Cap.78
O Batismo de Água e Fogo
(pov. Katleia)
Saímos do elevador que dava direto para a suíte, tudo que eu queria era meter o pé e arrancar rose dali arrancando seus cabelos.
— hoje, vou me divertir! — Mima gritou eufórica, fazia tempo que eu não via ela tão caótica, mas... que bom que ela não está mais retraída pelos cantos da mansão, se tem uma coisa que eu sei, é que independente dos desentendimentos, eu ainda posso confiar nela.
O estalo da porta sendo aberta à força por Mima ecoou pelo corredor deserto como um tiro de misericórdia.
Não houve tempo para delicadezas. Invadimos a suíte como um vendaval de fúria. O cenário que encontramos no quarto era uma cena de crime contra a alma: Átila estava jogado contra a cabeceira da cama, os olhos nublados e a respiração errática, enquanto Rose, com um sorriso predatório, tentava arrancar a camisa dele, forçando um beijo que ele tentava desviar com movimentos pesados e lentos.
— Se você encostar em mim de novo... eu juro que te mato, isso não vai ficar barato de jeito nenhum, rose... — a voz de Átila saiu como um rosnado vindo do fundo de uma caverna, arrastada e perigosa, mesmo em seu estado debilitado.
— Sai de perto dele, sua desgraçada! — O grito não pareceu vir da minha garganta, mas de um lugar dentro de mim que eu nem sabia que existia.
Rose se sobressaltou, virando-se com os lábios pintados de um vermelho borrado. Antes que ela pudesse dizer uma palavra, a adrenalina tomou conta de mim.
Eu a empurrei com toda a minha força, sentindo o impacto dos meus braços contra os ombros dela. Rose cambaleou para trás, chocada com a minha audácia e caiu no chão.
— Você? A ratinha de laboratório? — ela sibilou, recuperando o equilíbrio.
Mas eu não dei espaço para ela respirar. Avancei, segurando-a pelos braços, sentindo as unhas dela arranharem meu pulso.
A briga foi rápida e feia, um emaranhado de seda, perfume e fúria. Senti uma ardência no rosto quando a mão dela me atingiu, mas devolvi o gesto com um empurrão que a jogou contra a poltrona.
Mima e Maju não ficaram assistindo. Mima avançou como uma leoa, segurando Rose pelo cabelo e pelo braço, enquanto Maju ajudava a arrastá-la para fora.
— Já chega de show, baronesa! — Mima rugiu, enquanto Rose gritava e se debatia. — O lixo vai ser recolhido agora!
— Mima! — chamei, ofegante, olhando para Átila que tentava se sentar, mas parecia estar lutando contra a gravidade. — Eu resolvo a partir daqui. Levem ela. Tranquem-na em algum lugar, eu não me importo. Só a tirem daqui!
— e você? Melhor chamar o médico para ele.
— está tudo bem, eu vou cuidar dele... não sei... podem ficar tranquilas, só... vigiem e me esperem.
Mima me olhou por um segundo, avaliando a determinação nos meus olhos, e assentiu. Elas arrastaram uma Rose histérica para fora e a porta bateu, deixando-me a sós com o homem que era meu mundo e meu tormento.
[...]
Átila estava atordoado. Ele balançava a cabeça, tentando focar a visão. Quando seus olhos finalmente encontraram os meus, ele estendeu a mão, segurando meu rosto com os dedos trêmulos.
— É você mesmo? — ele sussurrou, a voz carregada de uma confusão dolorosa. — Ou é mais um truque daquela maldita?
— Sou eu, Átila. Sou eu — respondi, cobrindo a mão dele com a minha.
No segundo seguinte, a expressão dele mudou. O calor do reconhecimento foi substituído por uma frieza de pânico. Ele me afastou bruscamente, seus olhos escurecendo em um tom de cinza tempestuoso.
— Não... saia! — ele ordenou, cambaleando ao se levantar. — Saia agora e tranque a porta pelo lado de fora! Me deixe sozinho, Katleia. Eu não estou bem. Meu corpo... eu não respondo por mim agora.
Ele tentou me guiar em direção à porta, mas eu me recusei a mover um milímetro. Ele tentou girar a maçaneta, mas percebeu que Mima, seguindo minhas instruções implícitas ou por puro instinto, havia trancado a porta por fora para garantir que Rose não voltasse.
— Que porra! — Átila socou a madeira da porta, um som seco que me fez pular. — Katleia, abra essa porta e saia! Você não entende?
— Eu não vou a lugar nenhum! — rebati, cruzando os braços, embora meu coração estivesse saindo pela boca.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quarto errado, Mafioso certo!