dele, guiando meus dedos para que envolvessem a carne quente e pulsante que eu mesmo havia acabado de libertar da sua calça, senti um choque que percorreu minha espinha e me deixou sem fôlego.

Minha mão tremeu. A vergonha me atingiu em uma onda avassaladora, fazendo-me querer fechar os olhos e desaparecer no meio daqueles travesseiros. Eu nem acredito que agora eu estava tocando a parte mais íntima do homem, a mão dele estava sobre a minha, movimentando de forma sutil, ele era duro, quente e macio ao mesmo tempo, e a sensação dele pulsando em minha mão estranhamente fazia eu pulsar também e era bom.

Átila sentiu minha hesitação. Ele soltou um riso baixo, uma vibração que senti contra minhas coxas, já que eu continuava montada em seu colo.

— Você ainda tem limites, não é? — ele murmurou, seus olhos cinzas fixos nos meus, brilhando com uma compreensão que me desarmava. — Mas eu... eu já estou no meu limite, Katleia.

Ele soltou minha mão, mas não se moveu para se recompor. Pelo contrário, ele se ajeitou no sofá, criando mais espaço que tornou aquilo ainda mais sensual e intenso para meus olhos.

— Quer assistir? — a pergunta dele foi direta, crua, desprovida de qualquer eufemismo clínico.

Senti meu rosto queimar tanto que tive certeza de que, se houvesse um espelho ali, eu veria meu reflexo em chamas. Eu não conseguia responder. Minha garganta parecia ter se fechado.

— Você pode ver como é — ele continuou, a voz descendo para um tom de mestre ensinando uma lição perigosa. — Pode observar, entender como o meu corpo reage a você. É uma forma de explorar para a próxima vez. Mas com uma condição.

— Qual? — consegui sussurrar, minha curiosidade lutando uma batalha sangrenta contra o meu pudor.

— Prazer mútuo — ele disse, e o peso daquelas palavras me fez estremecer. — Na próxima, você vai me dar o seu corpo. Relaxa... eu não vou te foder ainda. Mas eu quero tudo de você.

Eu travei. A palavra que ele usou, tão gráfica e desprovida de adornos, ecoou na sala. Ele não era mais cuidadoso, ele era o homem que desejava possuir cada centímetro da minha existência. Ele percebeu o meu choque e arqueou uma sobrancelha.

— Se não quiser ver, tudo bem — ele disse, fazendo menção de se levantar. — Mas eu preciso sair daqui urgentemente e ir para o banheiro. Porque, depois que você me toca desse jeito, é só ladeira abaixo. Eu não consigo mais parar sozinho sem sentir que vou explodir.

Eu olhei para ele. Olhei para a forma como sua camisa de linho, que agora estava em mim nem percebi que alguns botões tinham escapado e meu decote estava totalmente a sua vista, ao mesmo tempo, Eu queria saber. Queria ver o que eu causava nele. Queria entender aquele mistério que os meus livros conseguiram descrever com precisão, mas eu nunca realmente senti.

— Eu quero... — murmurei, a voz trêmula, mas decidida. — Quero ver como você faz isso.

Átila não esperou que eu mudasse de ideia. Ele tomou a posição de quem se entrega a um ritual, tombando o corpo para trás contra o encosto do sofá, mantendo as pernas abertas comigo ainda ali, montada em suas coxas, tão perto que eu podia sentir o calor de sua ereção roçando, Eu o analisei de cima a baixo.

Cada detalhe do seu corpo parecia esculpido em mármore e fogo. O peito largo que subia e descia com uma respiração pesada, os gominhos do abdômen que se contraíam a cada movimento. E então, meus olhos desceram para onde suas mãos estavam.

Ele o segurou. Vi seus dedos longos e fortes se fecharem ao redor de si mesmo. Átila começou a fazer movimentos sutis, lentos no início, focando na parte superior, enquanto mantinha um sorriso leviano nos lábios ao observar a minha cara de espanto. Eu tentei desviar o olhar, sentindo que estava invadindo algo sagrado e profano ao mesmo tempo.

— Se você queria ver, então assista — ele comandou, a voz carregada de uma autoridade sensual. — Não tem ninguém além de nós dois aqui, Katleia. Olhe para o que você faz comigo.

Céus... eu estava ali, sentada nas coxas dele, sentindo o movimento rítmico do seu corpo enquanto ele se masturbava para mim.

Era a cena mais linda e perturbadora que eu já tinha visto. O contraste da sua masculinidade bruta com a delicadeza do momento me deixava hipnotizada.

O membro dele era impressionante, cada detalhe, cada veia que pulsava sob a pele, revelando a intensidade do seu desejo.

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