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Quarto errado, Mafioso certo! romance Capítulo 270

Cap.77

— Kat... é ele? — Mima perguntou, a voz baixa, quase reverente. — Você realmente encontrou a pessoa que te faz sentir isso? A pessoa que você ama? sem... sem sentir o medo que sentia antes?

Katleia, com o rosto ainda manchado pelas lágrimas e os lábios trêmulos, assentiu devagar. O peso daquela admissão era monumental. Para uma mulher que passara anos fugindo de qualquer sombra masculina, admitir amor por um homem como Átila era como saltar de um penhasco sem paraquedas.

— Sim — sussurrou Katleia. — Eu só quero ele, Mima. É como se o mundo só fizesse sentido quando ele está por perto.

Mima trocou um olhar rápido com Maju. Maju, que já sabia de partes desse segredo, acenou com a cabeça positivamente, um sorriso encorajador brincando em seus lábios. Mima, percebendo a seriedade da situação, deu uma piscadela cúmplice para Maju e voltou-se para Katleia, mudando seu tom para algo mais prático e acolhedor.

— E como ele corresponde, Kat? — Mima quis saber, inclinando-se para mais perto. — Porque amar um homem assim é como amar um incêndio. Você pode se aquecer ou pode virar cinzas.

— Ele é lindo, Mima. Não só por fora... mas a forma como ele me trata. Eu me sinto bem quando ele me toca. Eu sinto que... que eu poderia ir além com ele. Coisas que eu nunca pensei na vida que seria capaz de fazer ou desejar.

Mima não reclamou, não deu sermão e não a julgou. Em vez disso, ela abriu os braços e envolveu Katleia em um abraço protetor.

— Que bom, minha pequena... que bom que seus traumas estão sendo superados. Isso é uma vitória sua, independentemente de qualquer coisa.

— Mas só é com ele — Katleia ressaltou, escondendo o rosto no ombro de Mima. — Se ele for embora, se ele se casar com a Rose... eu sinto que vou quebrar de novo. E agora ele está lá, naquele hotel. Ele foi para o jantar com o Embaixador e com a Rose. Ela me disse que ele a ama cegamente, que o casamento é o destino deles e que eu sou apenas uma diversão passageira.

Mima se afastou do abraço e balançou a cabeça vigorosamente, soltando um suspiro de desdém que ecoou pelo quarto.

— Olha para mim, Katleia. Eu fui parar nas mãos daquele homem uma vez para a minha infelicidade e não da forma como pode pensar. Eu conheço o olhar de Átila. Eu jamais apoiaria você, mas como você está indo tão longe, você deveria apenas se dedicar a seus sentimentos sem pensar nas consequências e se acabar ao menos valeu a penas, o que acha? So digo isso porque você parece conhecer uma parte que deve ser boa, Mas vou te contar uma coisa: pelo que vi daquele homem nesses últimos tempos, ele não gosta de ninguém de verdade... exceto de você. Rose mentiu. Ela mentiu descaradamente.

Katleia piscou, confusa.

— Mas ela disse que ele a ama há anos...

— Rose é uma estrategista desesperada. — Mima rebateu com firmeza. — Você acha que ele torturaria quem ele ama? Eu vi como ele a tratou na frente de todos. Ele a humilhou de tantas formas, ele mesmo acabou com a honra e dignidade dela, Átila não ama Rose. Isso é puramente um caso político, um acordo entre impérios. Se vocês estão tão bem assim no íntimo, se ele te olha como se você fosse a única coisa real naquele hospício, você não precisa se preocupar com as palavras dela. Apenas se jogue nisso. Viva o que tem para viver.

— Sério mesmo? — Katleia perguntou, uma ponta de esperança brilhando em seus olhos marejados.

— Sim! — Mima exclamou, levantando-se da cama com uma energia súbita. — E quer saber de uma coisa? Eu tenho certeza de que Rose está tramando algo com o pai dela esta noite. Ela não daria aquele sorrisinho de vitória se não tivesse uma carta na manga. E nós não vamos ficar aqui sentadas esperando o desastre acontecer.

— então... o que faço? — Klateia perguntou e mima encarou Maju como duas cumplices determinadas a aprontar algo.

— apenas vamos... nos jogar, já faz tempo que não apronto nada, não posso viver com medo e... quero acumular uns créditos, melhor ser fiador que devedor. — Mima disse alongando os braços.

[...]

A fuga da mansão foi executada com a precisão de um filme de espionagem. As três desceram as escadas com cuidado, encontrando Selene e Gildete na cozinha, discutindo sobre o sumiço de Átila.

E na ponta do pé seguiram as três até a entrada principal.

— Onde as mocinhas pensam que vão a essa hora? — Selene perguntou, cruzando os braços.

— Vamos tomar um sorvete e espairecer — Mima respondeu com uma naturalidade invejável, passando o braço pelos ombros de Katleia. — A Kat precisa respirar um pouco de ar puro depois de tanto choro. Não demoramos.

— Chorar?

— sim! — mima confirmou e Katleia deu uma cotovelada de leve nela.

— por favor... deixa nos três ir, está bem?

— deixa as meninas saírem, além disso... nosso problema está com um bastardo de vinte oito anos que se atreve a fugir após sequestrar crianças. — aonde resmungou.

— relaxem, atila não fez nada, eu pedi a ele para me levar aquele restaurante então... só comemos algo e ele me trouxe para casa.

— tudo bem, mas quando voltar, você vai me contar com detalhe o que aconteceu, ok?

Átila, que parecia exausto e mentalmente distante, pegou a taça e bebeu o conteúdo de uma vez, como se quisesse acabar logo com aquele suplício.

— Agora observe, é como uma novela eu já sabia o que ia acontecer. — Mima instruiu.

Não demorou cinco minutos. A postura impecável de Átila começou a ceder. Ele levou a mão à testa, balançando levemente a cabeça. Suas pálpebras ficaram pesadas.

Rose sorriu, não um sorriso de amor, mas de triunfo predatório. Ela se levantou e passou o braço pela cintura dele, fingindo ser uma noiva cuidadosa amparando um noivo que "bebeu demais".

Átila tentou se desvencilhar, mas seus movimentos eram lentos, coordenados por um sistema nervoso que já não respondia ao seu controle. Ele estava drogado. Estava sendo levado como um prisioneiro para o matadouro.

— Que desgraçada! — Katleia exclamou, os punhos cerrados sobre a toalha da mesa, os olhos brilhando com uma fúria que ela nunca sentira antes. — Ela drogou ele! Ela vai levar ele para aquela suíte!

Rose começou a guiar Átila em direção aos elevadores privativos que levavam aos andares das suítes de luxo. Ele cambaleava levemente, a cabeça pendida para o lado, totalmente entregue à vontade dela.

— Ela vai tentar o xeque-mate — disse Mima, levantando-se e ajustando os óculos escuros. — Ela quer criar a cena do crime perfeita para que o noivado não possa mais ser cancelado, um escândalo hoje e um aviso público amanhã, mas não no meu turno!

Maju e Katleia se levantaram em uníssono. O medo que Katleia sentia antes fora substituído por uma determinação gélida.

Ela não era mais a menina que chorava no chão do quarto. Ela era a mulher que vira a alma de Átila e não permitiria que ninguém a profanasse.

— Você lembra em que suíte ele estava, Kat? — Mima perguntou, já caminhando em direção ao outro elevador, o de serviço, para evitar o encontro direto no hall principal.

— Sim — respondeu Katleia, sua voz saindo firme e carregada de propósito. — Eu lembro de cada detalhe daquele corredor.

— Então vamos — Mima sentenciou, apertando o botão do elevador. — Rose acha que vai conseguir o que quer, mas é minha chance de conseguir uns pontos positivo.

As portas do elevador se fecharam, escondendo as três amigas que subiam para o confronto final. A noite em monselha estava apenas começando, e o império dos Felix estava prestes a descobrir que nem todo poder poderia vencer um trio determinar a atrapalhar uma foda forçada.

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