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Quarto errado, Mafioso certo! romance Capítulo 273

Cap.80

(Ponto de Vista: Átila Corvo)

O vapor do banheiro já não era apenas umidade; era uma névoa que nublava meu julgamento, mas aguçava meus instintos mais primitivos. A droga que o Embaixador e aquela serpente da Rose colocaram no meu sistema estava trabalhando a pleno vapor, transformando meu sangue em chumbo derretido e meus pensamentos em um único e absoluto foco: a mulher fragmentada e magnífica que eu tinha sob meu domínio agora.

Eu a mantinha sobre a pia de mármore, as costas dela coladas na pedra fria, criando um contraste obsceno com o calor que emanava de nossas peles suadas.

Suas pernas estavam abertas para mim, os pés apoiados na borda, e eu me sentia como um bárbaro profanando o templo mais sagrado do mundo.

Minhas mãos, grandes e possessivas, garantiam que ela não se movesse, que ela ficasse ali, escancarada, enquanto eu observava meus próprios movimentos a invadindo.

Eu queria ver. Queria ver a pele dela se esticar para me receber, queria ver a cor rosada que subia pelo seu peito a cada estocada minha.

Eu a penetrava com uma força que eu mal conseguia conter, cada golpe mais profundo, mais decidido, fazendo-a gemer em notas altas que ecoavam pelo banheiro, transformando-se em um choramingo que era música para os meus ouvidos famintos que me fazia querer mais, arrancar mais e me vangloriar por estar lhe dando esse prazer.

Em sua mente pode não ser a primeira vez dela, mas para mim é a única contagem que vale é o agora, eu sou o dono dela e o primeiro.

Se ela soubesse... pensei, enquanto sentia a musculatura dela se contrair ao redor de mim. Se ela soubesse que eu a desejei exatamente assim, vulnerável e entregue, desde a primeira vez que a vi naquele jardim. Eu não queria que ela se arrependesse. Eu queria a tratar de inicio, mas agora, eu era o incêndio que ameaçava consumi-la.

— Depois que você gozar... — eu rosnei entre dentes, o suor pingando do meu queixo no peito dela — eu quero que você saia. Vá embora antes que seja tarde. Eu não vou me saciar agora, Katleia. Não depois de esperar tanto. Não depois de desejar tanto estar nessa exata situação com você, porra... eu não quero parar de jeito nenhum.

Eu sabia que, se ela ficasse, eu não teria misericórdia. O monstro que criaram estava solto, alimentado pela química e pelo desejo represado.

Mas ela, em vez de se assustar, levou as mãos ao meu rosto. Seus dedos eram delicados, mas a força da sua alma era gigantesca.

— Eu não vou embora — ela sussurrou, os olhos brilhando com uma coragem que me desarmou.

Ela me abraçou, tentando me trazer para perto, mas eu não podia parar. Eu a peguei pelo quadril, sentindo a leveza do seu corpo, e a suspendi da pia com uma facilidade assustadora.

Eu a segurei no ar, apoiando as coxas dela nos meus antebraços. Katleia me encarou, surpresa, as mãos segurando firme no meu pescoço como se eu fosse sua única âncora em um naufrágio.

Eu sorri. Foi um sorriso leviano, perigoso, o sorriso de um homem que sabe que cruzou a linha de não retorno.

— Agora você perdeu totalmente o direito de ir — sussurrei, a voz rouca. — Tem certeza que não vai se arrepender?

Ela balançou a cabeça negativamente, mesmo assustada com a posição nova, e que o controle era ainda cem por cento meu, o cabelo molhado chicoteando seu rosto.

Então, eu mudei o ritmo. Eu comecei a movimentar o corpo dela contra o meu, chocando nossos quadris com uma violência sensual. Eu tinha o controle total, eu ditava a profundidade, a velocidade, a intensidade.

Nossos corpos faziam um barulho úmido e rítmico ao se chocarem, um som que preenchia o espaço entre nós dois.

Ela sentiu a intensidade daquilo ainda surpresa com as estocadas, e um pouco de receio.

Katleia estava se esforçando para se segurar em mim, as unhas cravadas nos meus ombros, o rosto enterrado na minha nuca enquanto ela choramingava com o impacto de cada estocada. Eu percebi que ela estava chegando ao limite físico daquela intensidade. O prazer era tanto que beirava a dor, e ela tremia em meus braços.

— Fala para mim... — eu exigi, movendo meu quadril com ainda mais vigor — fala que você não quer ir. Que você é minha.

— Não quero... não quero ir... — ela disse com dificuldade, a voz falhando em meio aos gemidos.

Eu a inclinei ligeiramente para frente, fazendo com que seus seios fossem pressionados contra o mármore frio da pia enquanto suas costas sentiam o calor febril do meu tórax.

Meu membro, ainda ereto e latejante, estava posicionado entre as coxas dela. Eu não a invadi de novo, ainda não, deslizei minhas mãos por seus braços ate encontrar suas mãos e entrelacei meus dedos nos dela, me mantendo ali inclinando dela, sentindo seu quadril pressionado em mim, beijei seu pescoço, uma, duas, três vezes, desci para a curva de sua coluna, fiquei surpresa quando sua pele arrepiou e ela gemeu e seu quadril empinou para mim quando minha língua deslizou pelo centro de sua coluna descendo.

Soltei seus dedos e comecei a deslizar minhas mãos pela barriga dela, sentindo os tremores remanescentes do seu orgasmo.

Meus dedos desceram, alcançando seu clitóris por baixo das pernas, massageando-a com uma carícia leve, mas carregada de intenção.

Katleia apertou os olhos, a cabeça tombando para trás. Ela sentia o frio da pia esmagando seus seios e o calor insuportável do meu corpo a protegendo por trás. Eu comecei a beijar a nuca dela, descendo pelos tendões do pescoço, enquanto posicionava meu membro novamente contra a sua entrada, roçando-a, apenas provocando.

Eu via nossa imagem no espelho, ela, a imagem da fragilidade e da beleza arruinada pelo prazer; eu, a sombra escura que a envolvia, o homem que não a deixaria partir nem que o mundo inteiro queimasse lá fora.

— Você achou que tinha acabado, Katleia? — sussurrei, sentindo o desejo explodir novamente em minhas veias. — Eu disse que não ia me saciar e você escolheu ficar, certo? Eu quero cada centímetro de você. De novo. E de novo. Até que você não consiga lembrar nem o seu próprio nome.

Eu a senti se arrepiar sob o meu toque. Mas medo desaparecera, substituído por uma entrega que me assustava e me encantava porque ela ainda sorrio para mim como se dissesse eu aguento, porra... Ela era minha.

E ali, naquele abraço de mármore e suor, Eu a possuiria até que a droga saísse do meu sangue, ou até que a madrugada nos encontrasse exaustos e irremediavelmente perdidos um no outro.

— Olhe para o espelho.— eu ordenei, apertando o quadril dela. — Veja quem está te tocando. Veja de quem você é agora.

Eu a vi abrir os olhos e encontrar meu olhar através do vidro embaçado. E naquele momento, eu soube, não importava o que Rose ou o Embaixador e o Don fizessem. O que estava acontecendo naquele banheiro era o início de uma guerra. E eu lutaria cada batalha para manter aquele corpo e aquela alma sob a minha guarda.

Será que ela aguentaria o que estava por vir? Porque eu não pretendia ser gentil agora.

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